Não que eu não acredite em “amor à primeira vista”, mas… Sinceramente? Comigo nunca aconteceu. Nem paixonite ou algo do tipo. Não lembro de ter olhado para alguém e crer, com todas as forças, de que havíamos nascido um para o outro. Sorte de quem passa por isso. Mas, se querem saber, gosto mesmo é do que vem aos pouquinhos. Daquilo que nem é amor, mas se torna amor. Construído. Fundamentado. Aquilo que vive em função das descobertas constantes sobre a outra pessoa. Aquilo que, quando você percebe, já está enraizado no coração.

Sei lá, desconfio do que aparece feito passe de mágica…

Por exemplo: Foi necessário um coletivo de vistas e dos outros sentidos para eu te notar – e você a mim, eu sei. Não acho que seja menos romântico ou que isso seja menos jogatina do acaso. A diferença é: quando não é aquele impacto logo de cara, a pessoa vai se transformando conforme o tempo diante dos seus olhos. Alguém que estava sempre ali, talvez despercebido, passa a ocupar um lugar tão grande e importante nos seus pensamentos. Quando é à primeira vista, a pessoa já chega imensa e pula o processo de crescimento. Eu acredito que todas as fases são importantes… Se uma etapa é pulada, já acho arriscado.

Por isso, não quero um amor à primeira vista, obrigada.

Prefiro as vistas diárias. Quero vários “primeiros”. Me dê as pequenas surpresas do dia-a-dia ao invés de uma única gigante. Não quero um amor a pronta entrega. Dispenso o relacionamento comédia-romântica-de-Hollywood porque isso seria esperar uma fantasia. Gosto mesmo é de viver uma história real. Não preciso de declarações gritadas de topos de arranha-céus, mas daquelas sussurradas no meu ouvido, só pra mim. Declarações miúdas, mas que vão enchendo aos poucos até eu transbordar.

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