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março 2016

Cereja no Mundo

Cereja no Mundo – Aruba (Parte 2)

Hora de mostrar a ilha, enfim.

Já falei no outro post como Aruba é linda, mas, neste, vou mostrar como a ilha muda completamente quando vamos do oeste para o leste. As costas são muito extremas! De um lado, praias com mar azul turquesa, sem ondas, praias de areia fina e branca. Do outro, rochas vulcânicas, cactos, mar azul escuro e brabo. De qualquer jeito, Aruba é de encher os olhos e tem muitas curiosidades.

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Nós resolvemos fazer apenas um dos passeios de barco oferecidos – ao entardecer – pela Red Sail Sports Aruba. Passeio de catamarã por duas horas, até o sol deitar no horizonte. Cena de filme e animado, porque são servidos drinques ao som de música caribenha. Quando voltamos, tinha um pessoal todo empolgado dançando – eu não fazia parte do grupo dançarino. Juro.

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O outro passeio que fizemos por foi terra: passeio de ônibus pela ilha com a empresa Kini Kini. O guia, para variar, era muito simpática e nos explicava várias coisas sobre a ilha, a colonização e o dia-a-dia de lá. Descobrimos que muitos americanos se aposentam e vão morar em Aruba. Até Tom Cruise e Celine Dion tem casas em um condomínio da ilha.

Aruba é produtora de babosa (Aloe Vera). Fomos a uma fábrica conhecer a produção de alguns cremes, shampoos, sabonetes e outras mercadorias, exportadas para Estados Unidos e Europa. Comprei algumas coisinhas pra mim e, para quem quiser, tem venda online com entrega no Brasil.

O vento de Aruba é uma coisa de louco também! Muito forte. Tanto que, em alguns momentos do vídeo (logo abaixo), eu tive que colocar legendas, porque não dá para me ouvir. Apesar disso, não voa areia na gente. Não sei qual é a fórmula mágica de lá.

Bom, acho que já consegui resumir bastante coisa. O restante, prefiro mostrar. Dá o play no vídeo e vem conhecer Aruba comigo!

Cereja no Mundo

Cereja no Mundo – Aruba (parte 1)

Voltei de viagem! Uma semaninha já deu para renovar as energias e voltar com muita coisa legal para mostrar e contar. Vamos começar com um resumão sobre Aruba, onde passei cinco dias.

Aruba é uma ilha do caribe, ao norte da Venezuela, colonizada pelos holandeses. Apesar de parecer relativamente próxima, chegar até lá pode ser meio cansativo. Tem voos direto de São Paulo, mas tem 10h de duração. E, bom, nós ainda tínhamos o trajeto Foz do Iguaçu – São Paulo para fazer, aí o tempo de viagem seria bem maior. Dependendo da escala, a viagem pode durar até 36 horas. Por isso, preferimos descansar uma noite nos Estados Unidos… Nossos trechos foram: Foz do Iguaçu – São Paulo – Miami (pernoite) / Miami – Aruba.

A ilha é pequena e se tornou independente há apenas 30 anos. A parte dos resorts não fica longe do centro, o que eu gostei bastante. Nenhum dos hotéis que vimos são enormes e cheios de pompa. São bonitos, claro, mas nada exagerado e cheio de ostentação. Nós ficamos no Hyatt Regency Aruba Resort & Casino e, olha… Sem palavras!

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O Hyatt, junto com os outros resorts, fica em Palm Beach, no lado oeste da ilha. Muito confortável, com algumas opções de restaurantes, bares, lojas, cassino, spa e até uma Starbucks. Mas o que eu quero destacar é a qualidade do atendimento – e isso não só no hotel, mas dos arubianos.

Aliás, vimos atendentes de várias partes do caribe. Colômbia, Porto Rico, Venezuela… E sempre – ênfase nesse “sempre”, por favor – sempre sorrindo. Que exemplos! Quando dizíamos que éramos brasileiros, muitos se arriscavam no português, nos pediam para ensinar. É muito comum os moradores da ilha falarem uns quatro idiomas, o que mostra como estão preparados para receber gente de várias partes do mundo.

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Apesar de termos ficado praticamente no hotel, tem bastante coisa legal para conhecer em Aruba. Nós fizemos passeio de barco e um city tour pela ilha (mostrarei no vídeo, por isso, não entrarei em detalhes aqui sobre isso), mas sei que tem passeios com opções de mergulho e snorkel, passeio de jipe (para quem gosta de algo mais emocionante), piscina natural, passeio de submarino (não recomendado para claustrofóbicos), parque nacional, enfim… Uma infinidade de coisas!

Termino de mostrar nossos dias em Aruba na quarta-feira, junto com o vídeo!

