Eu não sou sua inimiga, moça. Não me odeie só pelo título que carrego – mas isso também não é um convite para me conhecer melhor. Só me deixe estar, assim como eu a deixo. Acredite, eu quero o mesmo que você: que ele seja feliz. E eu abri mão de estar ao lado dele visando esse objetivo.

Veja bem: Não é fácil fazer esse pedido sair da garganta (que você o faça feliz ao invés de mim), pois o que me acometeu não foi falta de amor, mas o excesso dele. Eu sabia que eu era uma bomba relógio e ele não merecia ser uma vítima minha. Botei-o para correr, sim, e bem a tempo: ele não me viu explodir, nem os escombros deixados. Ele não me viu sucumbir. Ainda bem.

Não digo isso por orgulho. Mas eu sei que ele sucumbiria comigo. Eu queria dizer, com todas as letras, que consigo passar os dias sem me arrepender. Mas tem dias que eu faria de tudo para voltar atrás e agarrá-lo com força, deixando junto a mim no momento crítico. E eu sei que, à época, ele estaria disposto a permanecer. E, doce como é, ainda me daria um último sorriso e um beijo antes de tudo deixar de ser.

Eu não podia ser egoísta daquele jeito. Talvez ele não tenha entendido na hora, mas deixá-lo foi o meu sacrifício de amor. E que sacrifício… Por isso, moça, o que eu quero te dizer é: Eu sei o que você tem em mãos e, por isso, peço: Cuida bem do que o destino te entregou de presente. E deixa ele ser feliz, tá?

 

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