Olha, eu ACHO que não tem como soltar spoiler, né? Em todo caso, se você não conhece a história, nunca assistiu o desenho, aconselho voltar depois. E, mesmo que você tenha visto, há cenas adicionais. E, dessas, não tecerei comentários para não estragar nada.

Ontem, finalmente, fui assistir A Bela e a Fera, versão live action (estrelado por Emma Watson) do desenho de 1991. É meu desenho favorito – eu tenho tatuagem da rosa encantada na perna e “Tale as Old as Time” foi a música das alianças no meu casamento. Por sinal, aqui já destaco minha primeira surpresa: Ariana Grande e John Legend fizeram uma nova versão linda da canção original. Obrigada por não gritar, Ariana.

A produção é impecável. Eu ainda estou sem palavras e meio boba com o filme. É lindo, é saudosista, é mágico. É Disney. Esse filme não foi feito para crianças. Não por classificação indicativa, mas porque pega no coração de quem cresceu com a geração das Princesas. Ou seja: os trintões de hoje (não que eu seja trintona… ainda).

O filme tem algumas novidades, entretanto. Mudanças que me agradaram, já que não estragam ou comprometem em nada a história que conhecemos. Na verdade, essas cenas e canções extras nos fazem criar um vínculo emocional ainda maior com os personagens principais, porque se aprofundam no histórico de cada um.

Bela também está levemente diferente. Eu já gostava dela porque ela não era uma menina frágil. A “princesa” sempre foi uma inspiração para mim – já falei sobre isso aqui. Mas, por ser uma importante porta-voz do feminismo mundial, Emma Watson pediu alguns detalhes adicionais que fariam a diferença: Bela não usa sapatilhas, mas botas. Afinal, como é que ela poderia correr e fazer os serviços com o pai usando sapatos tão delicados?

Bela é criativa. Inventa. Ensina outras meninas a ler. Continua sonhando com uma vida além do vilarejo de mente pequena. Enfrenta a Fera. É destemida. E, tenho certeza de que isto também faz parte do feminismo de Watson: em um determinado momento do filme, a personagem afirma, com todas as letras: “Eu não sou uma princesa“.

As músicas… Ah, as músicas! Musicais mexem com meu coração de uma maneira sem igual. Eu não sei nem explicar, mas é algo tão forte e tão maravilhoso que eu só soube expressar com palavrão durante o filme. É maravilhoso demais. Envolve a gente (ou eu, pelo menos) de uma forma…

É o tipo de filme que você compra o DVD depois. Que não dá pra se contentar apenas com um Torrent baixado. É pra guardar na prateleira e assistir quando você estivar meio desenxavido. É pra rever quando você precisar de algo bonito para acreditar outra vez.

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