Fotos neste post: Letícia Lichacovski 

ETC

Hoje eu não quero sair da cama

*Texto publicado originalmente em Entre Todas as Coisas

Quando você foi embora, eu não quis levantar da cama para não ver a casa vazia. Para não ver como os cômodos dobraram de tamanho sem você aqui. Não quis fazer o café porque eu ainda não posso errar a medida de dois para um.

Não quis sair da cama para pentear o cabelo porque não veria seu reflexo me observando do quarto com aquele olhar pidonho e admirado. Não quis tomar banho quente porque não teria nenhum recado no espalho embaçado.

Hoje, eu não quis sair da cama porque a sala estaria sem graça e sem vida. Não teria você ali para disputar os canais – só para provocar (risadas). Não teria você explicando a cena do filme, que fez alguma referência aos quadrinhos.

Claro que eu também sinto sua falta ao meu lado, mas a cama é um dos poucos lugares onde eu e você ficávamos desgrudados, já que eu nunca consegui dormir de conchinha. Continuo encolhida no meu lugar, virada pra janela, sem ousar tatear e procurar você a poucos palmos de distância.

Não quero tirar o pijama porque eu teria que pegar roupa no armário e não quero achar uma camisa sua perdida sem querer. E se ela tiver o seu perfume? Não faz sentido o seu cheiro sem você aqui.

Não quero sair da cama para não enfrentar o chão frio e o choque de realidade que isso vai significar. Uma hora eu saio. Uma hora atendo ao telefone. Mas hoje, eu só consigo sentir sua falta.

Cereja no Mundo

Existe amor em São Paulo

Começamos com mais uma edição de Cereja no Mundo! A primeira parte deste ano foi curtinha, mas muito gostosa e bem aproveitada. Fui passar uns dias em São Paulo, com as lindas colegas do Entre Todas as Coisas, Caroline Sassatelli (quem nos recebeu e guiou pela terra da garoa) e Carolina Nepomuceno.

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Eu me surpreendi muito com a maior cidade brasileira. Para não dizer que “não conhecia”, eu fui para lá duas vezes, em 2006 e em 2009 (ou 10, não lembro), com excursão da escola e faculdade. Mas não deu para ver muita coisa, só uma passada rápida pela Paulista e Museu da Língua Portuguesa. Dessa vez foi diferente. Conseguimos ir a lugares muito legais, como a Benedito Calixto, onde a feira de antiguidades e produtos artesanais são de encher os olhos.

Além disso, consegui assistir a um musical! “Wicked“, no Teatro Renault, é lindo, engraçado e surpreendente. São 2h30 de espetáculo, com 15min de intervalo entre os atos. Eu nunca havia ido a um musical da Broadway em versão brasileira – e a gente sempre fica com um pé meio atrás, achando que vai ficar “meia boca”. Pois ora: Não fica. Fica a boca cheia, lotada. Produção, atores, orquestra, tudo de altíssima categoria. E o legal é que o preço também é tranquilo: Eu paguei R$50 (fiquei mais ao fundo, é verdade, mas deu pra ver e ouvir tudo muito bem). Estudantes pagam meia entrada.

A única coisa da qual não gostei foi a sujeira que o pessoal deixou ao sair. Poxa… Quer se pagar de culto indo ao teatro mas faz essa porquice? A mão não cai se levar a garrafinha de água e pote de pipoca até o lixo mais próximo, não! Enfim…

Como é de praxe, fiz vídeo para a ocasião! Por isso, não vou ficar falando muito sobre o que eu fiz por lá. Prefiro mostrar para vocês:

Em breve, a viagem continua. Siga  no Snapchat para ver mais algumas coisas: Leca Lichacovski.

Textos

8 mulheres fortes de seriados

Hoje é Dia Internacional da Mulher. Não vou postar nada bonitinho, frases de efeito, texto delicado e cheio de eufemismos. Porque eu acredito que mulheres não são sempre essas flores que a sociedade prega. Aliás, não podemos ser. Somos fortes e isso está ficando cada vez mais evidente.

Então, resolvi postar sobre algumas mulheres de seriados que mostram exatamente isto: nem toda mulher quer flores. Queremos mais. Merecemos mais.

Claire Underwood (House of Cards)


Começarei pela Claire porque terminei a última temporada do seriado essa semana e esta mulher faz a coisa acontecer ao lado (e até contra) do marido, Frank Underwood. Não é de hoje que vemos Claire querer algo além de ser a primeira-dama. E ela não tem dó de mostrar garras e dentes para conseguir o que quer. Claro, não digo para seguirmos o exemplo maquiavélico dela, mas a parte ambiciosa e de não desistir é exemplar. Lutar pelo que quer e ir sem abaixar a cabeça. Estar pronta para mudar os planos e bolar algo novo. Claire é isso: uma reinvenção a cada momento.

