Não se preocupe, eu não vou sair daqui. Os dias aqui são mais bonitos. Talvez seja a Pasárgada de Manuel Bandeira. Tem mais cor mesmo nas horas mais cinzentas. Aqui é bom, aconchegante, ameno, mas solitário.  Preciso de companhia. Da sua companhia.

Eu sei que você está vindo. E entendo que a sua chegada pode demorar um pouco por causa das tempestades que enfrenta no caminho. Devagar e sempre. Não pare e não olhe pra trás. Aquilo que ficou já não importa. Foque no que está por vir. Tente enxergar através do mau tempo: Aqui, o sol brilha forte. E eu quero tanto mostrá-lo para você.

Queria poder ir te buscar e trazê-lo correndo para cá, onde a grama é mais verde. Queria pode te estender a mão e arrancar você do temporal. Do olho do furacão. Mas a única coisa que posso fazer é esperar – com os braços abertos. Vem no seu tempo. No seu ritmo. Eu não vou a lugar algum.

E quando você finalmente pisar aqui, ah, como farei festa. Poder te abraçar, enfim. Poder compartilhar com você as coisas boas que esta terra mana. Poder me aventurar nos locais inexplorados com você.

Falta pouco. Acho que já vejo sua silhueta no horizonte. Cruze a linha de chegada e descansa, porque eu sei que a maratona foi difícil. Aqui será o seu repouso. O seu paraíso. O nosso lugar.

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