Sobre

Quem é a autora do Blog?

Sou a Leca Lichacovski, Jornalista. Blogueira. Vocalista da Banda Gonzales. Sarcasticamente engraçadinha. Talvez você vá com a minha cara, talvez não.

Saiba mais

Escolhidos só pra você

Explore essas categorias

promo image

Leitor

Texto dos leitores
promo image

Listas

Coisas boas listadas
promo image

ETC

Entre Todas as Coisas
promo image

Cultura

O que acontece
promo image

Leca

Minhas coisas
Textos

Quero alguém

Se não fosse aquele sonho, talvez eu nem tivesse me dado conta dos meus sentimentos. Talvez eles usem o nosso sono, momento em que finalmente nos aquietamos, para mandar uma mensagem direta. Foi engraçado, assustador, revelador.

Sabe aqueles sonhos que se repetem sem a gente saber por quê? Esse era um deles. Eu e um estranho – eu não sentia medo dele. Pelo contrário: ele me atraía, cuidava de mim. Eu era apaixonada por esse homem sem rosto.

Até que, em uma repetição da cena, vi seus olhos. Seu nariz. Até o seu riso e sua covinha na bochecha. E, mais do que nunca, esse sonho me trouxe uma sensação de felicidade. Porque era você. E, para a minha surpresa, acordei numa contradição: num susto, como se tivesse sido um pesadelo. Não era pra você ser tão grande.

Não que eu não queira estar ao seu lado. Mas eu já tinha jurado para mim mesma que não seria mais fraca. Que eu não ia mais pestanejar e que eu conseguiria me colocar como prioridade na minha vida. Mas você sabe contornar todas as minhas estratégias e faz reviver as minhas fraquezas. E aí, contra todos os meus planos, estou nas mãos de alguém de novo. Nas suas mãos.

queroalguem_cerejanoombro

Se for pra isso acontecer, não quero ir com a guarda alta. Não quero ir receosa, cautelosa. Gosto de me jogar e de me entregar por completo. Mas, para isso, eu preciso saber se você tem a mesma disposição. Mesmo que não dê certo, eu preciso saber que tentamos na mesma intensidade.

Quero alguém que imagine coisas absurdas só pra gente dar risada depois. Que diga, nem que seja da boca pra fora, que a gente vai ter um labrador um dia. Que nos imagine viajando pelo mundo. Que discuta comigo qual é a melhor opção de nome caso seja um menino.

Quero alguém que sonhe comigo. Será você?

Textos

Melodia

Quando pego o violão para compor, não sei bem o que eu procuro. Vou brincando com as notas no braço do instrumento até uma delas soar perfeita. Até eu pensar: “É isso!” e a repito várias vezes para gravá-la em mim. Ela me preenche, me dá uma satisfação que não sei explicar. Ela é certeira.

Por que eu tô falando isso?
Bom, é que você é a minha nota. A que faz diferença e sobressai na minha melodia.

Se fôssemos uma pintura, poderia dizer que você é minha cor complementar… Sei lá!  Há tantas metáforas pra tentar explicar que você me completa. Mais do que isso: Você me preenche. Pegou o espaço oco que havia em mim e se guardou ali. Se aconchegou.

Não sei quem abraçou quem primeiro e mais forte. Mas, ó… Não solta não, tá? Fica assim e canta a sua música no meu ouvido, pra eu ouvir e ninguém mais. É que, pra mim, um “eu te amo” sussurrado fala mais alto do que um grito.

E assim, toco suas notas até criar a perfeita harmonia: A nossa música, que se repete nas almas a cada encontro e vira trilha sonora dos meus melhores dias.

Entretenimento

Cereja no Ainda Não Cresci

Vamos falar de Oscar, que rola neste domingo, 22? Sim!

Fui convidada pelo amigo Garon Piceli, do canal Ainda Não Cresci, para palpitar sobre o Oscar 2015. Eu ainda estou correndo com a maratona de filmes, mas já tenho ideia do que pode/vai acontecer.

