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outubro 2013

Cultura, Internet

#IguSM

Gente! Este sábado, 2 de novembro, vai rolar um super evento aqui em Foz: O Iguassu Social Media!

Se você curte mídias digitais e redes sociais, é um evento que você não pode perder.

E mais um tanto de gente que manja dos paranauê (dá uma olhada aqui)!

A programação também tá uma coisa linda. Olha só algumas das mesas de discussão:

Blogosfera de Viagem no País das Cataratas
Moderador:  Elisa Araújo (Viaje na Viagem)
Participantes: Silvia Oliveira (Matraqueando – Presidente ABBV),  Marcelo Valente (Loumar Turismo),  Jurema Fernandes (Complexo Turístico Itaipu)

Social Media em Foz do Iguaçu
Moderador:  Garon Piceli (Clickfoz.com | Iguassu Social Media)
Participantes:  Gilmar Piolla (Itaipu), Fabiano Pereira (Grupo Rafain),
Guilherme Wojciechowski (Rádio CBN)

Painel Não Salvo

Relacionamento sério com a Segunda Tela
Moderador: Cris Catupiry
Participantes: Bic Muller (Ai, Morri de Sunga Branca | Globo), Kéfera (5 Minutos | Mix TV), Chipera Gaga (Personagem do Twitter – Paraguai)

E…. Uma atração surpresa!! 

Ainda dá tempo de comprar o ingresso. A meia entrada (R$30) é válida para profissionais de comunicação e estudantes em geral. Você pode comprar na Loumar Turismo* ou online (mas, se você é de Foz, recomendo comprar nas lojas físicas, porque o site cobra uma taxa de conveniência. #FicaDica)

*Venda de ingressos: Loumar Turismo, na Rua Ventanti Otremba, 772 (ao lado do hotel Bella Italia) / Balcão da Loumar Turismo, no Cataratas JL Shopping, piso L2, em frente à loja Tendências Levis.

E, para melhorar, na sexta-feira, 1º de novembro, o Taj Foz vai promover um Happy Hour especial para o #IguSM (basta apresentar credencial / ingresso para ganhar um drink de boas-vindas!).

Ufa! Acho que é isso!

Resumindo:

Iguassu Social Media – #IguSM
Local: Hotel Bella Itália
Endereço: Av. República Argentina, 1700
Data: 2 de novembro
Horário: A partir das 9h
Mais informações: (45) 3521-4045
www.iguassusocialmedia.com.br
Fanpage
Evento no Facebook
@IguassuSM

Espero vocês!

Textos

Para Sempre

Estavam no carro, a caminho o restaurante de todo sábado. Ele dirigindo, ela no banco do carona, como sempre. A estação de rádio estava sintonizada, mas nenhum deles ouvia o que o locutor falava, como era de costume. Era só pra ter algum som ambiente. Caso contrário, seria o silêncio pesado e desconfortável.

Ele olhava para frente. Ela, para o lado, como sempre fazia quando estava pensativa. “Como chegamos a isso? Éramos tão próximos e agora, tão distantes, mesmo lado a lado. Quando foi a última vez que dissemos ‘eu te amo’? Será que acabou porque paramos de falar um ao outro ou paramos de dizer porque já não havia mais amor para verbalizar?

Lembrou-se de quando se conheceram. Do primeiro beijo. Do primeiro jantar em família. Do primeiro Natal juntos. Do primeiro aniversário. Da primeira briga. Da primeira dúvida. E, agora, da primeira certeza.

Recapitulando, não havia nada de errado para ter chegado a isso. “Eu tentei. E, por um bom tempo, achei que tinha conseguido. Lembra que você costumava me chamar de linda o tempo todo? Agora, sequer me chama. E sabe o que é pior? Eu não me importo. Eu vou porque tenho que ir, não porque quero. Quão errado estamos nisso? Por que ainda estamos nisso?“. E começou a chorar quieta.

– Fábio, para o carro.
– Por que? Tá tudo bem?
– Não. Para o carro.

Puxou o carro para o acostamento.


– O que aconteceu?
– Preciso ir.
– O que? Como assim, Bia? Tá maluca? A gente tá indo jantar, esqueceu? 
– Eu não vou mais. Pode ir se quiser. Eu fico aqui e pego um táxi para voltar.
– Bia, o que aconteceu?
– O que parou de acontecer… Eu não te amo mais. Nem você a mim.

Ele ficou sem resposta.

– Tá tudo bem, Fábio. Dói em mim também, mas não existe culpado. Não vou jogar nada na sua cara e espero que você faça o mesmo. O nosso “para sempre” chegou… Mas não sabíamos que não seria “felizes”. Ou até seja… Aliás, eu quero que você seja. Só não poderá ser comigo. Fica bem.

E desceu do carro no caminho contrário, abrindo mão do jantar de sábado no restaurante de sempre e sem ouvir a estação de rádio de costume. Ao invés disso, escutava as buzinas e via as luzes do carro ficando para trás, junto com alguém que, um dia, partilhou a ilusão da eternidade.

