*Texto publicado originalmente no Entre Todas as Coisas

Te vi no bar e logo quis puxar papo. Você é um cara bacana, bonito, tem uma conversa legal e suas tatuagens são o toque especial. Não demorou muito para eu querer sair dali e ir “para outro lugar”. Mas já aviso: eu não quero nada além disso. É: Eu não quero ser sua namorada. Não quero dormir de conchinha, nem apresentar você aos meus pais.

Sabe, eu já superei aquele medo por ouvir a temida frase: “Ai, amiga… Ele só quer te comer”. Hoje em dia, eu diria: “Tudo bem. Porque eu só quero dar”.

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Não é libertinagem, muito menos vingança do gênero. Mas, assim como os homens, mulheres também sentem atração física e tesão. E não entendo por que, em pleno século 21, ainda nos “obrigam” a sentir isso apenas pelos namorados e maridos.

A questão é que somos seres humanos e temos as nossas necessidades, sexualmente falando. Por que raios, pra gente, isso é considerado errado? (Argh, como eu detesto essas divisões extremistas de ‘certo’ e ‘errado’). Se isso me faz diminuir as chances de ter um namorado, eu só digo que: eu jamais me relacionaria com um cara com esse tipo pensamento. Vivo em 2015 e não em 1920.

Então, meu querido, vamos terminar essas bebidas e ir logo ao que interessa – para nós dois. E, depois, cada um segue o seu caminho. Pode ser que a gente se encontre de novo, mas tô sem nenhuma pretensão no momento. O que eu quero mesmo, agora, é esta noite e nada mais.

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