Monthly Archives

setembro 2016

Textos

Eu decidi ser eu

Menina,
Deixa o cabelo comprido, é mais bonito.
Que falta de corte… Repica! Deixa mais leve.
Use mais cores, você só anda de preto.
Ah, mas tá muito colorida.
Já pensou em fazer dieta?
Nossa, que magrinha que você está.

O que não faltam são palpites sobre a minha vida.
Quem ser.
Como ser.
E por muito tempo eu segui conforme a música (dos outros).
Até encontrar minha própria melodia e arranjos.
Até descobrir meu ritmo e compasso.
O seu, eu passo.

Um dia, eu decidir ser eu
E nunca mais voltei atrás.
Vou brincar com meus vários ‘eus’,
Porque eu não preciso ser só uma.
Vou me divertir, brincar de ciranda,
Dar as mãos a quem vai levar a dança adiante
Mas sabendo que quem conduz, sou eu.

Textos

Afinal, o que é que acaba?

De novo, a internet veio abaixo com a notícia de uma separação de famosos. Dessa vez, Brad Pitt e Angelina Jolie. Depois de 12 anos juntos, o casamento acabou. Leia bem (e separando as sílabas): o ca-sa-men-to. E o amor? Só eles podem dizer.

Não acho que uma relação só termine porque o amor já não é mais suficiente. Às vezes, o fim torna-se ainda pior porque, ao contrário do que dizem, o sentimento permanece ali, vivo. Mas uma relação a dois (ou, no caso de Brangelina, a oito) não vive só de amor. Tem muitos outros fatores envolvidos e cada um deles pode abalar e culminar no fim do matrimônio.

Relacionamentos e amor podem ou não ser perduráveis, juntos ou separadamente. Um não quer dizer o outro. É preciso ter isso muito claro, para não confundir as coisas. Já vi casamento permanecer sem amor e já vi amor permanecer sem o outro. E nunca é legal esse desencontro. Bom seria se fosse uma simples equação matemática e que a solução estivesse na lógica das coisas.

Mas amor é gramática. Tem as exceções, as vírgulas, as interrogações e as reticências. O que é que acaba, então? Acaba a vontade de insistir em algo que já está fadado. Acabam as desculpas do porquê ainda estão juntos, se não dá certo mesmo. Ele é muito acomodado enquanto ela prefere sonhar alto. Ele é muito prático, já ela, dramática demais. Ele é apaixonado, ela ainda tem umas quedas na liberdade. Acaba o entrosamento. Acaba o assunto.

Algumas coisas simplesmente terminam – seja por causa do tempo (excesso ou falta dele) ou por falta de assistência. Enfim… Elas acabam. Mas nem sempre é o amor.

Textos

Você precisa ter experiências ruins

Não é o tipo de coisa que a gente quer, mas que a gente precisa. Precisamos de experiências ruins na vida, senão, nada muda. Nem a gente. Sabe quando Lulu canta: “Não haveria luz se não fosse a escuridão“? É isso que ele quer dizer – numa interpretação livre desta que vos fala.

Todos nós temos os nossos maus bocados, não importa em qual âmbito seja. Com amigos, familiares, no trabalho, em relacionamentos, sozinho. A gente precisa tomar um primeiro porre para aprender que beber até passar mal é coisa de gente idiota e que gosta de sofrer. Se eu bebo, é para me divertir, relaxar (mas cada um com suas prioridades).

Precisamos de experiências ruins para saber quais são os nossos limites. Até quanto a gente aguenta apanhar e quanto tempo depois temos força de novo para levantar da pancada. São esses perrengues que nos fazem mudar e ficar mais espertos na vida e suas surpresas. Vira nosso “sentido aranha”.

Por isso, se está doendo agora, pense no quanto você vai crescer depois. Se refazer. Se conhecer… A dor passa, o aprendizado fica. Você vai errar, sim. Mais de uma vez, mas quando acertar, aí vai ter aquele gostinho especial de: “Consegui!“. Só não pare. Não desista. Você não é feito de açúcar, lembra? E outra: se precisar, grita. Pede ajuda, chama por socorro. Não tem nada de errado em não conseguir sozinho – aliás, quem consegue? Mãos amigas (as verdadeiras) estão aí para isso também.

