Sabe quando parece que tem uma mão por dentro do seu peito e apertando, sem dó, o seu coração? Quando parece que ele está refém de uma adaga? Quando tem uma dor aguda por ele todo? O meu está assim. E, sob a pressão dessa condição, ele bombeia para fora o que estava na borda. Extravasa para tentar se livrar do esmagamento. Ele precisa voltar a ser pequeno para caber no espaço que lhe é por direito.

Não é difícil cuidar dele, acredite. Apesar de ser revestido em fragilidade, ele resiste. Um pouco trincado em alguns lugares – por isso, já adianto o aviso de cuidado com possíveis cortes acidentais. Mas pode segurá-lo. Cuidá-lo. Tê-lo para si. E, se não for pedir muito, arrume-o se puder (e quiser). Eu já tentei por conta própria, mas não sou jeitosa suficiente. Seu tato parece ser mais delicado que o meu.

Amansa ele, por favor? Ele anda meio na defensiva. Tenta convencê-lo de que está tudo bem agora e que você vem em paz. Levanta a bandeira branca e tenta se aproximar. Cola nele. Abraça. Mostra o que é carinho de verdade. E, se ele começar a retribuir, parabéns. Você conquistou quem eu julgava ser indomável.

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