Assisti a uma palestra do TED do psicólogo da Harvard, Daniel Gilbert, que trata sobre pesquisar a felicidade. O vídeo tem apenas 20 minutos de duração. Nele, Gilbert bate na tecla de que a nossa ideia do que nos fará feliz está, muito frequentemente, errada.

Isso porque nosso cérebro avalia mal o que nos trará a felicidade. Gilbert faz pesquisas para comprovar isso. É ciência falando… E, para variar, está certa. Pode não ser novidade para você, mas através dos estudos dele, vemos de maneira lógica como a nossa ideia do que é ser feliz está presa a nós mesmos.

Um dos primeiros exemplos que ele dá é do baterista Pete Best. Talvez você não o conheça porque ele não chegou a fazer sucesso com sua banda. Ele fora substituído antes disso… por Ringo Starr. Sim: Pete foi o primeiro baterista dos Beatles. Não é necessário dizer da fama que o quarteto de Liverpool conquistou. Porém, Pete diz, hoje, que sair do grupo foi a melhor escolha que já fizera e que, sim, ele é feliz.

John, George, Paul e Pete: a formação original dos Beatles

A resposta para isso, geralmente é um “Aham, claro” irônico (“Yeah. Right”). Mas por que ele não poderia ser feliz indo por um caminho diferente? E é aí que a palestra de Dan começa a ficar interessante e a nos pegar de jeito. Nós podemos ser felizes, sim, se soubermos valorizar as escolhas que fazemos.

O nosso problema é que sempre nos pegamos pensando: “E se…?“. E aí, como um efeito de ilusão de óptica, nosso cérebro não sabe mais o que está diante dos nossos olhos. É uma fumaça que confunde e nos faz pensar que não somos felizes ainda. Mas somos.

Às vezes desejamos tanto algo que colocamos toda a nossa condição de sermos feliz naquilo. E quando não conseguimos, temos duas opções: frustração ou tocar o barco. “Você diz: ‘Não vou me casar com alguém que cutuca o nariz!’. Mas aí vai lá e casa com alguém que faz justamente isso. Você aceita e diz: ‘Ah, tá bom… ele cutuca o nariz. Só não toque em nada, tá?“, exemplifica de forma bem humorada. E aí, vem o arremate da questão. Ele diz:

A gente dá um jeito de ser feliz com o que tem.

E dá mesmo! E se você ouvir um “Aham, claro” desacreditado, bom… Sorria por cima disso e mostre que, de irônico, você não tem nada. Só é feliz mesmo.

Comments

comments

Powered by Facebook Comments