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novembro 2014

Textos

Mutante

Amor nunca foi muito a minha praia. Se eu parasse para contar as minhas histórias, você – provavelmente – prepararia suas melhores palavras de conforto. Certa vez, ao desabafar em um ombro amigo, ouvi: “Olha… Acho melhor você esperar um pouco. Não insiste nisso por um tempo”.

Eu realmente poderia desistir temporariamente. Largar mão dessa busca pela “cara metade” (se é que isso existe mesmo). Deixar a vida me levar e, em uma esquina, topar sem querer com o cara menos errado, porque encontrar o “certo” é querer demais. Mas, sabe como é, “sou brasileira”…

Persisti nessa história por mais de uma vez. Às vezes, errei feio logo de cara. Noutras, durou um pouco, mas não demorou para perceber que, de novo, não era aquilo. Umas foram mais especiais e, portanto, mais doídas que outras. Vivi de altos e baixos, mas nunca atingi o ponto máximo de uma paixão, paixonite ou amor. Até que, um dia, ele chegou de mansinho.

Vai ser clichê, mas vou dizer mesmo assim: Ele estava ali o tempo todo, embaixo do meu nariz, e eu não percebi.

Acredito que o amor seja tímido – pelo menos o meu. Sei de casos em que o amor chegava com todas as extravagâncias possíveis, tapete vermelho e cornetas entoando “Your Song“, do Elton John. Mas o meu… Ah, ele é mais discreto.  Sensível. Medroso. Ele se camufla em amizades, o danado. Fica por trás de gentilezas. Vira sombra de palavras doces. Sempre em segundo plano, esperando ansiosamente pelo momento ideal para vir à tona.

Quando ele chegou, veio em forma de abraço. Hoje é um mutante, que se transforma em risadas, silêncios, canções, danças atrapalhadas, olhares e piscadelas. Aí eu vejo que eu estava errada: Não é que “amor não fosse a minha praia”. Eu é que estava, todo esse tempo, na praia errada.

 

Textos

Mergulho

Me dói admitir, mas você tinha razão: Eu não poderia ter me apaixonado. Não naquele tempo. Não por você. Mas ninguém me ensinou a programar o coração para o timing ideal. E, até onde eu sei, não existe um manual mostrando o passo-a-passo do desapaixonar.

Dizem que a vida segue, mas esquecem de dizer como ela segue. Não vou usar termos como “melhor” nem “pior”, mas “diferente” e, talvez, “improvisada”. Um monte de planos de última hora para compensar os desfeitos – ainda que sem querer e em segredo.

Quem sabe, se tivéssemos ficado juntos, agora, estaríamos planejando onde passar a virada do ano. Ou, se muito apaixonados, onde seria o nosso casamento e quem seriam os padrinhos. Em contra partida, caso tivesse sido esse o nosso destino, eu não teria viajado para o leste europeu nem ido àquele festival de rock.

À época, sua reação foi um golpe. Hoje, percebo que foi apenas uma reorientação de caminho. E que, realmente, a vida continua fluindo… Como um rio. Estou apenas à deriva, deixando ela me levar até sua foz. E quando encontrar um mar, o meu mar, quero mergulhar fundo na imensidão. Na nova água, minha nova fonte, sem medo de me afogar.

Textos

Você feliz

Assisti pela “seiláquésima” vez o “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” esses dias e parei para analisar como aquela francesinha peculiar me fez abrir os olhos aos pequenos prazeres da vida.

O filme já começa falando deles. Ela gosta de ver a reação das pessoas no cinema e de enfiar a mão em sacos de feijão. O pai gosta de limpar a caixa de ferramentas.  Não sei quem gosta de estourar plástico bolha. E um outro, assim como eu, gosta de estalar os dedos.

Essas pequenas felicidades compõem o nosso dia com tanta frequência que já não notamos mais. Por vezes, fazemos automaticamente. E a satisfação, apesar de sempre presente, nos passa despercebida. Aliás… A verdade verdadeira é que nós a ignoramos.

O principal motivo, talvez, seja porque queremos sempre prazeres maiores. Reconhecimento. Sexo. Dinheiro. Amor. Colocamos na frente os prazeres que nos tornam dependentes de terceiros e a margem que se abre à frustração é gigante.

Outro questionamento que me fiz: Por que ficamos inertes, esperando algo louvável chegar até nós? Nos acostumamos com o que nos é cômodo e isso, sem nos darmos conta, atrasa a nossa vida. Amélie cria as próprias próprias oportunidades e realizações. Além de mexer os pauzinhos para que as pessoas próximas à ela também percebam que mudar é uma questão de atitude.

Não sei vocês, mas isso me fez querer mais pequenos prazeres. Amor e afins a gente acha pelo caminho – como acontece no (fabuloso) destino de Poulain. E aí, pensando em tudo isso, me lembrei daquela musiquinha de supermercado, a princípio boba mas que é uma constatação certeira: “O que faz você feliz, você que faz”.

E é mesmo.

