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outubro 2016

Leca

O tempo não para

Chegamos ao dia 300 de 2016. Passou rápido… Tão rápido, que faz a gente perguntar: O que eu fiz nesse tempo que voou? (Pausa para lembrar daquele jingle “o tempo passa, o tempo voa…”. Se você leu cantando, me abraça, porque estamos ficando velhos. Se você não tem ideia do que seja isso, vem aqui).

Provavelmente, algumas metas lá do dia 1º ainda estão pendentes. Em compensação, algumas que nem imaginei ser listadas já foram concluídas com sucesso. E outras estão surgindo improvisadamente.

Planejei meu casamento, que se aproxima na velocidade da luz. Conheci pessoas incríveis e me afastei de algumas que já não me traziam bem algum. Voltei pra academia e aprendi a comer. Disse “eu te amo” a pessoas que deveriam ouvir isso com mais frequência.

Me aproximei de Deus e Ele de mim. Amei-o mais e, consquentemente, Ele retribuiu na mesma intensidade – até mais forte. Entendi o que é o tal “Deixa Deus te usar”, porque eu O deixei fazê-lo. E isso me abriu portas, janelas e mares.

Hoje já é o 300 e eu penso em como esses dias foram bons – não todos, mas a média continua sendo positiva. E eu também, porque eu sou dessas sonhadoras que acredita, talvez ingenuamente, que amanhã vai ser melhor. Nem que seja um pouquinho só…

Leca

Relatos da Cereja: Planejando um casamento

Eu vou me casar em 30 dias. Estou maluca, como devem imaginar (mas sem neuras ou surtos. Só ansiedade mesmo). O sono já não é mais o mesmo, nem a cabeça. São dezenas de pequenas coisas e preocupações a todo momento. Reuniões. Conversas. E-mails. WhatsApp (muito Wpp). Estou nessa desde abril, quando comecei a fazer os planejamentos e a correr atrás das coisas.

Planejar um casamento é delicioso, mas também tira a gente do sério às vezes. Dá medo, sabe? Queremos que tudo seja perfeito, conforme o nossos sonhos. Eu, no meu caso, comecei a sonhar com casamento há uns anos. Decidi que queria fazer ao ar livre e simples. Não gosto de muitas flores nem de vestido “bolo”. Já tinha meus gostos bem definidos.

Então, por onde começar?

1. Casamentos.com.br e Pinterest

Achei o site casamentos.com.br por acaso e foi uma senhora mão na roda! Eles tem lista de fornecedores, blog com dicas, fórum onde você pode tirar dúvidas. Comecei por ali e peguei algumas orientações bacanas, como uma check list e prazos para cumprir.

O Pinterest me salvou no quesito “referências”. Eu já sabia como queria, mas eu precisaria mostrar para os organizadores. O mais difícil foi encontrar uma paleta de cores. Pra minha sorte, o noivo é designer e manja de cores e tudo o mais. Selecionamos, então, uma que tivesse os tons de Cereja (porque… né?!) e o amarelo, que é a cor da comunicação (eu não sabia disso, foi ele quem me contou). E, assim, surgiu o nosso norte para pesquisar as coisas. Criei uma pasta com tudo que eu gostaria de ter (privada, entre mim e meu noivo apenas). Decoração. Bolo. Cores dos padrinhos.

Internet é uma beleza e eu achei tudo que precisava. Minada com as fotos, fui fazer os orçamentos.

2. Organizadora (Wedding Planner)

É muito importante você sentir confiança nessas conversas. Eu fechei com a Jemima Giacomini, porque, além de confiar em tudo que ela me disse, nós nos conhecemos há muito tempo, desde quando eu era uma punkzinha que estudava violão (é, eu tive essa fase). Esse fator pesou na decisão. Confiança + tranquilidade + afinidade.

Uma das minhas referências! Foto: Pinterest

Uma das minhas referências! Foto: Pinterest

Na hora de conversar com Wedding Planner, veja o que, exatamente, eles fazem. Decoração? Cerimonial? Assessoria? Orçamentos? A conversa precisa ser a mais franca possível e (conselho de jornalista) quanto mais perguntas, melhor.

A Je me ajuda na hora que for! Mando áudios no WhatsApp e ela responde com uma voz calma e me explicando tudinho. Agora, na reta final, me mandou check list e o roteiro do cerimonial para irmos montando juntas. É muito gostoso participar de tudo sem pirar.

3. Local

Eu queria um lugar aberto, mas que me permitisse fazer uma festa em local fechado, até para termos um Plano B em caso de chuva – sim, tem que ter esse cuidado. Sinceramente, desde que vi as fotos pela primeira vez, me apaixonei pelo Espaço Villa Fiori. Era o que eu queria! Mas, disponibilidade ali estava difícil. Os outros, em hotéis, principalmente, estavam muito caros e tem a questão do limite de hora do baile, dentre outras questões. Então, nós encontramos a Maison Bourbon e eu só pensava: “Villa quem?“.

 

maison

Me encantei com o lugar. Me vi casando ali. A data que eu queria estava disponível e o orçamento estava no jeito!

4. Fotografia

Foto também é algo que precisa ser decidido com bastante antecedência, porque os fotógrafos são concorridos. Nem sei com quantos conversei… Mas, numa conversa têt-a-têt com o Chris Borges, onde ele me mostrou seus trabalhos. O Chris oferece diferentes pacotes. Eu escolhi fazer apenas o Making Of e registro no dia.

chris

Leca, você não quis pre-wedding?“.

