Eu tava aqui pensando com meus botões e cheguei a conclusão de que você pode se apaixonar por mim. Não precisa achar que é má ideia. Não é, não. Pode se permitir…

É que eu pensava que não tava no momento, sabe? Assim como você, eu também tenho lá os meus traumas desses tais amores e paixões. Aí não ia dar certo eu cuidar de mim e de você. Me esquivava tão bem quanto você de todos e quaisquer sentimentos mais profundos.

Até que me vi curada. Do nada! Ou, pelo menos, pareceu ser. Um dia acordei e nada mais doía ou sangrava. Não tinha nenhum hematoma ou suturas. Só um medo ou outro tinham ficado. Aquele receio de se ver numa situação igual a de antes. E isso eu não quero não, viu?

Resolvi arriscar por o nariz pra fora da porta sem os curativos ou protetores. Sabe aquela sensação que você sente quando tira as rodinhas auxiliares da bicicleta? Dá medo de cair e se ralar todo no asfalto, mas quando você percebe que consegue, quer pedalar o mais rápido que suas pernas podem aguentar.

E foi assim. Quando eu percebi que você era diferente, eu só fui (sem freios) para essa nova paixão. Então, você pode vir também, tá? Se essa vontade existe, deixa ela se concretizar. Não vai ser tão ruim quanto parece…

Eu queria prometer que nunca vou te machucar, mas sou humana, e “ferir” parece que faz parte da nossa genética… Mas vai ser sem querer. Sem intenção. E eu vou fazer de tudo pra reparar a palavra mal dita. Esses problemas pormenores vão acontecer, não tenho como impedir. Mas juro que farei os bons momentos serem mais marcantes.

Dito tudo isso, só quero te lembrar que tudo bem se apaixonar por mim. Não é má ideia. Aliás, é brilhante.

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