Boa parte desse caminho não é novidade para mim. Já o fiz numa outra época, mais nova e menos experiente. Mais insegura e cheia de dúvidas. Cheia de medo. E eu nem estava sozinha para me sentir tão frágil e amedrontada…

Me senti uma derrotada quando o temor foi mais forte que eu. Saí da estrada, abandonei a trilha e peguei um atalho que parecia ser mais fácil e com menos monstros aterrorizantes. Mal sabia eu que as noites lá eram ainda piores. E, para dificultar: aí, sim, eu estava só.

Quando você me achou, eu estava tentando voltar para o caminho já fazia um tempo. Por arrependimento. Por ver que o trajeto que parece ser menos penoso era pura ilusão. Eu estava cansada, desnorteada. Mas nos pegamos pelas mãos.

Confesso que quando vi a estrada novamente, a espinha gelou. Será que eu estava pronta dessa vez? Será que, uma vez mais, eu me acovardaria? Eu não contava, porém, com as armadilhas que encontraríamos no caminho. Com isso, não tinha tempo para sentir medo.

Fomos derrubando cada muro que se erguia em nossa frente até eles ficarem pequenos o suficiente para passarmos por cima sem tropeçar. E caminhar ali finalmente se tornou natural para mim.  Mas tem que ser com você.

Eu não tenho mais medo. E é graças a sua presença. Os monstros ainda estão por aí, vigiando, tentando acertar alguns golpes e pregar peças. Só que, dessa vez, eu não quero fugir. Eu quero é encarar cada um, olhar nos olhos e comprar a briga. Dessa vez, eu tenho você e escapar não é mais uma opção.

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