A verdade é que eu esqueci que você tinha que ir… Deixei a cabeça e o coração irem além do tempo e agora ficou mais difícil de aceitar que chegou a hora de você partir. Me acostumei com você e o desapego é doloroso.

Eu sei que você precisa, mas eu queria que você desejasse não ir. Não quero dizer as palavras de despedida. Não quero um “até breve“, mas um “oi, abre a porta. Já tô aqui na frente“. Não quero dormir sozinha nas tardes de domingo, mas com o seu pé gelado encostando na minha perna e sua mão na minha cintura.

Mas, já que sua partida é certa, diz que vai levar uma blusa minha com meu perfume, pra não esquecer o meu cheiro. Fala que pegou uma foto minha e vai deixar bem à vista, pra eu não virar um rosto estranho. Manda uma mensagem dizendo que o seu peito já tá explodindo de saudade de mim, do meu riso, das besteiras que eu falo o tempo todo, do meu jeito estabanado.

Ei, você já vai? Então, me dá mais um abraço inesquecível, um afago na bochecha e um beijo na testa. Faz as malas e brinca que eu não coube nela. Diz que você volta… Que vai ser mais rápido do que a gente imagina. Diz que volta e volta logo, porque meus dias mais bonitos estão indo com você.

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