Lagertha (Vikings)


Lagertha é guerreira, literalmente falando. Esqueça a mulher do rei/lorde/desbravador viking que fica sempre esperando o marido voltar das conquistas em terras distantes. Lagertha pega a espada e vai para a parede de escudos. E é sábia. Ao mesmo tempo que sabe liberar sua raiva, sabe controla-la e prefere se retirar e refazer a vida. Dói… Mas ficar chorando com pena dela mesma? Nunca.

Jessica Jones (Jessica Jones)


Jessica Jones foi vítima de um relacionamento abusivo com Kilgrave. Enquanto ela tem o poder de super força, ele tem o de dominar mentes. E ela foi pega por ele. De alguma forma, depois de ser obrigada a fazer algo horrível, ela conseguiu se livrar desse domínio e a querer retomar sua vida. Mas não apenas isso. Ela quer se vingar de Kilgrave. No caso dela, com sua super força, ela queria pegá-lo com as próprias mãos. O que eu posso tirar disso é: não deixar quem fez isso ficar impune. Denuncie. Disque 180.

Red Reznikov (Orange is the New Black)


Red é uma presidiária russa. Já não dá pra esperar muita finesse daí. E é isso mesmo. Red tem pulso firme para ser a “dona” do lugar. E isso quer dizer duas coisas: Se levantar contra quem quer que seja e proteger quem precisa dela. Red é uma mãezona com sangue nos olhos. Apesar de ter deixado se abater por um tempo (porque ninguém é de ferro), logo caiu em si e volta ao seu bom e velho estado de sempre: o de querer o topo da cadeia alimentar.

Sun Bak (Sense 8)


Sun, aparentemente, é a mulher sem nada de mais. Trabalha na empresa do pai, fala baixo, carinha de assustada e reprimida com frequência. O que ninguém espera é que essa mesma mulher é uma lutadora faixa preta de kung fu. Não se deixe enganar pela imagem frágil. A mulher que somos nem sempre é a mesma mulher que precisamos ser.

Olivia Pope (Scandal)


Olivia não é minha personagem favorita, tampouco Scandal. Mas, sim, tenho algumas coisas a aprender com ela. Olivia é poderosa. Ela sabe que é boa no que faz e não tem medo de assumir isso. Nem sempre a gente tem coragem de falar com a boca cheia que somos boas por medo de soarmos arrogantes. Mas se não o fizermos, quem vai fazer? Não tenho medo em reconhecer o seu trabalho e seu potencial. Você sabe o quanto lutou para chegar aonde está hoje. Reconheça o seu valor.

Debra Morgan (Dexter)


Debra não tem papas na língua. Fala o que pensa e sem muitos rodeios. Verdade que esses impulsos a puseram em algumas saias justas as vezes, mas ela não tinha vergonha de assumir que estava errada e em pedir desculpas. A irmã do serial killer mais querido do entretenimento não tinha problemas em ficar sozinha. Se apaixonou, sim. Mais de uma vez e isso a quebrou, mas nunca a impediu de tentar de novo. Mas o mais importante: nunca a impediu de se virar bem enquanto estava sozinha.

Annelise Keating (How to Get Away With Murder)


Ainda não assisti todo o seriado, mas a personagem de Viola Davis é uma rainha em se tratando de força. Ela mostra o quanto uma mulher consegue carregar. Problemas pessoais, profissionais, do passado, do presente, incertezas do futuro. Isso tudo sem perder o rebolado ou a calma. É preciso ser fria a cautelosa às vezes – algo que, para mim, parece impossível, visto que tenho os dois pés no mundo emotivo. Talvez seja por isso que eu a admire.

Princesas da Disney my a**.

Textos

Ninguém viu

O primeiro flerte, o primeiro beijo, a primeira noite… Nenhuma câmera registrou. Nenhum perfil no Instagram publicou. E não porque fosse segredo, mas porque aconteceu de sermos os únicos protagonistas e testemunhas do nosso começo.

Ninguém viu você pegar a minha mão naquele jantar. Ninguém viu você sussurrar no meu ouvido que já estava com saudade da noite anterior. Ninguém viu a gente sair de fininho para conseguir ter mais um do outro.

Ninguém viu a nossa primeira briga. A primeira barra pesada do relacionamento. A primeira vez que machucamos um ao outro com palavras ásperas e afiadas. E ninguém viu a gente se abraçar a noite e entender aquilo como o fim silencioso da discussão.

Ninguém viu uma paixãozinha do acaso virar amor. Nem a gente. Quando nos demos conta, já era. Estava enraizado na vontade de não querer mais ficar sem você na minha vida. No carinho tão grande que você carregava por mim em um simples chocolate.

Estava na falta que você fazia nos meus finais de semana e na sensação de desorientação que eu sentia ao andar na rua sem ser de mãos dadas com você. Ninguém viu as mensagens que te mandei, nem as respostas cheias de beijos que você enviou.

Ninguém viu. E ninguém precisa ver.
Porque, do nosso amor, só a gente é que sabe.

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