Hoje, depois de muito pensar (e pesar), resolvi abrir a porta do coração. Não para que alguém entrasse, mas para que você conseguisse sair. Não sei se você o queria – na verdade, não sei nem se eu queria que você fosse – mas eu precisava que você o fizesse.

Eu não sei como ficará o espaço ou por quanto tempo ficará sem inquilino, sem móveis, sem vida. Mas não quero tornar meu coração em jaula. E percebi que, mantendo você aqui dentro, quem acabava aprisionada era eu.

Então, eu me liberto para o novo, por mais que isso possa doer agora. Por mais que eu chore enquanto vejo você se afastar. Algo me diz que essas lágrimas serão convertidas em sorrisos, cedo ou tarde.

O que realmente me assusta é não saber. Não saber para onde você vai e como eu ficarei sem você. Não saber se você ficará melhor sem mim ou quando eu vou conseguir deixar tudo em ordem. Não saber se você vai continuar frequentando o mesmo bar e pedindo a mesma cerveja. Não saber se eu vou conseguir escutar a nossa música sem a sua lembrança latejar.

Mas eu preciso pagar para ver. Só não olha pra trás, ta? Lembra de mim com carinho e segue a caminhada. Não volta. Não se arrependa. Ache outro coração para se aninhar e eu hei de fazer o mesmo. Abrigar um novo alguém e morar em outro coração também.

Vai pra um lado e eu vou para o outro, em direção oposta, ambos rumo a nossa liberdade de nós dois.

Comments

comments

Powered by Facebook Comments