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Quem é a autora do Blog?

Sou a Leca Lichacovski, Jornalista. Blogueira. Vocalista da Banda Gonzales. Sarcasticamente engraçadinha. Talvez você vá com a minha cara, talvez não.

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Cereja 2015: O que vem por aí

Uma semana longe da internet por causa da cirurgia corretiva de miopia, me fez pensar bastante sobre o Cereja. Além, claro, de analisar as respostas de vocês – por sinal, obrigada! Adorei as sugestões!

Então, espero que as mudanças planejadas agradem vocês. Vamos lá:

1) Horários de postagem

É, os horários de postagens irão mudar. Na verdade, já mudaram. A partir de agora, o blog será atualizado no final da tarde e início da noite. Tentarei, ao máximo, publicar sempre até às 21 horas.

2) Melhoramento da tag #Leca

Não sei quantas vezes por semana/mês vão rolar as dicas. Mas quando rolar algo que possa interessar vocês (por exemplo: Cirurgia corretiva de miopia). Experiências, filmes, música, sites que gostei e qualquer outro tipo de coisa que possa ajudar vocês em alguma forma.

3) Nova tag: #Opinião

Os textos vão continuar sendo o carro-chefe do Cereja. Mas, de vez em quando, vou postar textos mais opinativos (e, provavelmente, mais sarcásticos) por aqui.

4) Volta da tag: #CerejaNoMundo

Em março, a tag vai voltar! Sabem o que isso quer dizer? Isso mesmo: Depois de quase três anos, terei férias! Vou viajar e postar dicas bacanas por aqui. E já temos os destinos confirmados: Miami, Orlando e Tampo (EUA).

5) Vídeos: Cerejeira responde

Alguns de vocês pediram mais vídeos. E poucos sabem (por falha minha) que existe um canal do Cereja no Youtube. Então, pensei em envolver vocês nessa parte. Uma vez por mês, penso em fazer um vídeo respondendo as perguntas de vocês. Vocês podem mandar as perguntas por e-mail ou quando eu postar “FAÇA SUA PERGUNTA AQUI” na Fanpage. Vamos ver o que acontece. Que acham?

6) Instagram

Além das selfies (ninguém é de ferro, né?), costumo postar algumas dicas no IG. Então, para aprimorá-lo, também vou avisar pelo por lá sobre postagens de novos textos. Então, se ainda não segue a Cerejeira, vem aqui e tudo se resolve!

 

Uma foto publicada por Leca Lichacovski (@leca_dpaula) em Ago 29, 2014 at 3:11 PDT

É isso, galerinha. Curtiram?

Amanhã, rola o primeiro post “Leca” do ano. Se você é míope e pensa em fazer a cirurgia para deixar de ser cego, vou contar como foi (e está sendo) minha experiência pós-cirúrgica.

ETC

Te baguncei

*Texto publicado originalmente em Entre Todas as Coisas

Eu queria te bagunçar, sim. Mas a bagunça que eu buscava envolvia só cabelos desgrenhados, roupas amassadas, lençóis pelo chão. Queria, talvez, uma bagunça no seu escritório, tipo aquelas cenas de filme, em que a mulher chega de surpresa, tira as coisas de cima da mesa para ela poder deitar. Era essa bagunça que eu queria e não a que eu causei.

Desculpa pelo amor sem medidas que você me deu. Eu não tinha a quantia necessária para retribuir de forma justa, mas achei que conseguiria alcançar algo semelhante um dia. Por isso deixei acontecer. O que eu não percebi é que, quanto mais eu permitia, menos eu sentia. No fim, não era amor… É que você me fazia um bem danado pra eu abrir mão tão fácil.

Desculpa o meu egoísmo filho da puta. Acredite, eu me odeio por saber que te baguncei nesse tanto. Eu te vejo sem saber o que fazer agora, já que joguei todos os nossos planos fora. Eu os quis, sabe? De verdade. Eu queria ter ido conhecer sua família em Minas Gerais nas últimas férias. Queria ter adotado um cachorro vira-lata. Mas, o que seriam deles hoje? Seriam mais corações partidos (por mim).

Aguentar o peso do seu coração nas minhas mãos não é fácil. Eu queria que você voltasse a sorrir como antes. E quero muito que você não tenha medo de amar assim de novo. Ame! Eu é que sou o problema – por mais clichê que isso possa parecer. Você ama bem. