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maio 2015

ETC

Faça-se feliz

*Texto publicado originalmente em Entre Todas as Coisas

Sabe todas aquelas informações que você guardou daqueles manuais de “como agradar um homem”? Ou aquela lista de “itens indispensáveis para fazer sua mulher mais feliz”? Quero que pegue tudo isso e jogue fora. O mesmo vale para todas as dicas de beleza e corpo ideal que você anotou. Apague da memória.

Se tem uma coisa que eu aprendi nesses meus (quase) 26 anos é que não existe molde para o que quer que seja. A fórmula da famosa global pode funcionar para o corpo dela, porque tem um metabolismo X. Se o seu for Y (e provavelmente é), a receita já não vai funcionar. E quem vai se frustrar com isso, ela ou você?

Quem forma a gente – em todos os aspectos – é a vida e suas surpresas. Tenho amiga que jurava de pé junto que jamais teria filhos. Hoje, é uma mãezona de mão cheia. Conheço gente que namorou por quase dez anos e não casou e casais que foram ao altar com apenas um ano juntos.

Se eu vivesse pelas regras que leio por aí, teria feito de tudo para meu cabelo ser ondulado, natural e longo, porque essas são as características mais marcantes de uma mulher. Engraçado é que só fui me sentir realmente feminina quando aderi ao corte pixie (cabelo curto aos mais leigos).

O que eu quero dizer é: não viva pelos padrões dos outros. Viva quem você é, seguindo a sua “fórmula mágica” da felicidade exclusiva e intransferível. Pode dar errado? Pode. Tem 50% de chances de isso acontecer. Mas aí você tem que ter jogo de cintura para reinventar – “inventar” e não copiar. Percebe a diferença?

Saia por aí descobrir por você mesmo quem é. Esquece – mas esquece de verdade – o que já te disseram. Como de ser, o que deve tentar fazer, quando e onde deve ir. Vai lá pra fora nesse mundão e se faça feliz.

Entretenimento

Scandal, Olivia Pope e tendão de Aquiles

Há uns dias, comecei a assistir a série Scandal, pelo Netflix. Não é um seriado que eu possa dizer: “Nossa! Vai lá e assiste AGORA”, mas a trama me segura pela curiosidade. A história até começa bem: liderada por Olivia Pope (Kerry Washington), uma equipe de advogados é especialista em livrar seus clientes, principalmente políticos, de possíveis escândalos em que se metem.

O problema, porém, é que Pope, uma mulher segura, bem sucedida, inteligente e linda (é a Kerry, né gente?) tem um ponto fraco: o presidente dos Estados Unidos, Fitzgerald Grant (vivido por Tony Goldwyn), com quem se envolve romanticamente há anos.

E isso vira maçante na série. Olivia começa como uma personagem decidida e forte e agora, na terceira temporada, é mais um clichê feminino sofrendo de carência e por um amor impossível. Não, minha filha! Você é melhor que isso!

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Ao mesmo tempo, eu penso: Quem nunca teve um “tendão de Aquiles”? Sabe?… Aquela pessoa que basta sorrir para você e está feito o estrago? É irritante ver os outros nessa condição, mas é pura hipocrisia também.

E eu acho muito engraçado que o amor entre Fitz e Liv é sempre mais forte do que qualquer outra vontade ou sentimento deles. Estão putos um com o outro, mas aí se olham (ainda enfurecidos) e pronto… Lá vem uma cena com pegada mais forte. Estão para terminar a relação (pela 194ª vez), aí vem a cena de um sexo triste e amoroso. Se reencontram depois de um tempo, beijos mil para matar a saudade. Enfim… Sempre termina na cama.

É um amor que transcende todas as circunstâncias. Toda e qualquer razão. Todas as impossibilidades e, ainda assim, impossível por si só. E, falando francamente? Eu detesto a existência de um amor desse jeito, que não desiste nem desenvolve. Que só prende e nos torna fracos. Estou torcendo para que, um dia, Olivia perceba isso e consiga sair da Sala Oval só com ela. Livre. Leve. Solta.

