No último domingo, 8, Sam Smith se consagrou no Grammy Awards com a música “Stay With Me”. O britânico levou o prêmio de Melhor Música e Melhor Gravação com a canção melosa (sem contar o prêmio de Melhor Álbum Pop).

E vejam só a coincidência: Sam disse que a música foi composta depois que ele levou um fora. O mesmo aconteceu com Adele e seu álbum 21 – e a conseqüência das dores cantadas por ela foram todos os prêmios possíveis! Acho que só faltou o Nobel.

E aí eu me pergunto: Qual é o real poder de um coração partido? A gente não vê musicas felizes ganhando esse tanto de prêmios, nem ficando tanto tempo no topo das paradas mundiais por tanto tempo.

Não acho que a dor seja necessariamente maior que a felicidade, mas ela é, com certeza, mais intensa. Bota a gente num estado de reflexão que não fazemos quando estamos felizes e amando. Na verdade, ficamos até mais idiotas quando estamos bem. Parece que nada de ruim nunca mais vai nos acontecer (até que…).

Na dor, somos mais sinceros, penso eu. Na felicidade, guardamos muita coisa para não estragar tudo. Já um coração partido… O que tem a perder? Põe pra fora todas as dores, mágoas, todos os compromissos não cumpridos, todas as frases que machucaram. A dor marca, enquanto a felicidade é superada pela nova.

Não estou sendo ingrata. Eu fui feliz, sim, em relacionamentos anteriores e agradeço por todos os momentos bons – eu ainda os guardo. Você deveria fazer o mesmo com os seus.  Mas quando o coração partiu, os sonhos e as expectativas construídos a dois foram junto.

E nesse perder de chão, a gente encontra as palavras. Alguns, a melodia. Diria até que a gente encontra a gente mesmo, porque somos a companhia que sobrou. O segredo – e isso nem precisa ser premiado depois – é saber se levantar. Sempre.

Comments

comments

Powered by Facebook Comments