*Texto da leitora Joyce Souza da Silva, do blog Entre Galáxias

Nem sonhos, nem chocolate, nem donuts resolvem mais (se é que um dia funcionaram). Talvez só em filmes mesmo. E acredito que bebedeira só irá fazer sua voz ecoar mais ainda na minha cabeça. Aquela voz despreocupada, que me faz dar risada de madrugada, porque eu me lembro de tudo. Tudinho que passamos. E fico imaginando o que virá, quando, na verdade, eu queria que você estivesse aqui.

E quando você decidir vir, me toca. Me toca inteirinha. Cumpre as mordidas e suspiros que prometeu, que eu cumpro o cafuné. Me deixa sem saber o que falar de novo. Mas assim, olhando no olho.

Me deixa te convencer de que caixa é bem melhor que prateleira e me guarda lá dentro. Não me tira mais, pra quando a saudade bater, você abre. Me lembra. Me lambuza. E contorna meu quadril com sua boca, num mar de beijos.

Deita aqui. Me deixa te observar dormir. Deixa seu cheiro em mim inteira. Prometo não puxar seu cabelo. E se quiser, eu te faço companhia quando sua insônia decidir te perturbar. Faço chá. Assistimos um filme sem filme. Porque o que eu quero mesmo é me enroscar todinha em você. Emaranhar-te nos meus cabelos. Te fazer entrar numa galáxia. Galáxia essa, que não tem paz. Só bagunça. E tudo o mais, fantasia, porque o mundo real é muito duro.

Eu posso te levar lá: Pro meu espaço. Pra minha bagunça. Se quiser, é claro. Posso bagunçar seu mundo? Porque você já bagunçou o meu todinho.

Bagunçou quando me fez deitar na cama e me fez rir. Quando me pediu arranhões e pra tirar a roupa só pra você. Quando me pediu selinhos e beijos, e me chamou de chata quando não retribui. E bagunçou ainda mais quando perguntou se isso era paixão. Era. É.

Quando você sonhou comigo que a gente conversava sem fim, e eu passava a mão no teu cabelo, e você acordava. Deixa eu  te bagunçar? Te virar do avesso. Tomar banho na chuva, e te levar pra cama ainda molhado. E confundir seu suor com a água. Só não prometo que não irei embora porque eu sou das estrelas. E as estrelas cadentes são como os aviões noturnos: Podem voltar ou não. Depende de você me pedir pra ficar e me beijar, ou confessar que já paixão.

Nem precisa ser amor. Confessa, vai? Nem precisa me chamar de linda. Confessa que é paixão. Porque, pra mim, já é faz um tempão.

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