Você veio. Marcou. Fez bagunça, sorrisos e lágrimas. E aí, você foi. Sem muitas cerimônias… Só foi. Sem olhar para trás, dúvidas ou intenção de ser apenas um ‘volto logo’. E sem pensar no que eu faria com o silêncio que você deixou comigo.

Dizem que o tempo cura. Ou o amor… Fato é que esses dois já passaram por aqui e você continua em mim, naquela indefinição entre ser um estranho e um velho amigo. E os sentimentos perambulam nesse limbo incerto de como eu devo me sentir quando te vejo por aí.

O que você é pra mim, afinal?

Você já não dói, mas seu sorriso ainda parece ser uma fraqueza pro meu coração. Ele acelera sem o meu querer, mas eu não consigo achar a sensação ruim. E aí me pergunto se você, de fato, já foi…

Você, hoje, é aquele rosto familiar que gerou um reboliço interno. Que me fazia, ora querer sair correndo, ora ter a sabedoria para conseguir fazer você ficar de vez. Falhei em ambos.

Falhei em te definir e em aceitar que você jamais se permitiria qualquer título ou ordem. Uma paixão sem demarcação. Um amor sem nome. Alguém que não sei dizer o que é para mim, mas sei muito bem o que já foi e o que poderia ter sido.

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