Monthly Archives

julho 2013

Textos

Desencantamento

Acredito que amor é um tipo de máquina. Daquelas com várias peças, grandes e pequenas, que mantêm tudo nos conformes e em perfeito funcionamento.

Algumas engrenagens, se param de funcionar, levam o amor ao desmoronamento imediato. Amizade e respeito, por exemplo. Outras fazem com que ele desgaste devagar até o triste fim. Uma espécie de agonia terminal. E tem aquelas que, quando dão pane, selam o fim. Esse é o caso do encanto.

É como mágica. Nós sabemos que aquilo que vemos é um truque mas, se o segredo for revelado, não faz mais sentido olhar o show. Perde a graça.

Sabe como ficamos bobalhões por causa de alguém? É o encanto operando em perfeito estado. Achamos tudo lindo e maravilhoso. Passe o tempo que for, ele continua em sua função, só em potência mais baixa. Ele está lá, anos depois, quando o senhor ainda acha o máximo a senhora cozinhar tão bem.

Difícil é quando o encanto quebra. Por vezes tem conserto, mas quando não tem… Nos é revelado uma verdade onde somos idiotas de marca maior. Aí paramos e dizemos para nós mesmos: “Eu não acredito que eu fiz isso!”.

Confesse: Você já falou isso várias vezes.

Mas, não se preocupe, você não está sozinho. A verdade também expõe a pessoa amada. Aquele “deus na terra”, que você tanto admirava e idolatrava, vira um mero mortal – nem tão bonito assim. As manias que você achava tão graciosas, como o fato de ela enrolar sempre o cabelo com o dedo, passa a ter a seguinte perspectiva: “Céus! O que ela tem nesse cabelo que não para de mexer? Que coisa irritante…  Sossega essa mão, menina”. O amor é cego. E por isso o desencantamento decreta o fim do amor: Porque nos faz enxergar, enfim.

Mas, veja bem: O defeito no encanto sempre é consequência de uma outra peça em mau estado, nunca o contrário. Por exemplo: Se o companheirismo está debilitado, o encanto começa a enferrujar. “Ih, a paixão tá acabando… Manda encomendar o refil!”. Mas esquecem de pedir um novo encanto. Negligenciam o fato de que este já está com falhas por causa daquele dia em que o bom humor deu pane.

E assim vai… Até que, um dia, ele para e dá perda total. Seja durante ou pós um relacionamento, o desencanto é coisa séria.

A vantagem é que encanto vem em várias formas e tamanhos. Basta saber dosar e fazer a manutenção para não deixar ser nem de mais, nem de menos.

Leitor

Sorteio Eudora – Resultado

Muito bem! Hora de ver quem vai levar os dois batons Eudora, linha Soul Kiss Me.

O sorteio foi feito pelo site Random.org. Obrigada a todas que participaram, mas só uma pode levar, né!?

Então, vejamos quem é a sortuda!

.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.

Parabéns, Jaqueline! Obrigada por participar.
Seus batons (Cereja e Ruby) já estão em mãos, só combinarmos a entrega. Te mando e-mail!
Textos

Amores Achados & Perdidos

Esses dias, saindo do metrô, naquela muvuca toda, com gente esbarrando de tudo que é lado, perdi um amor. Deve ter caído do bolso. Ou, numa hipótese mais invasiva, alguém pegou e eu nem percebi. Voltei pelo mesmo caminho para ver se o encontrava, mas nem sinal ou vestígios do meu amor.

Já estava saindo da estação, absorta em pensamentos, tentando imaginar o que faria sem ele, quando uma porta me chamou a atenção: “Amores Achados & Perdidos”. Será que alguém levou o meu para lá? Resolvi tentar a sorte.

