Hoje eu acordei com coragem para dizer “eu te amo” e enfrentar o possível silêncio de retribuição. Hoje, resolvi aceitar que você não precisa falar o mesmo. Ninguém é obrigado a amar o outro. O que eu não posso mais é deixar isso engasgado e desbaratinar com assuntos aleatórios para ver se o caroço some da garganta.

Ele pulsa. Faz doer todo o peito todo. E parece que, quando tento engolir, ele expande para tentar reverter o caminho. Não descia com água, cerveja, vodca. Só tinha um caminho para sair. Por isso, sem mais ter o que fazer, eu preciso tirar isso de mim: Eu preciso dizer que te amo.

Acho que a pior parte de guardar o “eu te amo” era não saber como você reagiria. Ao mesmo tempo, era exatamente esse motivo que não me permitia verbalizá-lo. E se você disser que me ama também? E se você disser que não me ama? E se você sorrir? E se você fugir? E no meio de tantas possibilidades, me veio a solução: Mas quem, em sã consciência, não gosta de ser amado?

Medo de amar é uma coisa, mas nunca vi alguém negar o amor do outro – até por que ninguém tem o direito de fazê-lo. O amor é meu e eu dou para quem eu quiser, quer você goste ou não. Amor não é nocivo nem é tóxico pra gente ter tanto medo dele assim. Tratá-lo como se fosse um vírus. O novo mal do século.

Eu preciso dizer que te amo não para ter você em meus braços, me jurando o “para sempre” enquanto me enche de beijos. Eu preciso dizer que te amo porque eu não quero mais ficar no mesmo lugar. Tirar esse peso me faz voltar a andar – sozinha ou acompanhada. Venha o que vier. Mas era um capítulo a ser encerrado (ou iniciado). Estagnação não é pra mim. E talvez nem você, me aconselha a razão.

Se você não vier, vai doer. Vou chorar. Ouvir músicas de amor para me torturar um pouco e, um belo dia, vou amanhecer bem. E você, vai saber do amor que tive, mas que nunca o sentiu. Eu preciso dizer que te amo porque assim, só assim, eu serei feliz, não importa qual seja o resultado.

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