Textos

Ele & Ela

Quantas vezes você já desistiu de começar algo por medo das diferenças?
Quantas vezes já descartou a possibilidade logo de cara porque “Ah, não vai dar certo..”?
Pois deixa eu te contar uma história:

Para ele, dói saber pelo que passou.
Para ela, a dor é não ter ideia pelo que ainda vai passar.

Ele conhece bem seus traumas.
Ela conhece bem seus sonhos.

Ele, quando fecha os olhos, vê o agora.
Ela se imagina numa casa com piscina e cachorros.

Ele não cria expectativas.
Ela tenta não se perder nelas.

Ele não tem muita paciência.
Ela espera o tempo que for necessário.

Ele precisa de motivos reais para se entregar.
Ela se joga na primeira oportunidade.

Ele prefere a solidão.
Ela se apavora só de pensar em ficar só.

Ele prefere os abraços.
Ela não vive sem os cafunés.

Ele é mais reservado.
Ela adora ser o centro das atenções.

Ele é louco por ela.
Ela é maluca por ele.

Ele é dela e vice versa.
E as diferenças são só o tempero da mistura.

Textos

Me deixa

E aí você saiu. Depois de tanto ameaçar que ia, realmente foi. Sem beijo de despedida. Sem monólogo dizendo que não conseguia mais ficar. Você simplesmente foi… Sem nem me deixar entender o por quê.

Talvez todos os sinais estivessem ali, escancarados na minha frente. Mas sabe o que dizem sobre amor e cegueira… Perdi os seus avisos e me perdi no vazio (para mim, repentino) que restou.

Nas nossas idas e vindas, eu sempre sofri para superar você. Dessa vez não foi diferente… Foi difícil esperar o dia em que você passaria. O dia em que você não doeria mais. Agora é lembrança de um tempo turbulento com alguns bons momentos.

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Entretanto, no meio do caminho, percebi que, sem você, me faltam as palavras. A dor servia de tinta para os meus escritos. Para as minhas cartas aos seus olhos, apesar de nunca as terem lido.

Mesmo longe, ainda sou sua refém. Não quero ser presa a você assim. Tira a pedra de cima da minha inspiração e me deixa escrever sobre coisas boas também. Me deixa vivê-las. Me deixa.

Entretenimento, Filmes

Mesmo que nada dê certo…

Se você ainda não viu Begin Again (Mesmo se nada der certo), recomendo que assista e, então, venha ler este texto. A menos que você não se importe com spoilers. Apesar de não gostar deles, não tenho como falar desse filme sem contar os desfechos.

Então, pronto. Aviso devidamente entregue, comecemos.

Begin Again conta a história de uma compositora londrina em Nova Iorque, Gretta, vivida por Keira Knightley. Ela se mudou para os Estados Unidos para acompanhar o namorado, o cantor ascendente Dave (Adam Levine). O problema é que a fama do moço leva ele para longe e para outros braços, o que implica no fim do relacionamento.

Numa noite, em um bar, a convite de um amigo, Gretta sobe ao palco para cantar uma de suas canções. É aí que entra o personagem de Mark Ruffalo, Dan, um produtor musical que acabou de ser demitido de sua própria gravadora por não conseguir fechar um contrato há anos.

Dan consegue convencer Gretta a ficar uns dias a mais na cidade para gravar suas canções — detalhe: no cenário urbano, já que não tinham dinheiro para ir a um estúdio. E, assim, começa uma relação (não amorosa) entre os personagens.

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E aí é que também entra a minha parte favorita: O filme tem tudo para ser clichê. Você espera (e até torce para) que eles engatem um romance. Mas isso não acontece. Eles são apenas bons amigos.

Em seguida, numa tentativa de pedir perdão e voltar com Gretta, Dave a convida para um show e canta uma das músicas que ela compôs. E você volta a torcer: “Ah, perdoa! Perdoa!”. E o que ela faz? Sai de cena, para a nossa surpresa.

E mesmo assim, você comemora a decisão da moça. Ela fica sozinha. Dan volta com a ex-mulher. Dave fica com a fama. Não é o esperado, mas é um “felizes para sempre”, apesar de o filme terminar com Gretta chorando, andando de bicicleta pela Big Apple.

