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dezembro 2013

Textos

Amar é Punk

Não é texto meu. E é em vídeo. O canal da Fernanda Mello é cheio de reflexões sobre relacionamentos e amor.

Esse que compartilho diz que “amar é punk” e eu não podia concordar mais. Sigo a mesma linha de raciocínio. No começo, “Antes, só se fosse estranho. Queria um cara que tivesse piercing, tatuagem, gostasse de rock mais que tudo, tocasse um instrumento e usasse all star.” Hoje, eu também não tenho mais essa visão. Só continuo fazendo questão do gostar de rock’n’roll.

“Adeus, expectativas irreais. (…) Quero alguém que divida o chão comigo.”

Eu descobri que eu gosto mesmo é do amor.
Textos

Do recomeço da alma

Mais um ano passou voando pelas janelas da minha alma. E ela se pergunta quanto tempo levou cada vinte e quatro horas desses dias todos. Ela variou de estados no decorrer dos meses. Mudou de cor. Conheceu novas facetas. Foi luz e escuridão. Foi cheia e vazia. Foi sinônimos e antônimos.

Aprendeu a esconder dos outros e a mentir para si mesma. Confiou demais nos outros e menos em mim. A exemplo de Ícaro, se encantou com as asas e voou muito perto do sol. Sentiu vergonha como nunca antes. Sentiu dor como nunca antes. E, por uma fração de segundos, desistiu.

O travesseiro bem sabe como as noites foram sofridas, amargas, solitárias e frustrantes. O chuveiro conhece cada um dos pensamentos que lavou e levou pelo ralo com a água. E só o espelho poderia dizer como é encarar olhos ora vermelhos, ora desbotados.

Em compensação, deu tempo de se reencontrar e ser leve de novo. Reergueu-se. Criou novas forças, novos olhares, novas alternativas para chegar até o topo. Ainda não o atingiu, mas está mais perto do que há uns meses. Os caminhos são para ela, não dela.

A reabilitação leva tempo. Cicatrização também. Mas já é um alívio voltar a enxergar uma luz fraca em seu interior. E eu pensando que esse raio de sol havia morrido… E a monocromia começa a ser quebrada por detalhes em cores vivas.

Ainda que seja pouco, ainda que haja tanto para recuperar, já é alguma coisa: o recomeço.

Textos

Acasos

Acho que as felizes coincidências são propositais.
É como se tudo fosse orquestrado…
É como se o universo soubesse…

Porque sempre surge um tapete de flores
Para o meu caminho até você ficar mais bonito.
Porque sempre toca alguma música do Nando Reis
Para eu ter a trilha sonora certa ao chegar.
Porque mesmo entre meu “esquema escola-cinema-clube-televisão”
Surge um imprevisto que me faz ver você.

Eu e você não éramos planejado
Não por nós, pelo menos.
Porque, ao que parece, tem alguém com os planos muito bem traçados pra gente.

Leca

Recesso de Fim de Ano

Ufa! Final de ano, enfim.

Claro que, apesar de ser época de “descanso”, também é de correria. Natal e Ano Novo significam casa e agenda cheias.

Então, meus queridos e amados leitores, a Cerejeira pede um recesso. Vou continuar escrevendo, mas não posso prometer textos diários.

Cêis deixam?

E só pra não perder a oportunidade: Não esqueçam que hoje é dia de Rock’n’Roll Solidário, lá no Ballinas Pub, a partir das 22 horas.

Espero vocês!

Listas, Textos

Top 10 – Prosa e Poesia

Mais uma “retrospectiva” mas, dessa vez, do Cereja. Como de uns tempos pra cá eu venho me empenhando mais em textos, pensei em listar os 10 mais lidos do ano. São eles:

1. Fora de Moda (29/04)

“Ser romântico é bom. Permite que você sonhe e tenha esperança de algo lindo (às vezes, inacreditável) num mundo frio. Em contrapartida, isso vai te destruir algumas vezes. Não é fácil ser romântico numa sociedade onde, por tantas vezes, pessoas são tidas como objetos (…) Talvez seja fora de moda acreditar nisso ainda, mas é como dizem: “Cada louco com sua mania”. A minha é acreditar no amor de Shakespeare.”

2. Você Passou (10/07)

“Lembrei de você hoje e, quer saber? Não doeu. Nem um pouquinho.
Você virou só mais um rosto, enfim. E isso resultou em leveza no meu coração. Você o deixava pesado demais. Ele não te aguentava, apesar de querer. E como foi bom ele ter, finalmente, se convencido de que não precisava carregar você como fardo.”

