Você não tem o direito de ir embora agora. Eu deixei você entrar e se acomodar, então, fica. Porque não é justo…

Eu te avisei que há muito tempo ninguém vinha assim… Te avisei que eu estava bloqueando todos para o lado de fora, mas você conseguiu passar pela porta. Então, não me venha com essa de que já tem que ir.

Ainda tenho tanto para te mostrar… O resto da casa, as minhas fotos de infância. Tenho que te ensinar o macete para abrir a janela da cozinha, que sempre emperra na metade. Você ainda nem viu como o pé de manga fica carregado no verão…

Você prometeu cuidar de mim. Não quebre essa promessa. Não seja mais um a fazê-lo. Fica, porque eu já acostumei com você aqui. Fica, porque a nossa música já vai tocar e você me deve uma dança. Fica, porque a gente tem que terminar os planos daquela viagem. Fica, porque eu preciso. E porque você quer. Eu sei disso…

Esquece os outros compromissos. E, se tiver outro lugar para ir, me leva junto. Vamos chegar de mãos dadas e sentar lado a lado. Vamos ficar nos olhando com aquele olhar bobo e ficar vermelhos. Em seguida, me beija na bochecha e me vê sorrir encabulada. Me vê sorrir com os olhos. Me vê sorrir com você.

Ah, fica, vai… Não precisa ter pressa para ir. Aliás: Não precisa ir nunca mais.

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