Textos

No Escuro

Eu só queria que a cabeça parasse de fazer tantas perguntas. Ou que fossem, ao menos, fáceis de responder. Queria um meio de pausar os questionamentos para poder viver sem receios. Só queria que alguém desligasse essa voz que me encurrala e me deixa sem saber o que fazer, sem palavras, sem reação – a não ser sentir medo.

Estar no escuro abre muita brecha para o lado pesado da imaginação. É difícil visualizar a luz, mas muito fácil ver os monstros que espreitam no breu. Estou vulnerável aos ataques da mente, às artimanhas, às armadilhas da solidão. Ao desespero.

Será que isso passa? Será que, por alguma força que não sei explicar, isso será arrancado de mim? Será que um dia conseguirem me sentir à vontade neste espaço sem luz? Ou será que você me fará companhia?

Não quero que você venha com pressa, nem em um cavalo branco ou segurando um grande buquê de flores. Só quero que venha. No seu jeito, no seu tempo. Mas vem. Vem e me abraça. Vem. Vamos ver juntos o sol nascer e espantar com glória essa escuridão.

Leitor

Coisas que escrevo pra você, mas que você jamais vai ler

*Enviado por Raquel Oliveira

Não sei explicar o que é saudade. Pra onde vai, que função tem. É o que sinto, mas sem vontade de expressar. Queria saber como é que você está, queria continuar ouvindo você me contar sobre o seu dia, sobre como está se sentindo, sobre seu cansaço e sobre seu cachorro.

Nunca pensei que saudade fosse assim. Nunca pensei sobre a força do sentimento que tenho por você, mas agora entendo que, de uma forma ou de outra, ele nunca vai morrer.

Posso trazer pessoas novas para minha cama, posso sair, olhar outros olhos e me encantar por eles… Mas toda vez que eu olhar nossa foto, vou me lembrar do seu olhar castanho, me encarando como se eu fosse a coisa mais misteriosa do mundo e como se você nunca fosse me desvendar.

O fato é que você, como ninguém jamais fez, me desvendou. Do avesso. Você viu tudo de mim. O lado bom, o ruim, o indiferente. Você me amou. Talvez tenha sido difícil pra você expressar, e mais difícil ainda pra eu entender…

Parando, pensando, raciocinando, não sei o motivo pelo qual você não está na minha vida hoje. Agora. Me ligando, me chamando de “minha querida”. Só me lembro de portas batendo, choro e uma tristeza profunda. Solidão.

Acho que agora você está mais feliz por estar sem mim. Por não me ver, não me tocar, não se entregar pra mim todas as vezes que eu te olhava com meus olhos que sentiam fome de você.

Espero do fundo do meu coração oco – farei de tudo para mantê-lo oco – que você encontre uma mulher pra te fazer feliz, não para te dar tanto desgosto e tanto trabalho como eu dei. Que encontre uma mulher que te arranque sorrisos leves e fáceis, que te dê abraços de nuvem.

Que você não a apunhale pelas costas, que você não cuspa sobre ela seus espinhos e dúvidas. Que você tenha duzentos por cento de certeza de que é ela quem você quer, que você olhe pros olhos dela e pense: “É ela!”, assim como eu pensava ao olhar pros seus olhos esverdeados contra o sol.

Meu coração oco e minha mente borbulhante te desejam apenas a felicidade plena. A felicidade que não conseguimos obter juntos. A doçura que você não cativou.

Textos

Indomável

Sabe quando parece que tem uma mão por dentro do seu peito e apertando, sem dó, o seu coração? Quando parece que ele está refém de uma adaga? Quando tem uma dor aguda por ele todo? O meu está assim. E, sob a pressão dessa condição, ele bombeia para fora o que estava na borda. Extravasa para tentar se livrar do esmagamento. Ele precisa voltar a ser pequeno para caber no espaço que lhe é por direito.

Não é difícil cuidar dele, acredite. Apesar de ser revestido em fragilidade, ele resiste. Um pouco trincado em alguns lugares – por isso, já adianto o aviso de cuidado com possíveis cortes acidentais. Mas pode segurá-lo. Cuidá-lo. Tê-lo para si. E, se não for pedir muito, arrume-o se puder (e quiser). Eu já tentei por conta própria, mas não sou jeitosa suficiente. Seu tato parece ser mais delicado que o meu.

Amansa ele, por favor? Ele anda meio na defensiva. Tenta convencê-lo de que está tudo bem agora e que você vem em paz. Levanta a bandeira branca e tenta se aproximar. Cola nele. Abraça. Mostra o que é carinho de verdade. E, se ele começar a retribuir, parabéns. Você conquistou quem eu julgava ser indomável.

Textos

Num Dia Qualquer…

Num dia qualquer, vou te telefonar e dizer que preciso de você com urgência. Farei juras de amor às 3h56 da madrugada e contarei piadas em seguida só para ouvir o seu riso.