Textos

Boas-vindas

Assim que você chegar, amor, me procure. Venha à minha casa, bata na porta da frente e diga: “Cheguei pra sempre”.

Me conte como passou cada dia da (longa) viagem que te atrasou até mim. Fala dos teus piores e melhores momentos. Dos mais engraçados e dos mais sombrios. Serei toda ouvidos. E olhos também, porque gosto de focar nos teus lábios. Adoro presenciar o nascimento dos teus sorrisos.

Faz tempo que eu espero este momento: o que você anuncia que não tem mais motivos para se ausentar. Agora, eu posso grudar em você e você em mim.

Quando a noite chegar e estiver cansado demais para conversar, ficamos no escuro sentindo a respiração um do outro. A pele. O coração.

Você demorou, amor. Por alguns dias, pensei que desistira de mim… Que havia encontrado alguém na estrada e que ira de carona por alguma rodovia no sentido oposto ao meu.

Mas você está na minha sala, olhando para mim com saudade. E eu me vejo mais apaixonada ao encontrar seus olhos dessa maneira.

Assim que puder, meu bem, apague a luz e vamos deitar. Feche os olhos comigo e vamos sonhar com o futuro, que começa assim que o sol nascer.

Textos

#CataratasDay

Para quem não sabe, sou nascida e criada na cidade paranaense de Foz do Iguaçu, na divisa com Paraguai e Argentina. Não é uma cidade perfeita, mas Deus deixou uma perfeição aqui pra gente: as Cataratas do Iguaçu.

Não consigo lembrar de uma vez sequer que eu neguei um passeio até lá. Não me canso. Acho que é impossível alguém enjoar disto:

Foto que tirei em agosto (se não me falha a memória), numa época em que a vazão estava abaixo do normal
(1,5 milhão de metros cúbicos de água por segundo)

Há exatos três anos, esse meu quintal de casa ganhou o título oficial de uma das novas sete maravilhas da natureza e, por isso, hoje comemoramos o #CataratasDay. A ideia é fazer essa hashtag pipocar por aí! Então, se você tem uma foto (atual ou não, colorida ou não, selfie ou não….) nesse lugar espetacular, compartilhe! Vamos comemorar esse aniversário.

Hoje, passamos uma manhã deliciosa (apesar da chuva) no Parque Nacional do Iguaçu, onde estão as cataratas. Com a presença especial do Luba TV, reunimos um grupo de blogueiros aqui da cidade para curtir a data. Começamos com um belo café da manhã no Hotel Bella Italia e encerramos com um almoço delicioso no Restaurante Porto Canoas, no PNI.

Não adianta nada vir até aqui e não se molhar! 

E ganhamos presentinho lindo da Cataratas S.A! O Quati e a Onça Pintada são animais símbolos do Parque Nacional. E esse livro tem umas fotos antigas incríveis! Já imaginou ir a pé até a beirada das cachoeiras? Pois é… Antigamente era assim. Fico com inveja, confesso, porque devia ser bom demais!

A campanha – A campanha para tornar as Cataratas do Iguaçu uma das novas sete maravilhas começou em 2007. Organizado pela Fundação New 7 Wonder, o concurso começou com  440 atrações de mais de 200 países. Após duas etapas, que envolveram o voto popular e a seleção de especialistas, as Cataratas do Iguaçu conquistaram uma vaga entre as 28 finalistas.

Para ajudar, aqui em Foz rolou uma campanha chamada “Vote Cataratas” e deu super certo! Foi bonito de ver a comunidade envolvida na ação. E valeu até umas loucuras para divulgar a ação, como a tirolesa do Waldemar Niclevicz sobre a maior cachoeira do atrativo, a Garganta do Diabo.

É, a gente levou a sério – Ainda bem!

Ao final, os sete vencedores, anunciados em 11 de novembro de 2011, foram: Cataratas do Iguaçu, Brasil e Argentina; Baía Ha Long, Vietnã; Jeju-do, Coreia do Sul; Komodo, Indonésia; Rio Subterrâneo de Porto Princesa, Filipinas; e Table Mountain (Montanha da Vida), África do Sul.

Entretenimento, Leca

Cerejeira convida: Gonzales na Virada Cultural

Olha só quem voltei! Tô vivinha, gente. Sumi por uns dias para ir cuidar do amado (que, por sinal, já está praticamente 100%!)

E como tenho que por as coisas em ordem no trabalho, o tempo para escrever ainda não surgiu.

Entretanto, porém, todavia: Dá tempo de convidá-los à Virada Cultural em Foz do Iguaçu – mais especificamente para o show da Gonzales, no sábado, dia 15, às 19h30, na Praça da Bíblia. Entrada franca.

Foto: Paulo Falcão



A Gonza vai tocar no mesmo palco que Karol Conká (show às 21h, logo depois do nosso); Denorex 80 (22h30 ) e Arnaldo Antunes (00h).

Estamos super felizes com a oportunidade. A Virada Cultural é um evento organizado pela Secretaria Estadual de Cultura que acontece em várias cidades do Paraná, como Toledo, São José dos Pinhais, Umuarama e Francisco Beltrão.

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