Confesso: sempre fui medrosa. Não é difícil me ver com medo… Basta por um trailer de filme de terror para me ver fechar os olhos, agarrar o braço mais próximo, pular da cadeira e, para completar o pacote, me fazer passar a noite em claro.

Outra coisa que me dá calafrios é agulha. Injeção ou vacina, só quando não aguento mais me entupir de remédios. Me debato até hoje, mesmo adulta. Faço ceninha, peço uma mão para segurar e, ainda sim, é bem provável que eu chore. Vergonhoso, eu sei.

Mas, ultimamente, o que tem me botado um medo grande de danar não são monstros, seres sobrenaturais nem instrumentos médicos. Meu pavor agora se origina em uma pergunta: A “E você?“. Tremo mais que vara verde só de pensar em fazê-la…

E você?” abre um leque de possibilidade de respostas, por
isso a fobia. Prefiro o silêncio a palavras que podem destroçar a gente.
Tudo bem, talvez não seja a lógica mais sensata ou correta, eu sei, mas
ainda não estou pronta para ouvir um possível “Não”. “E você?” pode ser o comando que libera o Kraken contra mim.

Acho que sentir medo é algo já impregnado em mim. Não leve a mal, tá? É que eu sou assim mesmo.

Tenho medo de ir devagar ou rápido demais. Medo de ir e você não aparecer. Medo de ser de mais ou de menos. Tenho pavor saindo pelos poros e sentimentos misturados circulando pelo meu sangue, bombeados pelo coração e me percorrem toda.

E, pelo jeito, a tendência é isso aumentar, porque eu já tenho medo de ficar sem você. Me apaguei à nossa imagem juntos. Gosto quando somos “nós”. Gosto muito por sinal. E voc… Deixa pra lá.

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