Aquele dia, você chegou mais fundo na minha alma. Cravou a bandeira de conquista absoluta de território e eu assenti sorridente. Aquele dia, não sabia se era minha mente ou se eram os meus pés que estavam nas nuvens. Não sabia distinguir se meu coração batia dentro ou fora do peito. E eu sentia cada veia pulsando, ora sangue gelado, ora sangue fervido por você.

Aquele dia, eu poderia passar horas a fio olhando nos seus olhos, decorando onde há pontos mais escuros no seu castanho. Poderia perder as contas de quanto tempo passaria beijando sua boca, sua testa, suas bochechas e o corpo inteiro. Poderia lhe fazer carinho incansavelmente e te ver sorrir.

Aquele dia, seus toques ultrapassaram meus sentidos na pele. Fizeram carinho até naquela parte feia do meu ser, que não merece sequer um lançar de olhos. Mas, naquele dia, você chegou até lá e amansou essa porção sombria que eu carrego escondida. E, naquele dia, eu entendi o que é a real entrega a alguém.

Aquele dia, eu entendi o que as pessoas querem dizer quando falam que são as únicas no mundo. Porque, naquele dia, éramos só eu e você. Se tinha espectadores, figurantes e outros personagens em cena, eu ignorei o fato completamente. Porque, naquele dia, no meu mundo, só havia você.

Naquele dia, eu consegui te amar ainda mais e sentir isso em cada poro. Agradeci de olhos fechados, a Deus, ao destino, ao universo e a todos os outros seres mitológicos por ter você em minha vida. Naquele dia, eu vi que você me queria do mesmo tanto e jeito que eu te quero e, desde então, eu vivo aquele dia.

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