Eu tinha um plano e era bom. Seguia a linha “é o sonho de toda garota”. Mas não aconteceu. Foi difícil. O coração doeu. A cabeça pirou. Mas a vida não quis nem saber e seguiu… Aí, eu tive que me virar para não ficar para trás.

A gente fica desnorteado quando os planos dos quais a gente dependia vão por água abaixo. Fica tentando retomar, refazer, reajustar, readequar. Mas quando não é pra ser, os “res” não adiantam. O jeito é mudar o foco, começar do zero. Entre um plano e outro, a gente vê que sobrevive e aprende. Nossa, como aprende!

A primeira lição é: a qualidade do plano não garante sua execução. Sempre vai ter algo que você não previu. Repito, SEMPRE.

Você queria sol, mas choveu.  Você queria chegar cedo, mas o pneu do carro furou. Você queria agora, mas está em falta. E isso nos leva ao segundo aprendizado: Não tenha cartas na manga (porque isso também seria planejar). O segredo é saber improvisar naquele vácuo que fica.

Planejar é bom, porque é uma forma de concretizar sonhos. O problema é quando nos tornamos dependentes deles. Temos que nos apegar, sim, mas não esquecer de que nada é ou está garantido.

No intervalo dos planos, você vai descobrir coisas sobre si que jamais imaginou. Força física e mental. Novos talentos. Novas oportunidades. Talvez, até uma nova vida. Vai depender de você. E, em cima dessa junção de novidades, vem o projeto – com 50% de chances de dar certo.

Planejamentos são bons, mas não planeje demais. O melhor é viver das surpresas.

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