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fevereiro 2016

Textos

Sinto falta desse sorriso

Se tem algo da qual eu sinto falta, é do sorriso dela. Ela é toda sorriso, cara. E você tem uma puta sorte por ter isso só para você. Aprecie sem moderação – até porque esse controle seria impossível.

Ela não sorri só com a boca, mas com os olhos, com os gestos, com as palavras. Ela sorri ao te ver e a você, não sobra outra reação, a não ser sorrir da forma mais idiota e apaixonada possível, porque ela te envolve no sorriso dela.

Ela é o tipo de pessoa que acorda sorrindo. Eu odiava gente assim, até que tive a oportunidade de amanhecer ao lado dela. Cara, meu dia era totalmente diferente quando começava com aquele bom dia. Ela me fazia flutuar sem fazer esforço. Acho que nem sabe que causava isso em mim…

Eu sinto falta desse sorriso quando meu dia é ruim. Você já passou por essa situação? Chegar em casa irritado, querer chutar o mundo, e ela te olha dizendo: “Respira fundo. Vai ficar tudo bem”. Amansa a alma. Eu não acreditava em pessoas tão positivas e nem que isso influenciava a gente, mas depois dela, eu não tenho mais como duvidar.

Mantenha esse sorriso nela, cara. O dia em que ele for trocado por lágrimas, você vai entender o real sentido de aflição. Parece que caímos num buraco negro. E não há paz num lugar desse, já aviso.

Eu sinto falta desse sorriso na minha vida, porque me fazia sorrir também. Agora, ta difícil achar motivos. Dou risada com os amigos, claro. Assistindo um filme do Tarantino. Mas nada que chegue perto do que ela fazia.

Quando ela sorria, eu era feliz.

Leitor

Preciso imaginar uma vida sem você

*Texto da leitora Joyce Souza, do blog Entre Galáxias.

Me sinto doente. Não sei de quem é a culpa. Talvez minha mesmo.

Não consigo parar e me lembrar de como eu era antes disso tudo. Mais forte? Às vezes me pergunto o que eu estou fazendo, aonde estou indo. Então percebo que talvez não valha a pena. E torço pra que, um dia, eu acorde e desperte dos pesadelos também. Acorde sem dúvidas, e completamente lúcida. Por dentro eu sei que sobreviverei depois de tudo. Então por que continuo nisso? Continuo te perseguindo, e me amando em segundo lugar.

Me sinto quebrada. De novo. Cada minuto é um cinema. Tudo está brilhando e nada pode nos alcançar. Vai dar tudo certo. Eu sei que é só uma fase. Mas caímos. Juntos nós caímos, e eu continuo a gritar com você. E tudo que construímos se desmorona. Esquecemos de remendar bem remendado os pedaços. As estruturas estão ocas, e não sei até quanto tempo, ou quanto mais o material conseguirá ser reutilizado. Porque sinto o desgaste subindo por elas e talvez não duremos tanto tempo.

O quanto isso é cômodo (ou amor) é de se questionar. O que tem pela frente é um longo caminho. Com mais dúvidas. Pode me derrubar ainda mais, até certo tempo. Mas, não posso parar minha vida. Preciso botar fé que vai dar certo. Existem tantos motivos. Até que ponto podemos deixar de lado, desculpado e esquecido, tudo que fazemos?

Me sinto pra baixo. Posso sentir a nossa luta constantemente. Do coração ou cabeça? São muitas perguntas. Acho que chegou a hora de brigarmos por nós mesmos. Chega de silêncio nas ligações. Chega de saudade, de rezar pra que a febre passe, de discussões, de olhos nos olhos naquele hotel, porque preciso de mim.

Sinto falta de mim mesma. Preciso imaginar uma vida sem você. Preciso me remontar e, pra isso, preciso que vá. O tempo está passando, e nosso filme comum precisa acabar.

Superela

Ser adulto é (muitas vezes) saber desapegar

*Texto publicado originalmente em Superela

Não dá pra negar que, apesar de meio injusta, às vezes, a vida adulta é boa. Temos liberdade, independência financeira, temos nosso próprio cantinho. Talvez seja a parte de mais altos e baixos dessa montanha russa – e, por isso, também a mais emocionante. Eu procuro me divertir ao máximo enquanto estiver nesse carrinho. Até levanto as mãos e grito a pleno pulmões quando preciso.