Quando entrei, acompanhada por uma senhora de olhos desbotados, havia centenas de caixas cheias de amores perdidos. Algumas pessoas estavam lá dentro. Umas, tentando achar o amor que lhes pertencia; outras nem haviam perdido nada, mas queriam encontrar algum que servisse (ainda que não perfeitamente). Aproveitadores, em minha opinião. Estavam levando amores de terceiros. E amor que não nos pertence não deve, jamais, ser levado assim, só por status. Só pra dizer: “Também tenho um”.

A esperança é o que mais me comove neste lugar. Me disseram que tem um homem que vem todos os dias olhar caixa por caixa em busca do amor perdido. Era o primeiro a chegar e o último a sair, sempre de mãos vazias. Achei bonito e triste ao mesmo tempo.

Comecei a procurar pelo meu. Achei que seria fácil reconhecê-lo de cara, mas não era bem assim. Tive que experimentar alguns, mas nenhum dava certo: O primeiro ficou tão grande que sobrava. O segundo ficou pequeno. O terceiro era exótico demais. O quarto tinha mofo. O quinto foi arrancado das minhas mãos por uma mulher, dizendo em êxtase: “Você achou! Obrigada!”. Saiu feliz com ele.  Aquele sorriso me fez intensificar a minha busca. Queria aquela sensação também.

As horas passaram e nenhuma caixa parecia guardar o meu amor. Não estava ali. Definitivamente, o perdi. Vai ver alguém o encontrou caído no chão e o levou para casa, prometendo mais cuidado que a dona anterior.

Se o encontrar de novo em outra pessoa, prometo me desculpar e apenas isso.

“Você foi perdido, e não esquecido ou rejeitado. Não te abandonei em um banco qualquer. Não tinha me enjoado de você, nem queria um novo. Você estava no lugar de sempre, onde o carregava para baixo e para cima com tanto cuidado, mas naquele dia, os empurrões e o acaso te fizeram cair sem eu perceber. Eu procurei por você. Mesmo depois de ter saído daquele depósito com as caixas, eu tinha esperanças de te encontrar na rua. E agora que te reencontrei, você já não é mais meu. Alguém te juntou do chão imundo e te quis mesmo quando você ainda tinha as marcas dos pés que te pisotearam (será que alguma era minha?). Não tenho mais o direito de pegá-lo de volta. Até porque, pelo que vejo, foram feitos ajustes e você não me serviria mais. Tudo bem… Sem ressentimentos. Só saiba que eu sinto muito ter te perdido, mas te olhando assim, acredito que o acaso sabia o que estava fazendo”.

Textos

Valium

A casa está tão fria. O ar gelado sai em forma de fumaça da minha boca. Tomei vinho para esquentar e isso me deixou vulnerável a cometer erros. O celular se torna uma porta de emergência para meus pensamentos. O meu medo se dilui no etílico. A insegurança desceu pela garganta junto com a terceira taça do Malbec.

Eu sempre quero te ligar quando bebo. Te mandar convites via mensagens. Eu perco o sentido, a razão, a lógica. A vontade de ter você emerge com toda força e eu luto para controlar isso, mas é sempre uma batalha perdida.

Essa noite, essa fria madrugada, não é diferente. Quando percebo, o sinal de chamada já está soando.

– Alô?

Sua voz não é de sono. São 2h da manhã. O que você faz acordado? Está com alguém? Está com ela?

– Marcelo, sou eu.
– Jô? Você tá bem?
– Sim, eu só… Só queria falar com você. Te ver. Vem aqui?
– Você sabe que hoje eu não posso.
– Você está com..
– Sim. 
– Ah… Mas, dá um jeito. Você sempre faz isso. Por que hoje não dá?
– Porque não.

Você começou a sussurrar. Ela estava por perto e não podia saber que você falava com outra ao telefone.

– Linda, hoje não dá. Me espera amanhã, tá? Depois do trabalho eu passo aí.

Isso foi um golpe quase fatal. Não quero “amanhã”. Estou ligando agora. Será que você não percebe a minha urgência?

