Eu só queria que a cabeça parasse de fazer tantas perguntas. Ou que fossem, ao menos, fáceis de responder. Queria um meio de pausar os questionamentos para poder viver sem receios. Só queria que alguém desligasse essa voz que me encurrala e me deixa sem saber o que fazer, sem palavras, sem reação – a não ser sentir medo.

Estar no escuro abre muita brecha para o lado pesado da imaginação. É difícil visualizar a luz, mas muito fácil ver os monstros que espreitam no breu. Estou vulnerável aos ataques da mente, às artimanhas, às armadilhas da solidão. Ao desespero.

Será que isso passa? Será que, por alguma força que não sei explicar, isso será arrancado de mim? Será que um dia conseguirem me sentir à vontade neste espaço sem luz? Ou será que você me fará companhia?

Não quero que você venha com pressa, nem em um cavalo branco ou segurando um grande buquê de flores. Só quero que venha. No seu jeito, no seu tempo. Mas vem. Vem e me abraça. Vem. Vamos ver juntos o sol nascer e espantar com glória essa escuridão.

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