Já ouvi tantas vezes que amor é um campo de batalha…. Bobagem. Amor é um espaço feito para um piquenique ao por-do-sol. Quem opta por lutar somos nós, porque o ser humano tem essa tendência estúpida de fazer guerra. Deixa as armas pra fora. A armadura também. Vá despido de qualquer arsenal bélico.

Nossa falha (e, consequentemente, decepção) está em querer o fantástico. O extraordinário. Nossas expectativas se baseiam nos roteiros dos cinemas e best-sellers. Aquilo que nos vendem não é amor, é fantasia.

Veja bem: Não desacredito em grandes declarações, mas o amor do dia-a-dia não vai ter flashmob no parque em um dia ensolarado. Vai ter um sofá, dois travesseiros e um filme – nem sempre bom – na televisão. Ah, e uma louça na pia esperando ser lavada.

Amor é simples. A gente é que o torna complexo. Esquecemos como se aprecia os atos miúdos, como quando ele puxa o cobertor porque viu que você está arrepiada de frio, seguido por um beijo na testa ou na bochecha.

Não se deixe cegar nem confunda a fantasia com amor.

Amor, por mais romântico que seja, é pé no chão. É saber que nem sempre vai ser fácil. É criar expectativas, sim, mas não irreais. É sonhar, mas não viver no sonho. É aquele jantar surpresa que deixou você queimar, as risadas que vieram na sequência e a pizza que substituiu o frango destruído.

Sei lá… Não quero o “amor” de Hollywood. Quero aquele da sorveteria, da tarde tediosa de domingo, do brigadeiro de panela, do dormir na mesma cama mesmo depois da discussão besta, dos pedidos extras no mercado.

Se não for assim, com essas pitadas de realidade, não é amor. E se não for amor, que passe longe de mim.

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