– Não! – gritei. – Que merda!… Por que é sempre quando você quer? Por que, pelo menos uma vez, não pode ser como e quando eu quero?

Eu estava aos berros e aos prantos. Era mais uma das minhas cenas.

– Você está bêbada?
– Não te interessa.
– Jô? – Você usou aquele tom repressivo que não me permite mentir.
– Sim.
– Quanto você bebeu?
– Duas garrafas de vinho.
– Então você vai parar de beber agora, vai tomar um banho e vai dormir. Amanhã conversamos.

Não respondi.

– Jô? Amanhã, ok?
– Você não vem mesmo?
– Já disse que não posso…

Desligo.

Não quero me despedir, quero você aqui comigo. Ando de um lado para outro, desolada, imaginando você com ela. Grito sozinha no apartamento. Urro de raiva, de solidão. Me perco em tristeza. Nada acalma. Nada amansa essa fera que você despertou. Existe anestesia para esse tipo de dor?

Alguns minutos depois, mais calma, te mando a mensagem:

– Estou bêbada e encontrei um frasco de Valium. Vem… Ou eu morro.

Textos

Sinais

Diz que eu não tô ficando maluca. Diz que aquele olhar que te permitiu ver minha alma não foi fruto da minha imaginação. Diz que eu vejo esses sinais porque eles existem, e não porque eu quero que estejam lá. Me diz alguma coisa, porque não sei mais se dá pra confiar na minha cabeça. Eu tô no escuro.

Eu tive a impressão de que vi um sorriso seu quando me olhou. Mas foi rápido e tenho medo de estar fantasiando. E, por favor, esclareça se aquilo foi uma piscadinha ou se foi um bicho no seu olho. Se você não disser, verei significados em absolutamente tudo que você faz e isso pode não dar certo.

Não queria fazer de cada minúsculo detalhe um grande feito. Por isso quero me desfazer logo dessa bobagem. Mas, para isso, eu preciso que você fale, em alto e bom tom, que estes sinais não existem. Se nada disso for real, me fala (e logo, por favor). Não me deixe ir adiante.

Mas, ó… Conta com jeitinho que nada disso é verdade, porque eu já cansei de voltar ao mundo real e me arrebentar no pouso. Deixa a tristeza ser bonita desta vez ao invés de torná-la apenas destruidora. Eu já tenho uma imensidão dentro de mim, não preciso que ela fique mais intensa. Deixa só a saudade, sem aquela dor sufocante. Não sei como você vai fazer isso, mas é só o que eu te peço.

Eu vi muito. Vi demais e me permiti partir em devaneios baseados nessas visões. Em todos eles, estávamos felizes. Por isso é tão fácil me apegar a esses pensamentos. Gosto da sensação de que eu te completo, ainda que seja num universo paralelo.

Seria bom se tudo isso se tornasse real. Mas não me deixe sonhar com isso. Me acorde com carinho e vai embora antes que eu esteja completamente desperta. Não deixe carta de despedida nem vestígios de que esteve aqui. Que você seja só aquela lembrança de sonho bom que vamos esquecendo conforme o dia.

**Texto da Cerejeira enviado para a seleção de colaboradores do Entre Todas as Coisas (até agora, nada, mas continuamos na torcida, né?!)**

[ATUALIZAÇÃO]
16/08/2013
Yeeeeees!! Meu texto foi selecionado pelo Daniel!! Estará no ETC a partir desta segunda-feira, 19, às 22h. Votação rola até o sábado, 24, às 22h. Já sabem o que fazer, não é?
Textos

Quer entrar?

Eu tremo com você perto assim. Você me domina, toma conta do meu juízo. Até as minhas palavras você tira. E isso é perigoso demais, porque fico completamente desarmada para te negar.

Quero te chamar para entrar e tomar mais uma cerveja. Essa vontade borbulha em mim. Tenho certeza de que isso extravasa em cada poro meu, em cada encontro de olhar, em cada toque acidental das mãos.

