A gente realmente não entende os planos e o tempo de Deus nas nossas vidas. Mas não compreender não quer dizer que fomos abandonados… Ou que Ele não está nem aí pra gente. Não é nisso que acredito, pelo menos. E eu tenho o exemplo perfeito de como as coisas realmente funcionam quando a gente deixa pra quem sabe o que está fazendo.

Em setembro do ano passado, eu fiz um concurso público, com contratação imediata na época (que seria em outubro). Conversei muito com o Vilmar sobre isso, porque, caso eu passasse, não teríamos lua-de-mel. Eu teria que assumir. Naquela calma que era só dele, ele me disse:

– Faz a prova! A gente deixa pra fazer a viagem depois, não tem problema.

Não passei.
Casamos em novembro
Tivemos uma lua-de-mel inesquecível em Paris e na rota romântica da Alemanha.
Em fevereiro, a leucemia voltou e tudo virou de cabeça pra baixo.
Até que, em julho… Vocês já sabem.

Os meus anos andando com Deus me trouxeram paz mesmo nesse período em que a tristeza assolou meu coração.  Veja vem: Teve e tem muito dela aqui, mas em momento algum houve desespero. O meu espírito estava em paz… E, mesmo tendo sido um tempo curto de casados, foi intenso e real. E é isso que me serve de consolo até agora.

No final de agosto, sentei para orar/conversar com meu Pai.

– Deus, aceito que essa porta tenha se fechado… Mas, por favor, agora me abra novas.

Isso foi numa terça-feira.
Na quarta, recebi uma ligação. Lembram da prova que eu fiz?

Pois é, me chamaram. Chorei e agradeci pela resposta imediata.

Então, agora, percebam o quebra-cabeças sendo montado: Se eu tivesse passado ano passado, não teria lua-de-mel e eu perderia a oportunidade de viver os momentos mais bonitos com o Vil na nossa única viagem juntos.

Isso quer dizer que, sim, eu estou saindo da Loumar Turismo. Já anunciei oficialmente:

Para quem não sabe, eu e Vil nos conhecemos na Loumar. Trabalhamos juntos no mesmo departamento, na mesma sala. Ele era gerente de Marketing. Então, mais do que em qualquer outro lugar, aqui, ele está em tudo. Essa mudança de emprego veio na hora que tinha que vir…

Mas é tão, tão esquisito deixar isso tudo para trás. É aquela mistura bagunçada de sentimentos. Estou animada com a mudança, estou triste por estar deixando essa empresa maravilhosa, estou devastada porque isso concretiza, realmente, que acabou o ciclo.

Enfim…

Mudanças, especialmente nessa fase em que estou, não são apenas bem-vindas, como necessárias. Novos ares. Novo ambiente. Nova rotina. novo tudo… Até virar uma “nova eu”.

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