Numa visita rápida ao Rio de Janeiro com a família, decidimos fazer uma “pernada” até Paraty. Eu tinha muita vontade de conhecer a cidade, então, juntamos o útil ao agradável e fomos!

Preciso começar dizendo que Paraty é uma graça! Postei fotos no meu Instagram.

O centro histórico é um lugarzinho extremamente aconchegante e com uma variedade de restaurantes, bares e lojas. Ele é fechado para pedestres. Só recomendo que não ande por lá de chinelo porque as pedras podem tornar a coisa um pouco mais difícil (mas nada impossível também).

ONDE FICAR

Nós ficamos na Pousada Águas de Paratii. Uma delícia e com atendimento muito “de casa” – com direito a um gatinho chamado Rodin que vinha nos esperar na porta.

A pousada fica um pouco distante do Centro Histórico, não dava para ir a pé, mas nada que comprometesse a nossa estadia. Se você preferir, não é difícil achar hospedagem mais perto do centro (ou até lá mesmo) para ir caminhando até ele.

A Águas de Paratii tem piscina e fica localizada num braço de mar, onde há um pequeno cais. Caso contratássemos uma lancha para fazer passeio, dava para nos buscar ali mesmo. Como não foi o caso (leia mais abaixo), não utilizamos o espaço.

Eu não vi “hotel” por lá. Não na região, pelo menos. O forte mesmo são as pousadas: casarões adaptados ao turismo. Eu gosto do estilo. Deixa tudo bem aconchegante.

O QUE FAZER

Nós ficamos pouco tempo. Chegamos na terça por volta das 14h e saímos na quinta às 11h. Então, de passeio mesmo, só tivemos a quarta-feira, mas deu para aproveitar bastante.

Não dá para ir a Paraty e não fazer escuna para conhecer as praias mais distantes e mar cristalino! A Escuna Banzay é uma das maiores que vimos lá, com capacidade para 160 pessoas. Como não é alta temporada, estávamos em apenas 30. Então, o passeio ficou bem confortável a todos.

Dica: Chegue cedo (check-in até às 10h) e garanta um lugar no piso superior. Saída da escuna: 11h; Retorno às 17h.

As escunas variam as rotas e tamanhos. A Banzay faz três paradas: Lagoa Azul (mergulho), Saco do Mamanguá e Praia do Engenho. O passeio dura 6h e custa R$60 por pessoa (achei o preço ótimo). Tem snorkel para locação (R$20, pode ficar o passeio todo com ele), música ao vivo e restaurante. Consumação é paga separadamente.

Também tem uma fotógrafa que acompanha a gente o passeio todo. Como não estava cheio, ela conseguiu fazer (pasme) 85 fotos nossas! Compramos o DVD com as imagens tratadas já no dia seguinte. Além das nossas “poses”, ganhamos 60 fotos de paisagens para ficarmos relembrando a beleza de Paraty. Por sinal, as fotos desse post são desse DVD.

Foto: Lagoa Azul

O centro histórico também é um lugar onde você consegue passar horas. Caminhar a noite é super agradável. Os restaurantes são ótimos, atendimento sensacional e as lojas ficam abertas até mais tarde. E, pelo visto, sempre tem alguma coisa cultural rolando na cidade… Estavam montando uma exposição de fotos na praça central, mas não tivemos tempo de ir.

Não vejo problemas em levar crianças a Paraty. As praias não são de ondas e a água é transparente. Praias calmas também.

ONDE COMER

Nosso primeiro almoço foi num pequeno restaurante chamado Chafariz, onde comemos moqueca de peixe e filé de peixe ao molho de camarão. Esses dois pratos deram super certo para quatro pessoas.

A noite, já que almoçamos tarde (e bem), fomos de pizza num barzinho chamado Prosa na Praça. Ali tivemos o primeiro contato com o “Afogado de Brigadeiro”, uma sobremesa deliciosa de ganache de chocolate, sorvete, chantilly e morango. Engordei só de lembrar…

No dia seguinte, que foi o dia de escuna, não almoçamos. Petiscamos a bordo mesmo e deixamos para jantar no Benditas (onde o Afogado foi criado). Esse restaurante já era um pouco mais requintado e com preço que acompanha, mas de forma justa. Apesar de servirem porções individuais, conseguimos dividir – e ainda assim, sobrou um pouco em cada prato.

Não dá para ir para Paraty e não tomar cachaça – e voltar com umas garrafas na mala. Fomos ao “Empório da Cachaça“, onde a variedade de bebidas é imensa, além de geleias e molhos de pimenta. Paraty tem a 3ª melhor cachaça do Brasil, a Paratiana.

Outra que é fortemente procurada por lá é a Gabriela, com toque de cravo e canela. Com ela, tem uma caipirinha típica chamado Jorge Amado, com limão e maracujá (receita na imagem abaixo). Fica uma delícia! Por sinal: considerada a Terra da Cachaça (do Rio de Janeiro), eles são especialistas em caipirinhas! Recomendo a troca da cerveja pelas especialidades da casa.

COMO IR

Alugamos um carro na Localiza. A van da locadora nos busca no aeroporto (Tom Jobim ou Santos Dumont) e nos leva para pegar o carro. Deixamos para viajar mesmo no dia seguinte à nossa chegada à Cidade Maravilhosa, já que do Rio a Paraty são, aproximadamente, 3h/4h na estrada.

Saindo do Rio de Janeiro, passamos por três praças de pedágio. Na serra, muitos radares de velocidade e pista simples, mas boa. Porém, me impressionou como o pessoal é imprudente e faziam ultrapassagens em faixa contínua e até em ponte. Não seja essa pessoa!

O bom de ter ido de carro é que facilitou muito a nossa locomoção por lá. Como eu já disse, estávamos um pouco distantes do centro histórico e precisávamos do carro para ir até lá. No dia de escuna, resolvemos deixar o carro na pousada e ir de táxi, mas achamos muito caro! Os preços são tabelados. Para andar 2km (cerca de 10min), nos cobraram R$30 o trecho.

Tem muita – repito com ênfase – MUITA gente com bicicleta, mas não vi nenhum ponto de locação de bike… Imagino que exista.

RESUMINDO

Paraty foi uma surpresa deliciosa em terras cariocas. Eu já sabia que era bonita, mas confesso que não esperava tanto. Gostei mais que Búzios. Não só pela beleza, mas pelo balanço geral. A simpatia de Paraty é irradiante.

Acho que voltaria para ficar mais uns dois dias… Aproveitar mais o centro histórico e a própria pousada. Mas, para um primeiro contato, foi delicioso!

 

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