Foi um vídeo super divertido de fazer – e vocês verão como somos mongos! Eu adoro filmes e quem acompanha o Cereja a mais tempo sabe que eu tenho um histórico com essa premiação.

Então, deixa o volume bem alto, ajeite-se na poltrona, pega a pipoca e dá o play!

Siga a Cerejeira no Twitter e acompanhe os comentários desta que vos fala durante o Oscar.

Ainda Não Cresci no Facebook.

E você, já tem algum palpite?

ETC

Eu não quero ser sua namorada

*Texto publicado originalmente no Entre Todas as Coisas

Te vi no bar e logo quis puxar papo. Você é um cara bacana, bonito, tem uma conversa legal e suas tatuagens são o toque especial. Não demorou muito para eu querer sair dali e ir “para outro lugar”. Mas já aviso: eu não quero nada além disso. É: Eu não quero ser sua namorada. Não quero dormir de conchinha, nem apresentar você aos meus pais.

Sabe, eu já superei aquele medo por ouvir a temida frase: “Ai, amiga… Ele só quer te comer”. Hoje em dia, eu diria: “Tudo bem. Porque eu só quero dar”.

naoquerosernamorada_cerejanoombro

Não é libertinagem, muito menos vingança do gênero. Mas, assim como os homens, mulheres também sentem atração física e tesão. E não entendo por que, em pleno século 21, ainda nos “obrigam” a sentir isso apenas pelos namorados e maridos.

A questão é que somos seres humanos e temos as nossas necessidades, sexualmente falando. Por que raios, pra gente, isso é considerado errado? (Argh, como eu detesto essas divisões extremistas de ‘certo’ e ‘errado’). Se isso me faz diminuir as chances de ter um namorado, eu só digo que: eu jamais me relacionaria com um cara com esse tipo pensamento. Vivo em 2015 e não em 1920.

Então, meu querido, vamos terminar essas bebidas e ir logo ao que interessa – para nós dois. E, depois, cada um segue o seu caminho. Pode ser que a gente se encontre de novo, mas tô sem nenhuma pretensão no momento. O que eu quero mesmo, agora, é esta noite e nada mais.

Filmes

A Teoria de Tudo

Enquanto vocês estão aí, em blocos, comemorando o carnaval, eu aproveito para fazer a minha maratona Oscar (que é neste domingo, dia 22). O filme do final de semana foi “A Teoria de Tudo“, cinebiografia do físico Stephen Hawking.

Eu não vou entrar em análises de fotografia, direção ou atuação. Isso eu deixo para quem entende. O que, ou melhor, quem me chamou a atenção foi a esposa de Stephen, Jane. (Não quero dar spoilers, mas como se trata de uma biografia, eu imagino que vocês já saibam a história.)

O filme começa com os dois se conhecendo numa festa. Logo em seguida, quando já está rolando um romancezinho lindo entre eles, Hawking é diagnosticado com a doença de Lou Gehrig (também conhecida como Esclerose Lateral Amiotrófica – ELA).

E aí começou uma identificação muito forte minha com Jane: começo de um relacionamento atrelado a um início de batalha atroz. No meu caso, foi a leucemia, tratável e curável (como já foi, graças a Deus).

Mas a questão não é essa. Não estou comparando os níveis de gravidade ou medindo qual doença merece a maior nota na tabela “Quão ruim é”. Estou falando como isso pesa nos ombros. Como o baque é grande e como a gente se pergunta, antes de qualquer outra pessoa, se a gente realmente está pronta para enfrentar aquilo, porque, com certeza, é mais difícil do que a gente imagina.

No filme, o pai de Stephen diz a real para Jane: “A derrota é certa. Vai ficar pior. Você não precisa passar por isso“. E a resposta dela foi perfeita: “Eu sei que eu não pareço forte, mas eu o amo. E ele me ama“.