Esses dias, porém, parei para pensar que a vida adulta tem uma parte muito dolorida: a de desapegar de coisas e pessoas que pensávamos ser impossível viver sem. Você tem um caminho a seguir e nem sempre sua bagagem está de acordo com a ocasião. Por isso, é preciso largar algo e agarrar o novo e adequado para o que está por vir. Não é fácil, porque temos um carinho inestimável por essas formas concretas de memórias. Fotografias. Cartas. Bilhetes. Camisetas. CDs. Bichinhos de pelúcia.

Dizer adeus, então, é um martírio. Algumas pessoas não podem nos acompanhar para sempre, por mais que a gente tente trazê-las a todo custo. Até nos ombros, se for preciso. Mas tem aquele momento definitivo em que você precisa deixá-la. Dizer: “É aqui que você fica” e seguir em frente, juntando todas as suas forças para isso. Eu já quis voltar. Já pensei que não daria. Mas dá. A gente sempre dá um jeito. Aliás, a vida dá. Estrategicamente, põe alguém novo para nos amparar – até chegar a hora de continuar sem essa pessoa também e assim por diante.

Mas pior do que dizer adeus e seguir, é se despedir e ficar. Quando você é o deixado. O desapego. O que fazer quando é você que não cruza a linha do momento definitivo? Pensei nisso essa semana porque, bem… Porque eu fui deixada. De novo. Meus melhores amigos tiveram que me deixar. E dói, mas que se há de fazer? É assim que acontece. Eu fiquei.

É doloroso para os dois lados, claro. Mas quem vai tem sempre o novo para se distrair. Novas aventuras. Novas pessoas. Novas oportunidades. Novos caminhos. Para quem fica, sobra o mesmo. As lembranças. Passar por frente da casa e recordar de tudo que foi vivido ali. Lembrar, vividamente, daquelas disputas de queimadas e de quem era o melhor no esconde-esconde. Reviver é bom, mas dá aquela pontada no coração.

Claro que ficamos felizes por quem vai. Por quem achou um novo rumo e seguiu. Não deixaremos de ser menos amigos por causa disso. Acho, na verdade, que isso só aumenta e reforça a amizade. Teste. Mas eu choro de saudade da convivência diária, porque, algumas coisas, só os melhores amigos entendem. Não é pai, não é mãe, não é namorada ou marido. É aquela pessoa com quem viveu a experiência com você. Com quem guarda aquele segredo até hoje.

Eu fiquei em mais um caminho. E, por mais que esteja doendo agora, eu sei que vai passar. E que as conversas vão continuar frequentes, graças à tecnologia que ajuda a matar um pouco da saudade. E, outra: Quem sabe, lá pra frente, a gente não volte a se cruzar? Afinal, montanhas russas também tem loopings, não é?

 

Entretenimento, Textos

O que aprendi em Love

Ontem comecei a assistir Love, nova série do Netflix. Só assisti dois capítulos, então, não se preocupe com spoilers. Não aconteceu nada de importante até agora. Pode ler sem medo. Juro juradinho.

Mickey e Gus estão sofrendo com o término de relacionamentos. Mas quero falar sobre Gus, porque muita gente vai se identificar com o caso dele. Ele namorava Natalie há alguns anos. No primeiro episódio, vemos a decisão de irem morar junto. Um mês depois, já com as escovas juntadas, o relacionamento termina.

Deixa eu falar uma coisa pra vocês: Gus é um cara bonzinho. Muito bonzinho. Irritantemente bonzinho. E é isso que faz Natalie terminar tudo. “Você é um bonzinho falso, o que é pior do que ser malvado” é a justificativa exata. E o que isso quer dizer?

Ele não abria a boca para discordar da amada. Nem quando ele queria muito alguma coisa. Sempre cedia aos desejos e opiniões dela. Não dizia o que pensava, mas o que iria agradar Natalie. E isso não é saudável para o relacionamento, nem para o outro e muito menos para você (ou Gus).

Eu acho que nunca estive no lugar dele, mas eu já fui a Natalie da história. E é horrível ter a sensação de termos sido colocados num altar de adoração. Pode parecer bonito, mas não é. E nem é certo. Não é assim que um relacionamento pode e, de fato, funciona.

Relacionamento é equilíbrio, como tudo na vida. Também devemos contar com contrapontos, divergências, discussões e, em seguida, um ponto em comum. Sermos sinceros conosco e com o outro é o princípio básico do sucesso da vida a dois.

Vai ser bom sempre? Não. Algumas vezes, você vai dizer o que o outro precisa ouvir e vai doer nos dois. Mas lembre-se de que a verdade, por mais cruel que possa parecer, é melhor do que qualquer mentira que possa ser posta no lugar. Verdade é permanente. A mentira se revela logo. E aí… Bom, aí você sabe que fica muito mais complicado reverter a situação.

