Peguei uma marreta e pus abaixo a muralha dos meus valores e conceitos. Aquela fortaleza não existe mais. Foi doído, mas necessário. Cada pancada era um novo modo de ver o mundo. Os buracos se tornaram janelas, até não haver mais nenhum obstáculo. Até tudo ter virado pó.

Antes, eu não permitia que os impuros chegassem. Que os culpados sequer se aproximassem. Até que me vi num patamar igualmente pecador. Cansei da hipocrisia e derrubei os tijolos, um a um. E meu castelo agora está acessível ao que for. A quem chegar.

É uma manobra arriscada, eu sei. Mas, aos poucos, conforme as idas e vindas forem acontecendo, saberei definir quem eu quero dentro e quem deverá ser banido para sempre. E assim uma nova brigada se forma. Mais baixa e com mais pontes, mas ainda assim, defensiva. E, mais importante, sob o meu comando.

Agora, eu quem decido como será a construção. Eu que ditarei as ordens enquanto o novo muro é erguido. 

Eu sou o senhor do meu destino. Eu sou o capitão da minha alma“.

Eu. E ninguém mais.

Comments

comments

Powered by Facebook Comments