Eu nunca quis me apaixonar por você. Porque sabia que seria complicado. Porque sabia que eu iria terminar assim: desistindo. 
Deus sabe como eu tentei evitar. Te negar. Mas o “não” ficava na garganta e me rendia aos seus prazeres. Aos nossos beijos. Às minhas fraquezas.

Será que você sabe o quanto esse tipo de sentimento faz a gente viver em contradição? Eu me odiava por amar você. Mas aquilo me consumia como fogo e eu queimava meio às suas chamas. Fui morrendo aos poucos e você ardia e aumentava conforme sugava o meu oxigênio. Você é incêndio mesmo. Silencioso e destruidor. Belo e perigoso. E eu sou mais uma de suas vítimas, que inalou sua fumaça tóxica…

Foram tantas perguntas não feitas… E me faltaram tantas respostas suas, nos seus gestos, nos seus olhos. Onde estava a sua reação quando me via encolher?

Pra mim, chega. Não aguento mais essa condição de ser cada vez menor. Eu amo você, mas não posso nem quero mais te amar. Por isso, eu vou. Que Deus me dê forças, porque eu falo sério.

Poderia ter sido diferente. Eu estava aqui pra você, meu amor. Você não percebeu a minha presença e a disponibilidade do meu coração para ser só seu. Eu teria ido com você para o mundo, mas eu desisto de tentar chegar até você.

Você continua calado. Será que me vê tão insignificante que é só o seu silêncio que me sobra?

Sair dessa casa nunca foi tão difícil, mas saiba que, ao fechar aquela porta, será pra sempre.

Diz alguma coisa! Reage! Pede pra eu ficar. Grita que precisa de mim. Me segura e não me deixa ir adiante com essa ideia de te deixar pra trás. Você continua imóvel. Frio, como sempre e mais distante do que nunca.
Diz alguma coisa. Um adeus, pelo menos… Só para eu guardar o timbre da sua voz, nem que isso me rasgue o coração novamente.

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