3. O dia em que não pensei em você… (01/05)

“Parecia que aquele andar não era meu. Tinha algo muito diferente naqueles poucos minutos de dia e eu não sabia dizer o que era (…) O dia em que não pensei em você me fez perceber como é sem graça não ter alguém que faça dos pensamentos, reféns. No dia em que não pensei em você, apenas existi.”

4. Tá Tudo bem (19/08)

“Menina, olhe-se no espelho como se fosse a primeira vez. Esquece todos os defeitos que você se atribuiu. Deixa pra lá todos os conceitos que você tinha de si mesma e se veja como realmente é. Permita-se esse encontro. E, ó… Tá tudo bem se achar bonita.”

5. Não Goste de Mim (26/08)

“Você chegou numa época complicada. Estou emocionalmente inacessível, portanto, não goste de mim. Não vou conseguir retribuir tal afeição (…) Eu não posso gostar ainda. De você, nem de ninguém. Então, não goste de mim, porque sentimentos são duradouros e eu não vim para ficar.”

6. A Carta (10/05)

“Ao terminar, deu um suspiro aliviado e conclusivo. Olhou para ele novamente sob a luz amarelada. Dobrou o papel, levanto-se da cama e colocou a carta na gaveta da escrivaninha, junto com todas as outras que jamais foram enviadas.”

7. Sinais (19/07)

“Mas, ó… Conta com jeitinho que nada disso é verdade, porque eu já cansei de voltar ao mundo real e me arrebentar no pouso. Deixa a tristeza ser bonita desta vez ao invés de torná-la apenas destruidora. Eu já tenho uma imensidão dentro de mim, não preciso que ela fique mais intensa. Deixa só a saudade, sem aquela dor sufocante.”

8. Silêncio dos Inocentes

“Ficar calados um do lado do outro não foi o problema. Por vezes, era
permissivo e proposital. Trocávamos as palavras por sons quase
inaudíveis e estes, por sua vez, é que quebravam o silêncio total. O
roçar dos dedos nos cabelos. O atrito sutil da pele com pele. Os
suspiros e os beijos intermináveis.  (…) Acredite: Te amei até o último adeus e além. Eu só não queria mais estar ali.”

9. Fica (11/09) 

 

“Ainda tenho tanto para te mostrar… O resto da casa, as minhas fotos de
infância. Tenho que te ensinar o macete para abrir a janela da cozinha,
que sempre emperra na metade. Você ainda nem viu como o pé de manga
fica carregado no verão (…) Fica, porque eu já acostumei com você aqui. Fica, porque a nossa música já vai tocar e você me deve uma dança. Fica, porque a gente tem que terminar os planos daquela viagem. Fica, porque eu preciso.”

10. Não Espere Nada (09/08)

“- Eu te perdi mesmo, não é? Não sobrou nada.
– Sobrou o que você destruiu. Isso tudo que você vê é obra sua. Não reclame da sua obra de arte. Agora, se já tirou todas as suas dúvidas, eu preciso ir.
– Ok. Desculpe te incomodar. Desculpe ter feito isso com você. Eu espero que você mude de ideia.
– Não espere nada de mim.

E saiu sem ele – como sempre fez”

Textos

Olha pra ela

Aproveita o agora e olha bem pra ela, rapaz. Guarda com carinho os detalhes que mais te agradam, porque eles vão desaparecer. Ela vai mudar. Vai se transformar a noite, enquanto você não vê. E eu não sei dizer se você vai gostar dela depois que a metamorfose terminar.

Ela é inconstante. E por causa das decepções, a expressão doce do rosto vai enrijecer. E este coração, hoje seu lar, ficará inabitável. Seco. Deserto. E sabe do que você vai sentir mais falta? Daquela ingenuidade que você tanto desaprovava e dizia ser infantil. Mal sabia você que esse era o item que faz dela quem ela é. Era. Agora já ficou para trás.
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Textos

Retrospectiva da Cerejeira

É hora de começar as retrospectivas de 2013. Os melhores momentos. As melhores fotos. As melhores frases. Vemos listas de celebridades mais influentes, de bilheterias do cinema, de discos mais vendidos, mas esquecemos de analisar os nossos próprios dias e conquistas. Por isso, aceitei o desafio de fazer a minha retrospectiva. Os meus momentos de 2013. Os meus pequenos/grandes feitos. As minhas marcas.

Vamos lá!