Mas não era um choro desesperado. Perdido. Pelo contrário: Era um choro que tinha, ao mesmo tempo, a dor do desapego e a alegria por ter se encontrado, finalmente. Um leva ao outro. Causa e conseqüência.

Ou seja: Gretta nos mostra que, mesmo que nada dê certo, dá pra ser feliz. Basta ter coragem para sê-lo.

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ETC

Não namore por status

*Texto publicado originalmente em Entre Todas as Coisas
** A partir deste mês, serei colunista quinzenal no ETC

Há inúmeras razões para engatar um relacionamento sério. Namore porque você se importa com a pessoa. Namore porque você quer cuidar e ser cuidado. Namore porque você quer ter alguém especial para contar o seu dia. Namore porque você quer um parceiro para as noites da balada ou para a maratona de Senhor dos Anéis. Namore porque você quer fazer alguém feliz e ser feliz ao lado dessa pessoa. Mas não namore por status.

Diferente do que dizem as pressões externas, não há nada de errado em ser solteiro. Se você prefere ficar sozinho, essa escolha é sua e ninguém tem nada a ver com isso. Mas no momento em que você cede simplesmente porque não quer mais ouvir frases do tipo: “Quando é que você vai tomar jeito?”, você está sendo injusto com a pessoa que escolhe para chamar de namorado/namorada.

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Se você realmente quer tentar um relacionamento, tente. Dê o máximo de si, porque não é fácil. Relacionamentos são deliciosamente complicados e exigem paciência de Dalai Lama para que funcionem. Pedem uma dedicação ao nível de Hércules. Romantismo na medida certa para não se tornar grudento demais e liberdade em dose moderada para não virar negligência.

Ter alguém só porque dizem que você precisa é egoísmo. Não namore se não estiver pronto para isso. Cada um tem seu tempo. Não se apresse por medo de ficar sozinho. Deixe as coisas acontecerem no ritmo que deve ser. Quando você menos esperar, estará louco pelo sorriso de alguém. E se tudo der certo, você vai ficar assim até perder a conta dos dias.

 

Textos

Não era pra você ser tão grande

Eu achei a sua frequência. Já aprendi a te sintonizar e deixar nossas lembranças tocando sem intervalos comerciais ou ruídos. É você, em claro e bom som. Somos nós e nossas risadas. É a nossa música. São os nossos suspiros e gemidos. São meus tesouros.

A noite, antes de dormir, deixo as memórias tocando em replay até eu dormir. Às vezes, foco nas que eu mudaria, como aquela discussão besta na noite do meu aniversário. Noutras, repriso as favoritas e intocáveis, como o nosso primeiro beijo.

O que dói nessa história toda é saber que tenho lembranças lindas, cheias de companheirismo, amizade, toques, olhares… Mas nenhuma sobre amor. E poderia ter havido se não tivéssemos sentido medo do tamanho que poderia ficar.

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Não era pra você ficar tão grande. Essa sempre foi a ideia, mas você estava contornando esse bloqueio previamente imposto. Então, antes que você terminasse o desvio, eu saí (às pressas), até porque eu jamais conseguiria a mesma façanha.

E agora, estou aqui: ouvindo nossos momentos e tentando não sentir falta do que poderíamos ter sido. Tentando não me arrepender nem criar projeções nossas, ainda juntos.

Preciso me convencer de que foi o que foi e não teria fôlego para ser mais. Preciso acreditar que foi a decisão correta… Mas o que eu preciso, preciso mesmo, é  criar coragem para mudar a estação e te deixar no mute. Nem que seja para ouvir ruídos.

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Leitor

Você já não está mais em mim

*Texto da leitora Gabriela Mendes

É, você já não está mais em mim.

Não há nada mais em mim que me faça lembrar de você. Não frequento mais os restaurantes que a gente ia. Sua foto já não está mais no fundo de tela do meu smartphone. Nossa música preferida já não me toca mais (e eu ouço ela sempre). Nosso filme favorito passa na sessão da tarde repetidamente, fazendo com que os telespectadores enjoem facilmente – da mesma forma que o nosso amor nos causou enjoo. É, você já não está mais em mim.

