E aí você saiu. Depois de tanto ameaçar que ia, realmente foi. Sem beijo de despedida. Sem monólogo dizendo que não conseguia mais ficar. Você simplesmente foi… Sem nem me deixar entender o por quê.

Talvez todos os sinais estivessem ali, escancarados na minha frente. Mas sabe o que dizem sobre amor e cegueira… Perdi os seus avisos e me perdi no vazio (para mim, repentino) que restou.

Nas nossas idas e vindas, eu sempre sofri para superar você. Dessa vez não foi diferente… Foi difícil esperar o dia em que você passaria. O dia em que você não doeria mais. Agora é lembrança de um tempo turbulento com alguns bons momentos.

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Entretanto, no meio do caminho, percebi que, sem você, me faltam as palavras. A dor servia de tinta para os meus escritos. Para as minhas cartas aos seus olhos, apesar de nunca as terem lido.

Mesmo longe, ainda sou sua refém. Não quero ser presa a você assim. Tira a pedra de cima da minha inspiração e me deixa escrever sobre coisas boas também. Me deixa vivê-las. Me deixa.

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