Janeiro 

Vou ser sincera: 2013 entrou de forma divertida, mas meio complicada em alguns aspectos (não vou me aprofundar). Em todo caso, consegui passar a virada do ano com as pessoas que amo: família e amigos. No mesmo mês, fui, enfim, conhecer as Cataratas do lado argentino. Troquei de emprego. O ano começou com grandes mudanças…

Fevereiro

As mudanças continuam: cortei o cabelo. Esse tema vai ser compreendido, penso eu, pelas mulheres… Mas, por mais fútil que isso possa parecer, isso fez uma diferença enorme em mim – não só fisicamente. Mas parece que encaixou mais na personalidade. Era como se eu estivesse gritando o mais alto possível: “ESSA SOU EU!“. Era a nova Letícia, oficialmente.

Março

Logo nos primeiros dias, tive um final de semana incrível com um casal de jornalistas britânicos. Uns amores… Março foi mês de curtir os amigos, principalmente as amizades trazidas de 2012.

Abril 

Cobertura do X Games. Preciso falar mais alguma coisa? Preciso: Em abril, voltei a escrever e, sem que eu soubesse na época, o Cereja no Ombro ganhou um novo rumo.

Maio

Realização de um sonho: saltei de paraquedas. E nem precisei viajar para isso. Saltei na minha cidade, sobre a maior usina hidrelétrica em produção de energia. Me falta repetir a experiência.

Junho 

Meu aniversário (24 anos). Mês em que ajudei uma amiga a seguir o sonho da fotografia. Mês em que passei meu primeiro Dia dos Namorados solteira (em 8 anos), mas não sozinha: eu e duas amigas resolvemos sair mesmo assim e tivemos um “jantar romântico a luz de velas” num restaurante. Fiz parte do #MudaFoz. Mas junho também foi o período em que começaram a surgir muitas perguntas. O que eu iria fazer, afinal? Qual é o meu foco? Tinha uma tristeza querendo tomar conta e eu não queria/podia deixar. Era hora de mudar (de novo).

Julho

Não podia haver remédio melhor para a minha angústia: “Quem canta, os males espanta“. Voltei a cantar na igreja depois de 6 anos e entrei para a Gonzales. Minha alma voltou a ser (semicol)cheia. E foi em julho que minha melhor amiga virou médica.

Agosto 

Mês dos primeiros e dos novos. Minha primeira Iguassu Night Run. Meu primeiro show como vocalista de banda. Um novo membro na família: minha irmã anuncia que está grávida – meu primeiro sobrinho. E um novo primeiro beijo…

Setembro 

O primeiro beijo ganhou um segundo, um terceiro e uma sequência deles. Era hora de contar pra família que a paquera estava ficando séria. Dia 05/09 contei para minha mãe. Dia 7, ele foi internado, diagnosticado com leucemia. Era hora de enfrentar a barra juntos. Ganhei alguém a quem dedicar meus textos. Meus poemas. Meu cuidado. Meu coração.

Outubro 

 
Tive dois dias memoráveis: 16 e 17. Dois shows inesquecíveis. O primeiro, no Zeppelin Old Bar, com meus pais pela primeira vez na plateia, além de amigos queridos. O segundo foi totalmente insano! #LatinoWParty. Festa de 10 anos da Latinoware, cerca de 3h de show. Ah, e lançamos a nossa primeira música, Uninvited.


Novembro 

 
Iguassu Social Media. O maior evento que Foz já recebeu sobre internet, com a presença de feras da web, como Kéfera Buchmann, Cid Não Salvo, Cris Catupiry, Fagner Zadra, Ivo Neuman, Nick Ellis… Além de o evento ter sido ótimo, passear por Foz com essa turma foi demais! Até ir a Woods foi leg na companhia deles. Iria de novo (sim, pessoal. Isso foi um convite). E, ainda no mundo da blogosfera, virei colunista do Entre Todas as Coisas.

Dezembro

 
Ainda é cedo pra dizer. Restam alguns dias para prever quais serão os melhores momentos desse mês. Tenho shows agendados (um pra hoje, inclusive), confraternizações, formaturas, aniversários, amigos secretos. Virei madrinha da Lavignia (até o presente momento, ela ainda não nasceu. Mas já está em vias de chegar)…

Já que não tenho como escolher algo que ainda não aconteceu, só posso agradecer a cada um de vocês que fizeram o meu 2013 esse ano tão marcante para mim.

A vocês, família, amigos (de longe ou perto; online ou offline), leitores, o meu muito obrigada por tudo, um Feliz Natal e um Ano Novo cheio de realizações.

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