É isso.

Eu queria ter dito essas palavras. Porque não tem explicação melhor. A gente faz um monte de questionamentos nessa hora – e outras pessoas também. “Você está com ele por pena?” ou “Você realmente gosta dele ou está fazendo isso porque se sente na obrigação?“.

Não são perguntas cruéis. Não quero que ninguém se sinta mal por ter me feito esses questionamentos (como eu disse, eu mesma os fiz). São indagações naturais e cabíveis na ocasião. Mas a resposta, a gente descobre na convivência da doença: Ninguém conseguiria passar por tudo se não fosse por amor. “Pena” e “obrigação” não são tão fortes. Não aguentam as situações críticas.

Jane e Stephen não ficam juntos, depois de uns 35 anos juntos. Na hora, eu quase fiquei indignada. “Poxa, depois de tudo que ela fez por ele?“, mas lembrei que eu não iria querer que alguém fizesse a mesma acusação caso o meu relacionamento não dê certo. (Aliás, acabe. Certo, dá, só não é eterno). A gratidão deve existir sempre, mas nunca como moeda de troca. Me nego a aceita-la como barganha. Amor se devolve com amor. Não com culpa. Não por gratidão. Muito menos por obrigação.

Eu gostei do filme, não só por ser um filme realmente lindo e de chorar, mas porque eu vi que quando o sentimento é genuíno, suporta muita coisa e faz a gente crescer com uma raiz firme. “A Teoria de Tudo” não é um filme só sobre Stephen Hawking, física, Lou Gehrig. É um filme, acima de tudo, que ensina sobre amor.

Leitor

Disfarce

Vou confessar que, às vezes, acordo de madrugada te procurando na cama. Minhas mãos saem tateando o colchão no escuro até encontrarem a saudade disfarçada de você. Ela tem a textura da sua pele. O cheiro do seu xampu. Até o timbre da sua voz sonolenta me dizendo “Calma, eu tô aqui“.

E se desperto no meio da noite, odeio a minha insônia mais do que nunca. Não por me roubar o sono, mas por me fazer lembrar que não tenho mais o seu rosto para ver enquanto não consigo voltar a dormir.

Será que você volta ou minha imaginação já está indo longe demais? A sensação do seu retorno iminente me levanta e me destrói ao mesmo tempo. É a minha droga. Vivo a espera de um telefonema. De uma mensagem. De uma batida na porta.

disfarce_cerejanoombro

E, quando (não me atrevo a dizer “se”) isso acontecer, a saudade vai bater em retirada, junto com todas as imitações e jogos de mente que me aplicou nesse tempo em que você saiu. Eu não quero mais o seu disfarce. Eu quero você de verdade, em carne, osso, manias e imperfeições.

Quero meus lençóis mais caídos para o seu lado de tanto você puxá-los a noite toda. Quero o seu corpo para esquentar o meu nas madrugadas mais frias. Eu quero dormir com você de novo e acordar segurando sua cintura, bem firme, para nunca mais te perder.

Entretenimento, Textos

O poder de um coração partido

No último domingo, 8, Sam Smith se consagrou no Grammy Awards com a música “Stay With Me”. O britânico levou o prêmio de Melhor Música e Melhor Gravação com a canção melosa (sem contar o prêmio de Melhor Álbum Pop).

E vejam só a coincidência: Sam disse que a música foi composta depois que ele levou um fora. O mesmo aconteceu com Adele e seu álbum 21 – e a conseqüência das dores cantadas por ela foram todos os prêmios possíveis! Acho que só faltou o Nobel.

E aí eu me pergunto: Qual é o real poder de um coração partido? A gente não vê musicas felizes ganhando esse tanto de prêmios, nem ficando tanto tempo no topo das paradas mundiais por tanto tempo.