E você?

Você segue com seu sorriso debochado porque sabe o que faz comigo, ainda que eu tente disfarçar. Me tornei mais uma das suas vítimas. Só queria saber quem te colocou nesse altar imaginário e te faz pensar que é inatingível.

Pode parecer arrogante da minha parte, mas eu sei que eu posso chegar até aí. Só me falta a coragem, amordaçada pelos que te precederam.

Já é quase hora de ir embora e ainda não fiz o convite.  “Covarde, fala logo. É simples!”, penso.

A garganta fecha. O coração acelera. Os pés dançam contra a minha vontade. O sangue parece frio nas minhas veias. Eu sei que você está esperando. Está nos seus olhos.

– Quer entrar? Tenho umas cervejas aí… – Falei (acho que num tom mais urgente do que gostaria). A coragem foi liberta, enfim. O tremor continua, mas agora tenho quase certeza de que é a adrenalina misturada com excitação.

– Parece bom!

Você entrou portando um dos seus sorrisos mais bonitos, observou o apartamento e sentou no sofá.

Fechei a porta. E que agora a coragem me ajude a abri-la de volta quando você for embora. Mas, por favor… Espera até amanhã de manhã.

Textos

Do vai-e-vem

Tem gente que vai cedo demais.
Outros demoram mais do que deveriam.

Tem gente que nem deveria ter vindo.
Outros vieram porque se perderam.

Tem gente que não quer voltar.
Outros contam as horas para sair.

Tem gente que leva tempo demais para chegar.
Outros vem antes da hora.

Tem gente que vai embora sem se despedir.
Outros pedem cerimônias.

Tem gente que deixa saudade e levam um pouco da gente.
Outros deixam dor e levam ainda mais de nós.

Tem gente que retorna arrependido.
Outros são orgulhosos demais para isso.

Tem gente que chega com abraço
Outros chegam quietos e guardam os carinhos para mais tarde.

Tem gente que vem pra fazer bagunça.
Outros vem para ajudar a arrumar tudo.

Esse é o vai-e-vem da vida.
Com gente fazendo de nós uma estadia
pelo tempo que querem ou precisam.

Tem gente que vem devagarinho.
Outros vem com pressa porque tem necessidade.

E aí tem você.
Que ainda não veio,
mas já estou com a sala pronta pra te dar as boas-vindas.

Textos

Você Passou

Lembrei de você hoje e, quer saber? Não doeu. Nem um pouquinho.

Você virou só mais um rosto, enfim. E isso resultou em leveza no meu coração. Você o deixava pesado demais. Ele não te aguentava, apesar de querer. E como foi bom ele ter, finalmente, se convencido de que não precisava carregar você como fardo.

Ele sentiu sua falta. Todo dia, toda noite. O vazio que ficou no seu lugar era doloroso, imenso, devastador. Necessário. Foi difícil ficar sem saber de você, do seu dia, do que te aconteceu no trabalho e o que iria fazer no final de semana. Não saber quase o levou à loucura.

O coração sofreu com a saudade. Te amou mais por um tempo e te odiou muito depois. E então, passado tudo isso, ele parou de sentir. Se acostumou com a sua ausência e o vazio deixou de incomodar. Como tudo na vida, você também passou. É como aquele medo infantil de fantasmas que um dia fica para trás. Você é o espectro que não me aterroriza mais.

A indiferença veio como anjo da guarda para acalentar e trazer a paz que eu tanto queria. E, graças a ela, não saber de você se tornou natural. Assim como não sei se existe vida em outros planetas. Não é algo que tira o meu sono, que me remói. É só uma pergunta que, para ser bem sincera, nem me faço muito.

Não saber como você está, na verdade, não me importa mais.

O que sei é de mim. E eu estou bem.

