Estava aqui ouvindo Clarice Falcão,  a nova queridinha da música brasileira, e me perguntei: Como ela conseguiu fazer sucesso tão rápido?

Eu adoro, mas convenhamos: Ela não tem uma voz linda e potente. Não é pela genialidade harmônica, já que as músicas não tem mais de quatro acordes bem básicos (Dó, Sol, Ré, Mi menor, às vezes um Fá sustenido).


O que é que ela tem, afinal?

As letras. Ela dá um tom doce à loucura passional.

Aqueles fatos que facilmente virariam manchetes de jornais sensacionalistas, ela poetisa. E a gente canta com toda força dos pulmões e dedica a quem a gente gosta. Isso porque, lá no fundo, somos atores constantes desses pequenos atos insanos do amor.

Ô sentimento pra botar a gente num estado mental instável. Amor tira a gente do sério e da razão. Traz o nosso louco à tona. Faz a gente grudar na pessoa (às vezes demais). Tornamos a criatura em inspiração para absolutamente tudo. E isso pode ser meio assustador se formos parar para pensar: Como ficamos bobos e dependentes, mesmo sem querer.

Mas, quer saber? Sejamos louco por alguém, sim. Porque é uma delícia… Só não vale “enlouquecer”. Gente enlouquecida é Macaé

Acho que, pensando bem, é melhor seguir o conselho da própria Clarice: comer uma torta inteira de amora pro jantar e parar por aí.

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