Não acho que a dor seja necessariamente maior que a felicidade, mas ela é, com certeza, mais intensa. Bota a gente num estado de reflexão que não fazemos quando estamos felizes e amando. Na verdade, ficamos até mais idiotas quando estamos bem. Parece que nada de ruim nunca mais vai nos acontecer (até que…).

Na dor, somos mais sinceros, penso eu. Na felicidade, guardamos muita coisa para não estragar tudo. Já um coração partido… O que tem a perder? Põe pra fora todas as dores, mágoas, todos os compromissos não cumpridos, todas as frases que machucaram. A dor marca, enquanto a felicidade é superada pela nova.

Não estou sendo ingrata. Eu fui feliz, sim, em relacionamentos anteriores e agradeço por todos os momentos bons – eu ainda os guardo. Você deveria fazer o mesmo com os seus.  Mas quando o coração partiu, os sonhos e as expectativas construídos a dois foram junto.

E nesse perder de chão, a gente encontra as palavras. Alguns, a melodia. Diria até que a gente encontra a gente mesmo, porque somos a companhia que sobrou. O segredo – e isso nem precisa ser premiado depois – é saber se levantar. Sempre.

Leitor

Amor atendente de Telemarketing

* Texto do leitor Pietro Mirandez , do Tumblr Um Quarto de Tudo

Final de expediente, já com a mesa arrumada e braço posicionado para me despedir rumo as desejadas férias, o telefone toca. Mesmo sabendo que seria abusar da sorte, correndo o risco de ser o chefe pedindo para finalizar um relatório urgente, atendi.

– Alô, boa tarde.
– Boa tarde, quem fala?
– Aqui é da empresa Amores Frustrados, e gostaríamos de saber se o senhor tem sofrido ultimamente.
– Mas que porra de conversa é essa?- indago estranhando.
– Não é porra, senhor, é sentimento. Estamos olhando o seu cadastro e faz um tempo que o senhor não sofre por uma paixão impossível. Estamos lhe oferecendo uma oportunidade de ficar pensativo nessas férias e arruiná-las completamente, tudo isso com um plano gratuito.

Ofereceu-me parecendo ser um produto revolucionário.

– Desculpe-me… Eu devo estar louco. Você está querendo que eu sofra durante o meu período de descanso, é isso? – e fico confuso.
– Não exatamente, senhor. O que estaremos oferecendo é um plano especial, uma retomada de lembranças ruins que, se antes vinham somente durante o sono, agora virão em qualquer momento, mas que será de grande valia a longo prazo, ainda mais agora que sua ex está feliz.
– Ela está namorando depois de ter me chutado?! Mentira…- e já sento na cadeira para ouvir aquela conversa.
– E não é só isso, senhor! Há também Bruna, aquela garota que gostou no ensino fundamental e que você perdeu a oportunidade quando estavam sozinhos! Tudo isso de graça!

Ah, aquela realmente foi um grande amor, e talvez a maior desilusão que encarei. Teria sido burrice ou inexperiência? Seja lá o que fosse, resultou num dos maiores tapas na testa que me dei, e ardeu.

– Nem me lembrava dela… – divaguei.
– Por isso estamos aqui: Ajudá-lo nessa tarefa. Por uma taxa extra, disponibilizamos acesso vinte e quatro horas as redes sociais, nas quais encontrará fotos com o atual namorado, juras de amor e alguma ofensa contra você! Senhor, acredito ser uma oportunidade imperdível, vamos estar oficializando esse contrato?
– Isso é sério mesmo?
– Mais sério que o seu rosto quando descobriu que foi trocado pelo seu amiguinho no jardim de infância só porque ele tinha um tênis de luzinha, que piscava quando pisava, lembra?

Aí remoeu muitas feridas, tornei-me agressivo. Uma hora daquelas e ouvindo essas coisas?