Para ouvir: Eu Esqueci Você – Clarice Falcão

Textos

Em Terra Firme

Fomos um. Não entendia muito bem essa matemática de que, na soma de dois, se diminui e, ao mesmo tempo, se multiplica. Éramos um, mas éramos mais também.

Você pegou um pouco de mim e eu de você. Minhas manias se infiltraram na sua vida e as suas, na minha. É como ouvi uma vez num casamento: se misturar vinho branco ao tinto, e vice-versa, os sabores se incorporam e criam um novo. A cor escura se difunde e fica mais suave e não dá mais pra separar uma bebida da outra. É um ato irreversível.

Por isso fiquei com tanto medo quando você se foi. O que restaria de mim e o que sobraria de você? Acho que foi por essa razão que demorei tanto para deixar você ir…

Sua presença física podia não ser mais verdade, mas confesso que me apeguei às lembranças de você devido a essa paranoia de que, sem elas, eu me anularia. Não saberia mais distinguir o que era meu e seu e, portanto, ficar com tudo seria a solução.

Você assistiu aquele desenho “Up”, da casa que voa graças aos balões amarrados a ela? Era algo mais ou menos assim a minha relação com as memórias e, como no filme, um a um, foram estourando. No começo, nem fazia diferença – eu continuava no ar. Mas a altura do meu voo era proporcional ao número de bexigas. Até que as últimas se foram e eu estava no chão. Foi gradativo, sem solavancos. Pousei bem e em segurança.

Agora, em terra firme, eu dependo apenas de mim para andar. Não demorou muito para eu querer sair correndo e explorar tudo o que tem por aqui. Experimentar, tocar, fazer parte do meio ao invés de observar tudo à distância.

Eis que esta sou eu. “Uma” de novo… No meio de tantos outros números “um”. Não vejo isso como algo ruim. É uma aventura e eu aprendi a ficar bem assim.

Então, voa. Continue voando se é essa a sua vontade, mas eu vou ficar aqui, te olhando de longe até que você vire apenas um pontinho no céu e se perca no infinito.

Textos

Vem comigo

Deixa eu te pegar pela mão e te levar por aí, sem rumo, garota. Deixa a mala preparada que eu passo te buscar de madrugada na sua casa. Eu sei a hora que seu pai vai dormir, então, não tem erro. Eu sei que você confia em mim. Posso até imaginar você aí, lendo isso com o coração acelerado e se perguntando: “Ele endoidou? Está falando sério?”.

Estou. Vem comigo.

Eu tenho um dinheiro guardado, vai dar pra gente ir pra longe, pra onde a estrada nos levar. Para onde o acaso decidir. Não é desse tipo de coisa que você gosta? Dessas loucuras românticas? Pois olha eu aqui, tentando ser o cara daquele filme que você tanto adora. E você achando que eu era um bruto “troglodita”.

A verdade é que eu perdi a cabeça por você. É a primeira vez que isso me acontece. Deve ter me pegado de guarda baixa, sei lá. Mas quando eu te vejo, você toma conta da minha cabeça e do meu corpo inteiro. Loucura, eu sei, mas é pra soar bonito e não maníaco.

Vem comigo. Diz que sim. Eu tô precisando largar tudo e viver algo assim. Nem estou mais achando tão ridículos os seus filmes enquanto eu escrevo isso. Será que fui contaminado? O que você fez comigo pra me deixar assim, tão de ‘conto de fadas feminino’? Eu, hein…

Mas, não se preocupe. Ainda sou o mesmo. Aquele do qual você gosta… Meio bobo, meio rude. Aquele que te dá flores de manhã e à noite… Bem, melhor não descrever tudo.

Só sei que eu tô te esperando. Eu sei que você vem. Já posso visualiza-la saindo de fininho pela porta dos fundos e correndo, silenciosamente, em direção ao meu carro.

Ah, garota… Vem comigo que eu te faço feliz como você nunca sequer sonhou.

Me dá a mão e vem.

Close