Vai andando, vivendo de experiência ruim a boa. Até chegar na melhor. Na ideal. Naquela que você vai reconhecer e dizer: “Valeu a pena“.

Textos

Quando bate aquela saudade

Para ler ouvindo: Quando bate aquela saudade – Rubel

Quando você diz que precisa ir de novo, a saudade já se apronta para tomar o teu lugar. Se fantasia com teu cheiro. Mas essas pequenas eu consigo manejar, amor. Dessas, eu dou conta de controlar. Difícil mesmo é quando o tempo resolve se arrastar e bate aquela saudade…

Fico na cadeira, jogado, esperando a sua viagem acabar de uma vez. Você já é dona dos meus dias e, isso, ninguém supre. Por mais que eu tenha amigos para conversar e dividir boas risadas com cerveja. É você, mulher, que me faz falta. São os seus ouvidos que eu quero para mim. São os toques dos seus dedos no meu pescoço. Seus lábios… Ah, os seus lábios! Poderia senti-los por horas e horas sem cansar.

Mulher, já decidi que eu te quero pra sempre. E to só esperando você entrar por aquela porta para fazer você saber, de uma vez por todas, que é isso – apesar de eu saber que, durante suas TPMs, você vai me perguntar se eu mudei de ideia. Não mudo. Nem por um segundo. Eu quero te beijar aqui em casa, aqui neste sofá, no altar e nas crises dos dias difíceis.

Você me ensinou esse negócio de amar muito, sem ser, necessariamente, intenso. Mas eu quero te ser sincero e dizer que eu te amo toda, com o seu cabelo ondulado caindo sobre os olhos. Eu te amo mesmo quando você se acha feia, dizendo que está cansada de ser “quatro olhos” – você fica mais sexy do que nunca quando está com óculos. Sério!

Eu te amo mesmo quando você em tira a paciência porque eu não ouvi o celular tocar ou porque você o esqueceu em casa (pela 18ª vez esta semana). Eu te amo quando brigamos por causas diversas… E, mesmo bravo, eu não sei dormir em outro lugar se não ao seu lado. Posso até imaginar uma barreira imaginária entre nós, delimitando espaços que não devem ser invadidos, mas você precisa estar lá, porque… Porque é você. Eu te amo nas desculpas que peço e nos perdões que te dou.

Quando bate aquela saudade, eu vejo que uma vida sem você já não tem graça, mesmo que haja muita risada, vídeo game e bebidas. Eu te quero comigo pra ter sentido. Para ser sentido. Eu te quero comigo. Eu te quero agora. Pode voltar, que eu já estou te esperando faz tempo. É só entrar e ir direto para o quarto e trocar seu casaco por meus abraços e pelas dezenas de beijos que eu não pude te dar nesses dias em que a saudade bateu.

ETC

Eu não deveria deixar você me amar

*Texto publicado originalmente em Entre Todas as Coisas

[Você pode ler este texto ao som de Love, Love, Love]

Talvez eu tenha ido longe demais e eu só posso, talvez em vão, te pedir desculpas. Desculpa porque eu me demorei em você sabendo que eu nunca ia me entregar de verdade. Desculpa porque eu não te recusei e deixei você se acomodar em mim, mesmo tendo a plena noção de que eu não poderia ser seu aconchego. Eu sabia que logo iria embora, mas deixei você se aquecer em meu peito.

Você me fez bem, saiba disso. E isso tornou tudo bem difícil – mas não menos egoísta. Eu me programei para não te amar muito antes de criarmos essa relação que eu sem sei por nome. Não porque era você, mas porque eu não quero amar no momento. Tenho feridas ainda muito recentes e, por mais que você tenha ajudado a sarar algumas delas, ainda é cedo pra mim. Eu deveria ter dito isso.

Quando vi, você já estava se declarando para mim. Dizendo com palavras o que eu sabia só de te olhar. Transformou em vogais e consoantes o que aquele abraço quis dizer. Você ama e seu amor tem gosto bom, mas eu não sei reproduzir algo do tipo. Não ainda. Não de forma tão emergencial.