Não seja um Gus em nenhum sentido da sua vida. Não estou dizendo para você se tornar um ser estúpido e sair fazendo o que bem entende, dizer o que lhe vier a cabeça, não importa o que seja. Equilíbrio, lembra?

O que eu quero dizer é: Se, para fazer o outro feliz, você deve sacrificar a sua própria felicidade, pode ser que ninguém saia feliz de verdade dessa história.

Pense nisso.


Sobre Love:

Love é uma comédia-romântica que, obviamente, fala de amor. De um lado, temos Mickey, interpretada por Gillian Jacobs, e do outro, temos Gus, interpretado pelo ator e um dos criadores do seriado, Paul Rust.

Ainda não tenho como indicar a série. Como eu disse, só assisti dois episódios. O que eu posso dizer por ora é: Love é uma produção original Netflix. Isso, para mim, é sinal de coisa boa. Porém, como já aconteceu com os outros seriados produzidos por lá (Orange is the New Black, Sense 8, House of Cards), os primeiros capítulos são meio parados. Vou esperar para ver o que acontece.

Confira o trailer:

Textos

8 dicas para viagens internacionais

Estou me preparando para as tão sonhadas férias. Não sei vocês, mas eu prefiro viajar em baixa temporada. Menos gente, menos muvuca e preços mais baixos. É bem mais favorável.

Falta um mês para viajar e, portanto, comecei a pesquisar sobre meu destino (vou manter segredo ainda, mas vai rolar posts “Cereja no Mundo“). Pensando nisso, resolvi deixar umas dicas sobre o que você precisa saber sobre viagens internacionais. Algo que possa te ajudar.

Antes de mais nada, quero dizer que viajar para fora do país não é questão ser rico, mas de ser organizado. Esse artigo explica bem sobre essa diferença e como manter a meta em aberto e depois dobrar a meta o foco.

Eu e meus pais temos esse costume há anos. Antes de ir para a Espanha, economizei durante um ano (“manter o foco”). Ano passado, antes de irmos aos Estados Unidos, compramos os dólares com bastante antecedência e conseguimos aproveitar a cotação ainda em R$2,70 (sdds).

Programação.

Se você está pensando em fazer uma viagem internacional, tenho mais algumas dicas que podem te ajudar. Pega o caderninho e anota aí:

1) Documentação e vacinas
Não estou falando apenas de Visto, caso seja necessário. Alguns países pedem uma documentação extremamente rigorosa, para se assegurarem de que você não vai ficar por lá ilegalmente. Dados bancários, passagens de volta, endereço de onde vai ficar. Tudo isso pode ser pedido na Imigração. Para entrar na Espanha, eu tive que provar até que tinha alma, praticamente.

Ainda que você vá para um país onde o Visto não seja necessário, certique-se de que não haverá escalas em países como Estados Unidos. Se esse for o caso, você vai precisar de Visto Americano.

Veja também sobre a obrigatoriedade de vacinas, como a de febre amarela. A Anvisa tem uma relação de todos os países que exigem vacinação em dia. 

2) Datas e Eventos
Que tal estudar se haverá algum evento grande ou alguma data comemorativa no seu país de destino antes de ir? Eu já fui pega de surpresa e, olha… Não foi legal. Sem saber, fui passear por Paris no dia em que estava rolando a Le Tour de France (famosa prova ciclística no país). Resultado: Champs Élysées LOTADA de gente e foi um parto conseguir chegar ao Arco do Triunfo (momento da peregrinação aos 5:00).


Se eu soubesse, teria ido outro dia.

3) Clima
Não estou dizendo que você deve ficar de olho da previsão do tempo para os próximos cinco dias. Estou falando de como é o clima no período em que você vai para o local. Exemplo 1: Nova York é frio em dezembro e janeiro. Mas é no começo do ano que geralmente acontecem as nevascas pesadas e perigosas. Exemplo 2: Bariloche também é frio. Mas se você quer esquiar, deve ir de junho a outubro para a cidade argentina, pois nos outros meses não tem neve.

4) Custos
Você deve saber quanto vai gastar, em média, por dia. Leve dinheiro mas também faça um Visa Travel Money (VTM), cartão de débito internacional. Você pode sacar dinheiro em qualquer caixa eletrônico. Para saber a média dos custos no destino escolhido, você pode acessar o site: Quanto custa viajar e saber, mais ou menos, quanto vai precisar por dia. Quando fui a Madrid, a média diária (alimentação + transporte) era de 35 euros. Compras não são inclusas nessa média.

