Quando pego o violão para compor, não sei bem o que eu procuro. Vou brincando com as notas no braço do instrumento até uma delas soar perfeita. Até eu pensar: “É isso!” e a repito várias vezes para gravá-la em mim. Ela me preenche, me dá uma satisfação que não sei explicar. Ela é certeira.

Por que eu tô falando isso?
Bom, é que você é a minha nota. A que faz diferença e sobressai na minha melodia.

Se fôssemos uma pintura, poderia dizer que você é minha cor complementar… Sei lá!  Há tantas metáforas pra tentar explicar que você me completa. Mais do que isso: Você me preenche. Pegou o espaço oco que havia em mim e se guardou ali. Se aconchegou.

Não sei quem abraçou quem primeiro e mais forte. Mas, ó… Não solta não, tá? Fica assim e canta a sua música no meu ouvido, pra eu ouvir e ninguém mais. É que, pra mim, um “eu te amo” sussurrado fala mais alto do que um grito.

E assim, toco suas notas até criar a perfeita harmonia: A nossa música, que se repete nas almas a cada encontro e vira trilha sonora dos meus melhores dias.

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