Quando se trata de nós dois, a voz na minha cabeça sempre grita: “Saia daí agora!“. Mas meu corpo e meu coração imploram por mais de você. E, contra a minha razão, eu fico (com um peso nos ombros por saber que, mais tarde, vou me arrepender. E muito, porque você é um mistério do pior tipo: aquele que entretém e dá vontade de ir até o final, mesmo com medo).

Eu queria muito ter o poder de desvendar os seus pensamentos. O que passa pela sua mente quando eu durmo em seus braços ou quando eu o procuro para contar que dia de merda eu tive. Que pensamento está por trás desse seu sorriso, afinal? Meu coração está nas suas mãos, e você prefere seguir fazendo malabarismos como se estivesse num espetáculo de circo ao invés de cuidá-lo.

E me dá pena vê-lo brincar desse jeito. Pena de mim, que fico esperando que, logo, você vai parar com os truques e, enfim, tomá-lo para si. Pena de você, que fica evitando algo bom tão perto de você. Pena que nós, que poderíamos ter algo invejável.

Eu tô cansada de perder tempo… De ver meu coração ir ao alto com você e, em seguida, tão próximo ao chão. Já não aguento mais essas emoções de montanha-russa e de ficar tão impotente, já que é você quem dita o ritmo da graça. E não dá mais pra ficar assim…

Então, me devolve, vai… Devolve tudo que é meu. Vamos fechar as cortinas do show (que só você sabe para quem é) e vou embora, seguindo o conselho da consciência. “Continue andando, não olhe pra trás“, ela me diz. E eu continuo, meu bem… Até os meus pés cansarem.

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