Aqui, você também pode estudar qual é o melhor meio de transporte. Taxi? Metro? Ônibus? Alugar carro? Tem muitos blogs de viagem que podem te ajudar com essas infos específicas.

5) Voltagens e tomadas
A gente esquece desse detalhe, mas nos arrependemos amargamente quando notamos que nossas tomadas de padrão brasileiro não encaixam em lugar algum (Valeu, PT!). O fato é: você VAI precisar de adaptadores. Mas qual tipo? O site eletricaloutlet.org tem todos os padrões de tomada. Algo que ajuda muito é ter um adaptador universal, nem que seja de reserva.

 

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6) Cultura local
Não estou falando da cultura folclórica, mas a do cotidiano. Gestos, alimentação, expressões, disciplina. Aqui em Foz, não temos muito o costume de respeitar a regra da escada rolante (se quer ficar paradinho, mantenha-se à direita. Se quer subir com pressa, use a “faixa” da esquerda). Resultado? Fui xingada, porque, em Madrid, eles são extremamente disciplinados.

Brasileiro também não tem muito o cuidado na hora de comer. Pede demais e não aguenta. Desperdiça. Fiz isso em Paris e levei bronca do garçom. Fui desrespeitosa com um país que passou por dificuldades e fome na época das guerras. Eles levam isso muito a sério.

Se você atravessar uma rua na Alemanha fora da faixa de pedestres ou quando o sinal estiver fechado, você pode receber uma multa… Coisas do gênero. Entenda e saiba como é o dia-a-dia no país. Vamos evitar os bolas-foras!

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7) Seu destino tem City Tour? Faça.
Ainda que esse não seja o seu “tipo de passeio”, já que City Tours tem uma linha mais histórica, pense da seguinte forma: Você vai passar pela maioria (se não todos) dos pontos turísticos da cidade. Já vai te economizar o dinheiro do transporte – ainda mais se você puder comprar um ingresso para dois dias de passeio. Em segundo lugar, City Tours te fazem ter uma excelente noção geográfica (distâncias dos atrativos). E, se você tem poucos dias, é a melhor forma de conhecer os principais lugares da cidade.

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8) Não se deixe levar pelos esteriótipos
Você não gosta quando um gringo pede para você sambar ao descobrir que você é brasileiro. Logo, não cometa a mesma gafe. Americanos não são tão arrogantes quanto você pensa. Franceses não são estressados. Espanhóis não são xenofóbicos. Argentinos não são metidos. Esqueça esses pré-conceitos e não os leve na mala. Vai te ajudar (e muito) em sua experiência.

Boa viagem para a gente!

ETC

Estou com saudades de você

*Texto publicado originalmente no Entre Todas as Coisas

Eu não quero você de volta. Eu tô bem. De verdade que sim… E, acredite, até desejo que você também esteja. Leva um tempo pra gente conseguir admitir isso. Dor no ego é algo que leva tempo a cicatrizar. Perdoar também. Mas, quando acontecem, é libertador.

Com minha liberdade recém adquirida, meu orgulho também diminuiu. Agora, eu posso chegar para você e dizer, sem nenhuma segunda intenção, que estou com saudades. Mas antes que isso pegue mal, deixa eu me explicar.

É verdade que ficamos pouco tempo juntos, mas foi tempo suficiente para você se tornar meu melhor amigo e conselheiro. Com quem eu podia falar por horas, fosse sobre um episódio de Os Simpsons ou sobre a filosofia de Platão aplicada na sociedade atual. Fosse sobre minhas aflições ou sobre os seus traumas do passado.

Acho um desperdício amizades construídas em relacionamentos também serem perdidas quando o relacionamento termina. E, ainda que ex-casais continuem amigos, fica uma estranheza e nem tudo pode ser tema de conversa. Não dá mais pra ser amigo pra todas as horas.

Eu só queria poder ser sua amiga de novo. Podemos não ter sido bons em romance, mas como éramos ótimos em sermos parceiros. E é disso que eu sinto falta – mas se sair espalhando isso por aí, serei incompreendida.

Queria que soubesse que ainda tenho um carinho muito grande por você e acho uma pena não poder demonstrá-lo por não ser considerado “propício”. Mas fica o meu manifesto. Se um dia você puder aceitar meu convite para tomar uma cerveja e jogar conversa fora, ficarei feliz.