– Olha, ok. Entendi que sabe muito bem de mim. E obrigado por estragar meu início de férias… – e fui interrompido.
– Isso foi uma amostra, senhor. O serviço de especial oferece muito mais recursos, como rejeição em publico. Basta oficializar! Vamos estar oficializando de vez suas frustrações e trazendo de volta aquele amor que tanto o fez sofrer?
– E na bunda vai o que, nada?
– Senhor, para tomar no cu, terei que repassar sua ligação para o setor responsável. No menu disponibilizado, disque opção dois ao ouvir ‘encontrar a mulher dos meus sonhos’. Lá farão um cadastro e em até duas vidas você encontrará ela…”

Não se negocia com o amor. É um filho da puta mesmo.

Instagram, Internet, Textos

Treino infantil

Ok, já entendemos que o mundo está na onda fit. Fotos de corpinhos sarados (ou em processo de…) na academia, músculos definidos, bíceps bem trabalhados, barriga tanquinho. Sem esquecer das receitas com whey, biomassa de banana e sei lá mais o que. Acho que cada um sabe o que faz com o próprio corpo e não tenho nada a ver com isso.

Mas, hoje de manhã, um perfil no Instagram chamou a atenção de muita gente: Uma menina de nove anos que descreve a conta como “A primeira blogueira fitness infantil“.

Aí eu paro e penso como a nova “onda”, na verdade, é uma neura praticamente genética. Os pais tem medo de ficarem gordinhos ou flácidos, tem um vício em malhar, e passam essa mesma fobia para a menina que nem terminou de desenvolver o corpo.

Como isso pode ser saudável? Em que mundo? Não no meu. Criança deve ser criança. E gostar de sê-la. O “adultismo” é consequência de pais sem essa percepção.

A mãe da Anna respondeu no Instagram, dizendo que a menina não carrega pesos e vai a academia só para acompanhar o pai, que é educador físico. Ela também avisa que os exercícios foram adaptados para a idade da “blogueira” e que ela é, sim, uma criança com uma rotina apropriada.

Mas, deixar a menina se promover como “primeira blogueira fitness infantil” pode ser um incentivo perigoso para ela e para quem a segue (mais de 3 mil, viram ali?). Quantas crianças e pais vão querer acompanhar esse modelo da Anna? E quantos terão o cuidado de “adaptar os exercícios conforme a idade”?

Treino infantil, para mim, seria: 1 hora jogando Bets na rua. 30 minutos de amarelinha. 30 minutos brincando de pega-pega (pode ser queimada também). Claro, nada disso aconteceria sem os 40 minutos iniciais de dever de casa.

O segundo dia de treino seria mais light (novamente, só depois dos 40 minutos de dever de casa. Esse não é negociável): 30 minutos pulando elástico. 1 hora brincando de esconde-esconde. 30 minutos andando de bicicleta ou patins. Para encerrar, 1 hora de lego, boneca ou hot wheels.

Outras atividades também dpodem ser acrescentadas, como: Aula de idioma, natação, escolinha de futebol, aula de dança, de pintura, de desenho, de tênis, basquete, vôlei. Brincadeiras criadas a partir da imaginação infantil também são válidas e indicadas.

Recomendação importantíssima: A presença dos pais em, pelo menos, uma das atividades (a escolher) é obrigatória. Não, não é para supervisão. É para participar.

Textos

Eu preciso dizer que te amo

Hoje eu acordei com coragem para dizer “eu te amo” e enfrentar o possível silêncio de retribuição. Hoje, resolvi aceitar que você não precisa falar o mesmo. Ninguém é obrigado a amar o outro. O que eu não posso mais é deixar isso engasgado e desbaratinar com assuntos aleatórios para ver se o caroço some da garganta.

Ele pulsa. Faz doer todo o peito todo. E parece que, quando tento engolir, ele expande para tentar reverter o caminho. Não descia com água, cerveja, vodca. Só tinha um caminho para sair. Por isso, sem mais ter o que fazer, eu preciso tirar isso de mim: Eu preciso dizer que te amo.

Continue lendo

Close