Na época de escola, tinha um amigo super apaixonado pela namorada – não que ela merecesse um terço daquele sentimento. Quando ele não estava por perto, nossa conversa era sobre o casalzinho, porque não aceitávamos que nosso amigo estivesse tão perdidamente cego por essa menina que aprontava poucas e boas – e ele sabia.

Até que eles terminaram. E voltaram. Terminaram. E voltaram. Aquele típico relacionamento ioiô. Em um dos términos, ele conseguiu se interessar por outra moça e até tentou sentir por ela o que sentia pela ex. Mas vi que era em vão, principalmente quando ele me ligou e disse: “Ela é ótima, mas não é a Carol“.

Hoje, eu o entendo. Todos temos uma “Carol” no histórico amoroso. Algo que não se explica, só é sentido (muito intensamente). E é essa intensidade que sempre nos leva de volta à gravidade daqueles seres. Ela é viciante e sempre queremos mais uma dose. Mas não se engane: Cada gole dessa união é tão delicioso quanto corrosivo.

Meu conselho? Negue a próxima rodada e todas as seguintes. Vai doer. Provavelmente, este será o “não” mais difícil de dizer. E, sim, haverá a fase de abstinência. Você vai querer ligar, mandar mensagem, puxar conversa sobre o tempo só para ouvir aquela voz novamente.

Não seja puxado novamente ao buraco negro. Liberte-se. Voe para longe, como estrela cadente, e conheça outras galáxias. Em uma delas estará o seu sol.

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