Num dia qualquer, vou te esperar com jantar pronto e com aquele CD de Blues tocando. Te tirarei pra dançar e, em seguida, deitaremos no sofá já quase sem roupas.

Num dia qualquer, te roubarei do trabalho para ir ao cinema ver aquele filme do qual você fala tanto. Te ensinarei que pipoca com M&M é gostoso e brigarei com o braço da poltrona por atrapalhar nosso abraço.

Num dia qualquer, te farei surpresas especiais. Te contarei meus segredos e medos e confessarei que adoro quando me beija a testa sem nenhum tipo de erotismo.

Num dia qualquer, cantarei no seu ouvido aquela música dos Beatles que eu adoro. Deixarei você decorar as pintas espalhadas no meu corpo e contarei a origem dessa minha cicatriz na sobrancelha.

Num dia qualquer, vou te mostrar como é que eu gosto do meu café, onde guardo meus jeans e onde eu prefiro aquele quadro pendurado na sala.

Num dia qualquer, seja ele próximo ou distante, direi que te amo. Mas, hoje, ainda não.

Textos

E você?

Confesso: sempre fui medrosa. Não é difícil me ver com medo… Basta por um trailer de filme de terror para me ver fechar os olhos, agarrar o braço mais próximo, pular da cadeira e, para completar o pacote, me fazer passar a noite em claro.

Outra coisa que me dá calafrios é agulha. Injeção ou vacina, só quando não aguento mais me entupir de remédios. Me debato até hoje, mesmo adulta. Faço ceninha, peço uma mão para segurar e, ainda sim, é bem provável que eu chore. Vergonhoso, eu sei.

Mas, ultimamente, o que tem me botado um medo grande de danar não são monstros, seres sobrenaturais nem instrumentos médicos. Meu pavor agora se origina em uma pergunta: A “E você?“. Tremo mais que vara verde só de pensar em fazê-la…

E você?” abre um leque de possibilidade de respostas, por
isso a fobia. Prefiro o silêncio a palavras que podem destroçar a gente.
Tudo bem, talvez não seja a lógica mais sensata ou correta, eu sei, mas
ainda não estou pronta para ouvir um possível “Não”. “E você?” pode ser o comando que libera o Kraken contra mim.

Acho que sentir medo é algo já impregnado em mim. Não leve a mal, tá? É que eu sou assim mesmo.

Tenho medo de ir devagar ou rápido demais. Medo de ir e você não aparecer. Medo de ser de mais ou de menos. Tenho pavor saindo pelos poros e sentimentos misturados circulando pelo meu sangue, bombeados pelo coração e me percorrem toda.

E, pelo jeito, a tendência é isso aumentar, porque eu já tenho medo de ficar sem você. Me apaguei à nossa imagem juntos. Gosto quando somos “nós”. Gosto muito por sinal. E voc… Deixa pra lá.

Textos

Eu & Eu Mesma

– Pensei que você não fosse mais precisar de mim, menina. Depois de tantos discursos, achei que você tivesse, finalmente, aprendido a viver sem mim… 

– E aprendi mesmo.

– Então por que me trouxe de volta?

– Para te agradecer. Você tem razão. Aliás, você é razão. E precisei muito de você quando tudo estava de cabeça para baixo e eu caindo sem saber onde ia parar. Pensei que a dor no peito iria me sufocar cedo ou tarde. Achei que o coração não fosse sarar jamais… Mas você me mostrou sempre o outro lado.  Me disse, pouco antes de eu dormir após o choro, que um coração dolorido é melhor que um anestesiado. Que a dor, por mais forte que fosse, era a prova de que ele ainda estava ali, lutando para passar pela tormenta. Se eu não a sentisse, seria sinal de desistência. Obrigada por não me fazer desistir. Obrigada por mostrar que dores são necessárias e que nos fortalecem. Formam uma crosta mais forte e resistente. Por sinal, isso foi outra coisa que você me ensinou. Eu achava que ser resistente era ser impenetrável. E você abriu meus olhos, dizendo que não precisava ser tão extrema. Me falou que a crosta não servia para deixar todos para fora, mas para selecionar melhor quem deveria (e merecia) entrar. 

– Menina, não me agradeça. 

– Mas eu quero. 

– Não precisa. Você ouviu aquilo que já sabia. Aquilo que, no seu íntimo, era óbvio. Mas quando a gente sofre, menina, fica difícil focar mesmo no que já nos é sabido. Falo “nós” porque, quando você chora, eu choro junto. E quando você ri, eu me alegro junto. Eu e você somos um. Somos o mesmo. Por isso, não tem por que agradecer. Isso tudo que você aprendeu é mérito seu. Agradecer a mim seria agradecer a você mesma. 

– Então, quer dizer que eu passei por tudo isso sozinha?

– Sim, menina. Você se fez forte. E eu assisti tudo de camarote. Parabéns. O espetáculo foi lindo, mas já aviso: ainda está longe de acabar. 

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