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fevereiro 2012

Cereja no Mundo

Cereja pelo mundo

Credo, Letícia! Dois dias sem postar… Que desnaturada!“. Eu sei, gente. Mas vocês sabem que, se não rola novidades por aqui, é porque realmente não deu tempo.

Buuut, estou de volta e tô louca pra compartilhar uma notícia com vocês! Não envolve celebridades, filmes ou música. Solamente yo.

Em julho, vocês vão acompanhar uma série de postagens chamada: Cereja na….. (rufem os tambores) Espanha!

Sí, mis amigos! Me voy a Madrid!

Desde o ensino médio eu tenho vontade de fazer intercâmbio. Como comecei a guardar dinheiro no ano passado, esse ano conseguirei realizar esse sonho. Ficarei um mês na Espanha, mas não será (só) a passeio. 
Achei um curso no Instituto Europeu de Design que cai como uma luva para mim: Community Manager, cujo foco é o trabalho em redes sociais, área na qual estou me especializando. 
Então, vou matar dois coelhos numa paulada só. 
Estou que não me aguento de felicidade! Tenho o sonho de conhecer a Europa. 
Tá, eu sei que não vou conseguir ver tudo, mas já tenho algumas cidades próximas de Madrid que entram no meu roteiro de viagem. Sem contar que a capital espanhol por si só já vai ser foda legal pra caramba!
Barcelona

Ainda não sei bem o que tem por lá. Estou pesquisando, dando uma olhada aqui e ali na internet. Mas sei que irei ao Estádio do Barça, encontrar o time, tirar foto e gravar um vídeo deles falando “Cereja no Ombro!”. Ah, um mergulho rápido no mar mediterrâneo também está nos planos! Vou voltar bronzeada para Foz… no inverno.
Também não sei quantos dias vou ficar lá, talvez um final de semana. Aceito sugestões de lugares para conhecer. Quem já foi, deixa um comentário e ayudame!

Valência

Outra cidade na qual vou pegar uma praia. RÁ! Além de comer paella e outras gostosuras espanholas. Parece ser linda pelas fotos… Tomara que dê tempo (e dinheiro) para eu ir visitá-la. Novamente, aceito dicas! Vai ali embaixo em “Sementes” e deixe o comentário (caso não possua uma conta Google, selecione o perfil Anônimo, mas deixe seu nome pelo menos…)
Cordoba

Não quero viver só de praia. A região da Andaluzia parece ser tão linda quanto as outras cidades já citadas. Córdoba tem o aspecto antigo, simplesmente incrível. Se der, pretendo esticar para outras cidades da região, como Sevilla e Granada, que também tem esse estilo histórico e interessante. No fim das contas, queria ter mais de um mês para ficar por lá… Mas, um passo de cada vez, né?! Vai chegar o dia em que conseguirei visitar outros países europeus, como Portugal, França, Itália e Inglaterra. 

É isso, gente. Ainda tenho tempo até ir… Mas, já estou me preparando. Meu “portunhol” tem que ser melhorado… Aliás, substituído por espanhol. Então, estou estudando em casa. E, não custa reforçar: Se você já foi pra Espanha, me ajude! Onde é legal de ir comer, conhecer, dormir, curtir a noite, etc?

Vai ali nos comentários ou manda um e-mail (leca@cerejanoombro.com). Vou ficar tão feliz com sua sugestão!
Leca

Margot, a culpada

Já foram toalhas de mesa, de banho, panos de chão, dentre outros objetos roídos (em alguns casos até o desuso total)…

Só pra vocês verem o que eu tenho que encarar em todos os interrogatórios, filmei quando cheguei em casa e vi “mais uma vítima” da dona Margot…

É mole?!
Textos

Poesia Matemática

Às folhas tantas do livro matemático,
um Quociente apaixonou-se
um dia doidamente
por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
e viu-a do ápice à base
uma figura ímpar;
olhos rombóides, boca trapezóide, 
corpo retangular, seios esferóides.
Fez de sua uma vida 
paralela à dela
até que se encontraram no infinito.
Quem és tu?”, indagou ele
em ânsia radical.
Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode me chamar de Hipotenusa.
E de falarem descobriram que eram
(o que em aritmética corresponde
a almas irmãs)
primos entre si.
E assim se amaram
ao quadrado da velocidade da luz
numa sexta potenciação 
traçando 
ao sabor do momento
e da paixão
retas, curvas, círculos e linhas sinoidais
nos jardins da quarta dimensão.
Escandalizaram os ortodoxos das fórmulas euclidiana
e os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas e pitagóricas. 
E enfim resolveram se casar
constituir um lar, 
mais que um lar, 
um perpendicular.
Convidaram para padrinhos
o Poliedro e a Bissetriz.
E fizeram planos, equações e diagramas para o futuro
sonhando com uma felicidade 
integral e diferencial. 
E se casaram e tiveram uma secante e três cones
muito engraçadinhos.
E foram felizes 
até aquele dia 
em que tudo vira afinal
monotonia.
Foi então que surgiu 
O Máximo Divisor Comum
freqüentador de círculos concêntricos,
viciosos. 
Ofereceu-lhe, a ela,
uma grandeza absoluta
e reduziu-a a um denominador comum.
Ele, Quociente, percebeu
que com ela não formava mais um todo,
uma unidade. 
Era o triângulo, 
tanto chamado amoroso.
Desse problema ela era uma fração, 
a mais ordinária. 
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade
e tudo que era espúrio passou a ser 
moralidade
como aliás em qualquer 
sociedade.
(Millôr Fernandes, do livro Tempo e Contratempo)

Acho essa poesia muito bonitinha. Que cada um de nós tenhamos o nosso “número primo”.


Feliz Dia Internacional do Amor.

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