Não. Nunca quis. É bonito, mas não me vejo fazendo um. Se você gosta, faça! Não apenas pelas fotos, mas para o fotógrafo já sentir como é o casal e já criar uma relação entre vocês. Eu é que sou jacu e não gosto de foto mesmo. #ProntoFalei

5. Vestido

O tão sonhado. O casamento todo é algo muito especial, claro, mas o vestido… É seu! A festa precisa ser algo do casal. Já o vestido, é a noiva! Precisa ser você. Você pode optar por um vestido pronto. Se você tiver a sorte de achar um com o qual se identifique, é uma correria a menos pra você. Como eu queria algo bem específico, precisei mandar fazer. Mas eu estava há tanto tempo ser frequentar eventos sociais que estava meio “órfã” de ateliês. Percorri a cidade e, olha, fiquei bem chateada com alguns. Ou não nos davam a devida atenção ou iriam nos cobrar “a partir de R$5.000” (e, desculpem, mas eu, particularmente, não pago isso num vestido).

Aí, fui no Bel Art Maison. Já havia usado um vestido de lá para um evento no ano retrasado. E, novamente, o encanto e a confiança apareçeram para me ajudar na decisão! A Elham Handous, nossa atendente, é de uma atenção sem igual! Muito querida, entendeu a minha ideia, fez o desenho (para mim, minha mãe e irmã) e acertou em cheio! Já fiz as provas e, olha… Me sinto noiva!

Obviamente, não teremos foto do vestido de noiva. Mas olha o vestido que eu peguei lá para um outro casamento, onde fui madrinha:

versão madrinha de casamento. . vestido: @belartmaison cabelo e make: @mulinarihair

Uma foto publicada por Leca Lichacovski (@leca_dpaula) em


6. Cabelo e maquiagem

Apesar de eu ter cabelo curto, preciso pensar em penteado, sim. Então, há quatro meses, estou cuidando do corte e coloração no Salão Mulinari, com a Darcilda Mulinari. O legal do salão, onde irei me arrumar, é que oferecem o pacote para noiva. Além de uma salinha especial, para me arrumar tranquilamente sozinha ou com minhas madrinhas. A maquiagem ficará por conta da Marcela Potrick, que também captou bem a minha ideia e meu estilo. Não quero falar muito para não soltar spoilers, mas fizemos o teste semana passada e ai, ai… Eu não quis tirar a make nunca mais.

Ter referências para cabelo e maquiagem também é importante.

Obviamente (2), não teremos foto do cabelo e maquiagem.

7. Buffet

Se você não fizer festa em hotel, terá que contratar um buffet, como é o meu caso. Depois de indicações, me sentei numa reunião com a Cáritas, do Ver o Verde Bufê, e ela foi a única com quem quis conversar! O legal dela é que não existe um cardápio pronto para ela te mandar orçamento. Ela c o n v e r s a, pergunta dos seus gostos, dos gostos do noivo e cria algo para o casamento de VOCÊS. E é muito legal ter a orientação de coisas que você nunca imaginou, como cardápio infantil ou opção de finger foods que não vão esfarelar e sujar a roupa de ninguém.

caritas

Foto: Ver o Verde Bufe

 

É ótimo encontrar profissionais que te fazem crer que terão o mesmo cuidado na organização do seu casamento que você. E tem outros envolvidos que tem a minha confiança total, como os músicos: Noemia, Sergio e Eliezer; Carol, Renato e banda.

Enfim… Eu esqueci de alguém, com certeza. Esse é o mal em querer citar todo mundo.

Mas, enfim… Tá chegando! E eu quero logo.

Textos

Minha pessoa errada

Minha pessoa errada veio em hora que eu precisava. Não dela, mas do que ela oferecia. É engraçado esse negócio de carinho estar nas mãos de quem não devia. Mas, essa era a situação: eu aqui, ele lá, alojado na minha pessoa errada.

Minha pessoa errada me fez rir ao mesmo tempo que me fez chorar. Me fez amar e odiar ao mesmo tempo. A situação, os nossos encontros, ela. Me fez viver dicotomias, dilemas, sim e não. Paixão e raiva. Mas minha pessoa errada me fez sentir com intensidade inédita.

E sabe qual a pior parte de ter uma pessoa errada? É que ela será eterna, porque faremos de tudo para não encontrar outra. Então, ela acaba sendo a única. E tudo que é exclusivo, marca. Minha pessoa errada ainda está aqui, na lembrança, mesmo que eu não queira.

A minha pessoa errada já foi. Me livrou – ou se fez livre. Ainda não sei dizer. Foi quando ela quis, mas bem depois de quando eu precisava. Era pra ela ser passageira. Ligeira. Sem importância. Mas ela foi boa… E por isso foi errado.

Textos

Eu queria que você me eternizasse

Eu queria ser importante o suficiente para você me eternizar. Nos seus desenhos aquarela. Na sua poesia simétrica. Me transformasse em verso da sua música. Mas, ah… Você só me canta e me apaga como grafite.

Vai ver não me vê como obra de arte. Sequer como obra-prima. Talvez o dourado dos meus cabelos não possa ser reproduzido com suas tintas. Talvez eu seja complexa demais para caber em canção. E talvez eu seja difícil de rimar…

Não sei.

Mas eu queria que você me eternizasse de alguma forma. Para você. Não preciso virar exposição. Só quero um pedaço da sua galeria para, de vez em quando, você ir me ver. Admirar, talvez. Notar detalhes que não dá pra ver numa passada rápida da vista.

Eu queria ser tema dos seus pincéis e suas cores. Das cordas do seu violão. Eu queria que você escrevesse nas paredes que me ama.

Mas você não é poeta ou artista.
Você não me eterniza porque, para você, eu sou apenas um momento.
E eu já passei.

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