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março 2014

Textos

Cupidity

Eu estava meio sem inspiração. Sei lá, acontece às vezes de ela fugir e ir aproveitar um tempo sozinha. Aí, eu me pergunto: Como vou atualizar o Cereja sem essa danada?

Bom, aí a gente usa a inspiração dos outros, como hoje. Assista “Cupidity“.

“Ah, meu bem… Saber que você me ama é o suficiente”
Textos

Amorcídio

Me faz um favor? É o último que peço… Me mate.

Esse remanescente de amor por mim não vai te fazer bem, então, atira ele pela janela ou na frente de um carro em alta velocidade. Empurra ele da escada ou dá um tiro à queima roupa. Mas não deixa ele continuar vivo em você.

Parece um pedido maluco e egoísta, mas eu tô pensando em você. Não quero mais ver os seus olhos me procurando e nunca me achar. Não quero mais ver seu coração vagando perdido, na esperança de encontrar o resto do amor que deixei. É para o seu próprio bem.

Quebra aquele porta retrato que ainda exibe uma foto nossa. Desmonta o presente que levei dias para montar para você. Rasga a camiseta que te dei no último Natal e quebra o CD das nossas músicas que eu gravei. E, por fim, me mate, porque eu não quero e nem posso continuar viva em você.

Vai doer. Eu sei disso porque já te matei. Aliás, venho fazendo isso aos poucos… Não tenho estômago para fazer de uma vez só. Um corte certeiro na jugular seria mais prático, mas não consigo fazer minha faca penetrar fundo o suficiente. Desculpe fazer isso tão vagarosamente… Mas eu chego lá. Um dia, e creio que será logo, hei de dar o último golpe. E ele vai nos libertar. Não é justo manter um morto-vivo num lugar que pode ser habitado novamente.

Se você não conseguir, se não tiver a força necessária, me avise e eu me mato em você. Aliás, acho que deveríamos ter feito isso desde o começou.

Considere como um ato de misericórdia. Seremos mártires. Assassinos e assassinados pelas mãos um do outro. Como um duelo nos tempos antigos: De costas um para o outro, contamos os passos nas direções opostas, viramos, olhamos nos olhos pela última vez e atiramos. E, quando chegar essa hora, meu bem, por favor… Mire no meu coração e puxe o gatilho.

Textos

Não é má ideia

Eu tava aqui pensando com meus botões e cheguei a conclusão de que você pode se apaixonar por mim. Não precisa achar que é má ideia. Não é, não. Pode se permitir…

É que eu pensava que não tava no momento, sabe? Assim como você, eu também tenho lá os meus traumas desses tais amores e paixões. Aí não ia dar certo eu cuidar de mim e de você. Me esquivava tão bem quanto você de todos e quaisquer sentimentos mais profundos.

Até que me vi curada. Do nada! Ou, pelo menos, pareceu ser. Um dia acordei e nada mais doía ou sangrava. Não tinha nenhum hematoma ou suturas. Só um medo ou outro tinham ficado. Aquele receio de se ver numa situação igual a de antes. E isso eu não quero não, viu?

Resolvi arriscar por o nariz pra fora da porta sem os curativos ou protetores. Sabe aquela sensação que você sente quando tira as rodinhas auxiliares da bicicleta? Dá medo de cair e se ralar todo no asfalto, mas quando você percebe que consegue, quer pedalar o mais rápido que suas pernas podem aguentar.

E foi assim. Quando eu percebi que você era diferente, eu só fui (sem freios) para essa nova paixão. Então, você pode vir também, tá? Se essa vontade existe, deixa ela se concretizar. Não vai ser tão ruim quanto parece…

Eu queria prometer que nunca vou te machucar, mas sou humana, e “ferir” parece que faz parte da nossa genética… Mas vai ser sem querer. Sem intenção. E eu vou fazer de tudo pra reparar a palavra mal dita. Esses problemas pormenores vão acontecer, não tenho como impedir. Mas juro que farei os bons momentos serem mais marcantes.

Dito tudo isso, só quero te lembrar que tudo bem se apaixonar por mim. Não é má ideia. Aliás, é brilhante.

Textos

Triunfo

Essa noite você conseguiu ser desprezível. De todas as suas manobras, esta foi a mais baixa: você invadiu o meu sonho. Depois de tanto tempo, você ainda insiste em me assombrar. Não… “Assombrar”, não. Porque eu não tenho mais medo de você ou da menção ao seu nome. Isso eu já posso te garantir.

Mas me enraivece que você ainda exista, quando eu pensei que já havia ido embora. Aliás, quando foi que isso aconteceu? Eu perdi o momento da sua partida e eu queria tanto vê-lo seguir para longe. Eu queria me certificar de que você iria sem deixar nada (propositalmente) para trás.

