Para ler ouvindo: Love, love, love – Of Monsters and Men
“You love, love, love, when you know I can’t love you”

Às vezes não temos como fugir das frases clichês. Esta é uma dessas situações, mas eu te garanto que, apesar de piegas, é a mais pura verdade: Não é você, sou eu. 


Você chegou numa época complicada. Estou emocionalmente inacessível, portanto, não goste de mim. Não vou conseguir retribuir tal afeição.

O departamento sentimental está em obras, sem previsão para a conclusão das reformas. Não acho que valha a pena esperar, sinceramente. Pegue atalhos, corte caminho, reestude o mapa, escolha uma rota alternativa e siga sua vida fora dessa via interditada.

Desculpe o transtorno e a falta de sinalização. Fiz você chegar até aqui e, agora, a surpresa de que é uma rua sem saída. Mas ainda dá tempo de voltar. Engate a marcha ré e veja esse muro ficar menor conforme a distância.

Vou reforçar esse aviso quantas vezes for necessário para que não haja
nenhum tipo de ilusão ou expectativa. E, a cada anúncio, sentirei o gelo
do coração subindo pelo meu peito. Acho que a frieza é a forma de me
cuidar agora.

Quem se sente bem em
lugares gelados? Talvez não te incomode tanto no começo, mas saia antes
que surjam sinais de hipotermia.

Confesso: Estou aqui sem saber bem o por que. Acho que não estou
aguentando o meu próprio frio e seu calor ajuda um pouco. Mas é mais um choque térmico. A diferença é que, desta vez, a frente fria sou eu.
Depois de tanto tempo sendo verão, virei inverno e beiro uma era do
gelo.

Eu não posso gostar ainda. De você, nem de ninguém. Então, não goste de mim, porque sentimentos são duradouros e eu não vim para ficar.

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