Conheci o Teddy Almeida por acaso, como geralmente acontece. Fomos figurantes em um comercial (don’t ask!) e começamos a conversar. Eu, já noiva empenhada em organizar o casamento. Ele, empolgado em começar a criar asas no projeto de filmmaker. Pouco tempo depois, estávamos fechando contrato para ele registrar nosso dia (meu e do Vilmar).

De lá pra cá, desde o nosso 19 de novembro, muita coisa aconteceu. Coisas, aliás, que não queríamos ou esperávamos. Vil precisou recomeçar o tratamento contra leucemia e ontem, internou para uma nova rodada de quimioterapia. E ontem também foi dia de receber os nosso vídeos. Teddy me trouxe o pen drive a tarde e eu fiquei encarando aquela caixa até a noite, porque eu não queria ver sozinha. Quando terminou o expediente, fui pra casa pegar o notebook e corri ao hospital.

O Vil, meu Superman, estava vendo TV quando cheguei. Montei o aparelho para assistirmos tudo. Ele na cama, eu na poltrona ao lado. As mãos, dadas. E demos o play no trailer.

Eu já estava com os olhos cheios de lágrimas só com essa demonstração do que viria. O short film (que tem cerca de 30min) me fez chorar de vez. Revi cada detalhe da decoração. Cada rosto de família e amigos. Ouvi, enfim, como ficou a minha música de entrada (no dia, eu estava muito nervosa e não consegui me ater à terra). Vi cenas que, no dia, passaram despercebidas. Lembrei de conversas que tive. Do nervosismo que senti antes de dançar a valsa (eu não sei dançar NADA).

Assistir aos vídeos – e rir com eles, principalmente com o arquivo de cenas excluídas – me levou para longe do hospital. Me transportou de volta àquele dia tão lindo e tão especial. Reacendeu a certeza de cada afirmação do que eu disse ao Vil nos meus votos e do que eu ouvi dele.

Engraçado que, quando eu estava no início dos meus planejamentos, eu já tinha excluído a hipótese de contratar equipe de filmagem. Achei que não seria necessário. Mas ao assistir cada um deles, dei graças a Deus que mudei de ideia – aliás: que o Teddy me convenceu de que esse registro seria importante.

O pen drive está guardado na caixa em que veio. Eu só adicionei um “Leca e Vilms” na tampa e coloquei as fotos da lua de mel junto. Uma caixinha de lembranças. Uma caixinha de lembretes de que a gente está junto para o que der e vier. Uma caixinha com uma pequena demonstração do que já vivemos – mas que ainda tem muito espaço a ser preenchido.

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