Voltando ao sonho: Era seu carro. Não sei para onde estávamos indo, mas você estava com aquele seu olhar irresistível. Por um segundo, ele quase me convenceu. Mas, aí é que veio a reviravolta, meu querido: Eu não cedi. E isso me deu um gostinho de prazer. Te dizer o “não” que sempre ficou entalado na garganta aqui no mundo real.

Talvez esse tenha sido o real motivo do sonho. A minha vontade não realizada de te negar. A minha ânsia em ter um poder maior que o seu sobre mim. O desejo em ver a sua expressão ao me ver te recusar. No meu sonho, eu é que triunfei.

Quisera eu ter vivido este meu sonho ao invés do pesadelo….

Histórias da Tia

Histórias da Tia: Conselhos

Post de hoje é pra Eliza, lá no “Histórias da Tia”.

“Então, hoje, eu vim te trazer uns conselhos. Não são meus, exatamente. Achei
por aí e me pareceram úteis. Sua mãe, seu pai e seus avós vão concordar
com alguns (quiçá todos, mas não tenho certeza) e te dar mais uns tantos
– pra sempre. Faz parte. Você se acostuma…


Vamos às lições de hoje:”

Clique aqui para ler os Conselhos.


ETC

Já é mais de meia noite?

Novo texto da Cerejeira no Entre Todas as Coisas.

“Eu, já deitada na cama, tentando associar a ideia de que você estava
doente. Me esforçando ao máximo para não questionar Deus. A gente só
estava junto há pouco mais de um mês antes da bomba cair. Não conseguia
dormir, quando o celular vibrou no criado-mudo. Era mensagem sua.”

A questão é que este não é apenas um texto. É um relato porque, apesar de difícil, eu o acho bonito. E nesse mundo que consegue ser tão cruel, compartilhar um pouco dessas histórias é um meio de manter a fé de quem nem tudo está perdido. Não sei se me entendem… Ou se acham que estou exagerando. Mas eu quis compartilhar esse trechinho do meu namoro.

Como bem disse Nicholas Sparks: “Nada que vale a pena é fácil”.

Então, vem ler “Já é mais de meia noite?” pra entender do que eu tô falando.

Entretenimento, Leca

Convite – Banda Gonzales no Zeppelin Old Bar

Oi, pessoas!

Hoje estou passando rapidinho só para fazer um convite a vocês: Banda Gonzales no Zeppelin Old Bar nesta quinta-feira, 13 de março!


Ah, e eu já comentei com vocês que estamos com um canal no Youtube?

Temos os vídeos recentes e uns antigos da banda. Tem também aquele da entrevista cômica que demos para o programa Conexão, da Rede Massa, em dezembro:


*Eu choro de rir toda vez que vejo esse vídeo*

Então, é isso!

Quinta-feira, 13 de março
Zeppelin Old Bar
23 horas

Got it?
Esperamos vocês!
Textos

Você continua

Não é que eu queira saber de você, mas acontece. Sempre tem o amigo do amigo que deixa escapar como você está e eu… Ah, eu só finjo que não ouvi ou que não me importo, mas seu nome faz o meu coração acelerar. É, você continua fazendo isso comigo.

Sei que você continua fazendo aulas de piano naquela escola de música em frente à nossa praça… Será que já consegue tocar Danúbio Azul? Será que você ainda se irrita com as partituras? Queria ouvir você tocar mais uma vez.

Seu irmão vai casar. Recebi o convite,só que não irei, obviamente. Mas já posso ver você no vestido rosa de madrinha que me mostrou no dia seguinte ao noivado. Aliás, rosa, não. “Magenta”, como você bem me corrigiu. E eu não preciso que ninguém me diga que você continua sensível em situações assim. Leve lenços e use maquiagem a prova d’água.

Outro lembrete que independe da informação de terceiros: você continua sendo mais linda de cara limpa.

No final de semana, você não sabe, mas fomos para a mesma balada. Quando entrei, você já estava lá dentro – meus olhos devem ser treinados a te achar em meio às multidões. Como pode? Dei meia volta no mesmo instante. Virei só para uma última visão sua e o que vi foi arrebatador: Você continua me enlouquecendo quando dança, sem se importar com os cabelos bagunçados e sorrindo com a alma.

Na saída, vi seu carro. Dei uma espiada rápida e notei que você esqueceu o rádio ligado. Quase voltei para te avisar, mas quão estranho seria isso? Preferi deixar como estava e ri sozinho porque, pelo visto, você continua sendo avoada.

Cacete, como eu odeio ter conhecimento dessas coisas. Saber tudo isso, mesmo que acidentalmente, é fatal.

Eu preferia que você não existisse mais para mim, porque dói saber e não poder fazer parte. Tô tapando os ouvidos para tentar desviar disso tudo… Dos seus feitos, das suas novas e antigas manias, do seu jeito, das suas conquistas que perdi de ver.

Me dói o fato de que você continua e de que eu já fui… Sei lá para onde.

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