Postagem coletiva do grupo Escritores na Era do Compartilhamento, com o tema: “Recomeço”.

Eu ainda estou no chão empoeirado em que você me largou. Meus olhos viram seus últimos passos, mas meu coração não aceita. “Esperança é a última que morre”, mesmo quando a gente tenta, com todas as forças, sufocá-la. Ela é persistente.

E na imundice das suas mentiras e jogadas, eu espero ela fraquejar e desistir de mim. Desistir de você. Ir embora do meu corpo, levando consigo o que, uma vez, foi o amor que tive. Ele era lindo, por sinal (pelo menos, para mim).

Mas você foi e me arrancou a beleza dos dias. Abruptamente, meu mundo ficou cinza e as cores que enfeitavam minha rua, ficaram frias. A paleta desbotou e a tinta que pintava o meu sorriso escorreu.

Só que eu não estou aqui para te falar que sou vítima. Posso ter sido… Até a história, como todos os roteiros, ter uma revira-volta. Eu poderia ter ficado deitada e sem forças, sim. Mas quando a esperança da sua volta, enfim, morreu, veio uma força para substituí-la. E eu me levantei.

Fiquei alta, como você jamais me deixaria ser. Cheguei ao recomeço depois de lançar você no esquecimento. Foi como me soltar de uma âncora. E, agora, voltei a navegar pelos mares como se nada pudesse me parar.

Não quero vingança, não se preocupe. Sou maior do que isso. Eu prefiro simplesmente não saber mais de você. Se está bem ou não. Se está com alguém ou não. Não me interessa. Faça o que bem entender. Não te desejo nem bem, nem mal. Mas, para mim, ah… Para mim, eu desejo toda a felicidade do mundo. E é atrás disso que eu sigo recomeçando.


Postagem coletiva – Leia também
(links serão adicionados aqui conforme forem publicados):

Tudo novo, de novo, por Nathalia Moraes
Quando a gente recomeça, por Sâmela Faria
Outros dias virão, sempre, por Juliane Rodrigues

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