Eu queria que você viesse mais tarde e me amasse como agora. Te devolveria na mesma intensidade, vontade, mordidas, carinho na mão com os dedos. Te devolveria em sonhos, planos e planejamento. Te retribuiria em risadas, chocolates e elogios. Em sopro no pescoço, em mensagens de madrugada sobre nada importante, em músicas que, ao escutar, me fizeram lembrar de você.

Você ama e eu não deveria ter deixado isso acontecer, porque eu vou partir seu coração – seu bom coração – ao meio. Me desculpa, desde já, por não ter dito que eu não posso amar nesse momento. Seria bom e eu sei que você me cuidaria, mas meu corpo ainda pede repouso. Eu não deveria deixar você me amar, mas eu não soube o que fazer com teu sentimento roubado. Te devolvo, o mais inteiro que consigo, e espero que ache alguém que saiba levá-lo adiante.

Mas esse alguém não sou eu.

Textos

Me apaixonei por você

Você conseguiu. Me conquistou. Me despiu das tormentas dos amores passados e se chegou juntinho. Ah, moço… Leia isto imaginando a minha voz mais doce e feliz: eu me apaixonei por você. E isso tá me fazendo um bem que você nem imagina.

Me apaixonei por você sem saber que estava acontecendo. Me apaixonei por você nos detalhes dos dias, nos miúdos do cotidiano. Foi de pouquinho em pouquinho, de paixonite em paixonite. E agora eu tô aqui, pensando em você e sorrindo.

Me apaixonei por você quando perguntou qual cor eu preferia para o edredom. Quando dividimos longas gargalhadas, chegando a chorar de tanto rir. Quando você me mostrou sua música favorita.

Me apaixonei por você quando, ainda em junho, você já planejava: “Ali naquele cantinho podemos colocar nossa árvore de Natal”. Quando me roubou um beijo antes da foto, para o meu sorriso ser o mais bobo e espontâneo possível.

Me apaixonei por você quando a conversa se estendia até a madrugada e eu nem percebia. Tinha que segurar a risada para não acordar a casa inteira. Quando me abraçou depois daquela comédia romântica que me fez chorar.

Me apaixonei por você nos toques das mãos dadas e nos cafunés. Nas tardes preguiçosas de domingo e nas sonecas de pernas entrelaçadas. Me apaixonei quando você disse que não me queria mais longe de você por nada nessa vida.

Me apaixonei e me apaixono todos os dias, ao mesmo tempo que já te amo. Na verdade, eu me apaixonei no momento em que você surgiu… Eu só demorei para perceber que, desde o primeiro momento, eu estava apaixonada por você.

Entretenimento, Listas

3 músicas para se apaixonar por Anavitória

Esses dias, brincando no Spotify, encontrei um álbum de um dueto feminino coisa mais linda: Anavitória. Depois fui notar que as duas já estavam pipocando na minha Timeline também.

Violãozinho delicioso, letra gostosa, um par de vozes que fazem cócegas no coração. O conjunto todo é um som apaixonante. As meninas são de Tocantins e entraram há pouco tempo na casa dos 20 anos. Se você ainda não conhece, vou deixar aqui as minhas três canções favoritas, para você já pegar gosto pelo álbum recém lançado.

1. Singular

Essa música é uma serenata todinha, mas este trechinho:

“Eu te enlaço e não me permito soltar
Pro nosso nós não deixar de ser assim
Tão singular”

2. Chamego meu

Chamego meu” tem até direito a viola! Mistura aquela pegada da música “caipira” tradicional (não entendam pelo modo pejorativo da palavra, ok? Ok) com a meiguice do pop atual à lá Tiago Iorc.

3. Dengo

“Deixa eu lhe convencer
Que tu é o ser mais bonito
Que eu tive a sorte de conhecer”

EXTRA

Aí essas duas, que sabem que arrasam, resolvem fazer um arranjo em “Tocando em Frente“, de Almir Sater. O resultado não podia ser outro a não ser: “lindeza pura”.

E aí, gostaram? Qual é a música favorita de vocês?

Close