Parei de dormir nas tardes de domingo. Parei de tomar açaí. E música eletrônica, ouço raramente – quando bêbada. Não curto mais chicletes de melancia. As minhas crises de enxaqueca passaram (por que será, né?!). É, você já não está mais em mim.

Em dois meses, eu retoquei a raiz do meu cabelo duas vezes. Eu parei de me preocupar com as suas críticas ciumentas que diziam que o louro não combina comigo. Não me lembro mais das nossas datas comemorativas – datas essas que eram só minhas, já que você não fazia questão de comemora-las. É, você já não está mais em mim.

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Não falo de você pras minhas “amigas-piranhas” (o melhor adjetivo que você usava pra elas). Não falo mais de você pros seus “amigos” (um dia você vai entender o porquê dessas aspas). Já não lembro mais do perfume que você usava. É, você já não está mais em mim.

A placa do seu carro, eu já esqueci. Como já esqueci também o seu número de telefone. Não desvio a minha rota diária só pra não ter que topar com a sua. Pelo contrário, continuo fazendo as mesmas rotas de sempre porque elas não me trazer lembrança alguma. É, você já não está mais em mim.

Voltei a malhar, a usar roupa curta, fazer terapia e ler os meus livros chatos. Ah, voltei a frequentar cinema também. As nossas alianças ainda estão no mesmo lugar onde você deixou, na rua. Por esses e vários outros motivos é que você já não está mais em mim… E faz tempo.

Textos

Última vez

Essa é a última vez que eu te deixo. Dessa vez, insistir será inútil. Você conseguiu estragar tudo definitivamente agora. Não tem mais conserto. Eu to indo e é sério: Eu não volto mais, porque eu cansei e esgotei de segundas chances.

Não me olhe assim. Não adianta mais… Agora é tarde dizer que está arrependido e que isso nunca mais vai se repetir. Minhas malas estão prontas e minha mãe já está me esperando. Daqui uns dois dias eu volto para terminar de buscar minhas coisas.

Me solta. Eu não quero mais saber do seu abraço cafajeste. Nem vem inventar conversinhas no meu ouvido, dizendo que eu sou a mulher da sua vida. Tivesse pensado nisso antes. Não põe a mão na minha cintura…

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Para com isso. Você diz que me ama, mas só sabe me machucar com seus erros idiotas e repetidos. Levanta do chão que essa ceninha ensaiada não vai resolver. Não vou mudar de ideia.

Sai da frente da porta. Por favor… Me deixa sair. Eu preciso, porque isso aqui já não faz mais sentido. O que? Pra você, faz? Você está chorando? “Implora para que eu não vá”? Você só me confunde. Ah, meu Deus… Por que você deixa mais difícil?

Não chega assim tão perto. Não põe a sua boca na minha. Não me abraça… Promete que não vai mais fazer besteiras? Eu gosto quando você segura a minha mão assim. É, melhor eu levar a mala pro quarto de volta.

Amor, não me machuque mais. Se houver uma próxima vez, será a última vez que eu te deixo. De novo.

Leca

Novo Cereja no Ombro!

 

Tcharãn!

Esse é o novo Cereja no Ombro, pessoal. Novo layout, novas categorias e tags. Os textos vão continuar sendo publicados de duas a três vezes por semana e vão permanecer naquele clima romance-amor-dor de sempre. Também vou tentar escrever mais sobre filmes e música (opinativos).

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Novidade:
Além disso, vai ter Vlog também! Então, vem aqui na fanpage e deixa sugestões de tema para mim (a intenção é gravar às quartas-feiras e publicar na quinta). Os vídeos vão para o Facebook e para o canal no Youtube. Já tem um lá para mostrar como vai ser essa história de vlog..

Para finalizar, quero agradecer ao André Crevilaro, da WP Foz, pela paciência comigo (o Cereja estava para ser entregue e eu resolvi mudar o layout. Mea culpa pela demora na entrega). E, só para deixar claro, alguns detalhes ainda estão em manutenção, ok? Então, se acharem algo estranho por aí, calma que já está sendo arrumado!

É bom estar de volta! Quarta-feira tem texto e gravação de vídeo. Cereja no Ombro voltou com tudo!

Ah e, por favor, me digam o que acharam do novo Cereja!

 

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