Se não der, bom… Eu brindarei à nossa amizade de outrora, com novos amigos ao meu redor, mas lembrando das nossas piadas. Pedirei sua marca favorita sem contar a ninguém. Será mais um segredo nosso. Talvez o último. Talvez a saideira, com a diferença que, dessa vez, eu que vou me levar para casa.

 

Textos

My Valentines

Ontem, 14 de fevereiro, foi Valentine’s Day (dia de São Valentim. Nossos vizinhos Paraguai e Argentina também comemoram a data). Acho um dia bonito, mesmo afirmando que dia dos namorados, bem como dia das mães e dos pais, são todos os dias.

Mas o meu Valentine’s Day desse ano foi comemorado de forma muito especial para mim. Não passei final de semana em hotel chique, não ganhei café na cama nem presente. Não teve jantar romântico. Meu dia foi melhor do que isso.

Quando eu e meu noivo começamos a namorar, ele trazia uma bagagem que eu jamais carregara: uma filha. Eu sequer tinha sobrinha na época. Aquilo era absurdamente novo e um pouco assustador para mim.

Mas nunca tivemos problemas. E eu logo me adaptei aos finais de semana a três. Hoje, eu percebo o quanto aquelas duas pessoas preenchem o meu coração. Quando preciso me arrumar e deixo os dois na sala, as crises de riso deles me elevam.

Vocês já assistiram “Monstros S.A“? Então, vão lembrar da seguinte cena: Quando o Sully descobre que o riso de uma criança é muito mais potente que o medo delas. Isso que acontece comigo. O medo que eu tinha do desafio não é nada perto do poder que aquelas risadas causam em mim.

Então, ontem, me dei conta que era dia de Valentim. E eu estava com os dois, assistindo As Aventuras de Pi e comendo pipoca. Não falei nada, só olhei para o lado e agradeci a Deus por ter tornado minhas datas comemorativas em algo ainda mais especial.

– Curiosidades sobre São Valentim:

Existem várias histórias sobre São Valentim. Em todas elas, ele foi um padre que acabou sendo preso. Os motivos variam, mas em uma das versões, ele foi capturado por desobedecer a ordem de não realizar mais casamentos. Enquanto estava encarcerado, recebia muitas cartas de casais apaixonados.

Durante seus dias na prisão, ele passou a receber visitas de uma moça cega, por quem se apaixonou. Pouco antes de ser decapitado, ele mandou uma carta à amada, assinando como “Seu Valentim” – daí a expressão “seja meu Valentim” (Be my valentine).

Diferente do que acontece no Brasil, o Dia de São Valentim é comemorado com todas as pessoas que amamos e não apenas uma data para casais. Aqui, celebramos o dia dos namorados em junho por ser véspera do dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro.

Textos

Você é linda

Eu vou parecer repetitivo, eu sei. Mas parando agora para pensar, apesar de já ter dito incontáveis vezes que você é linda, acho que nunca te descrevi aos meus olhos. Isso é tarefa quase impossível, mas eu resolvi tentar mesmo assim.

Você é linda sem você perceber. Quando está distraída, com a cabeça longe, seu rosto fica leve e eu fico só te apreciando. Se, num momento de criação, você morde a caneta, ah… Aí você me mata.

Você é linda quando sorri. Seus olhos fecham e a boca abre num formato perfeito de alegria. Mas eu também te acho linda quando chora. Seus olhos ganham uma dimensão que parecem guardar uma galáxia de cores e brilhos.

Você é linda quando tenta fazer “carão” para a foto, mas eu te acho deslumbrante quando se rende às caretas e à verdadeira você. Brincalhona, descontraída, sem medo de ficar feia (não que você fique, tá?).

Você é linda quando solta o cabelo. Preste atenção: este momento é um dos poucos que eu queria poder ver em câmera lenta. Você é linda de cabelo preso ou solto. Mas quando o solta… Meu coração vem pra boca e eu quero te beijar inteira, aonde quer que a gente esteja.

Você é linda quando me abraça e diz coisas ao meu ouvido, sejam românticas ou mais “adultas”. Você é linda quando está confiante, mas também te acho linda quando fica frágil. É nesse momento que, mais do que nunca, eu tento fazer você perceber que você é muito mais do que imagina.

Você é linda não só pelo que você aparenta ser por fora. Você é linda por ser incrível, por suas atitudes, por seu caráter. Você é linda por ser quem é. E eu só tenho a te agradecer por me permitir vivenciar essa sua beleza dia após dia, num espetáculo diário dividido em vários atos de amor.

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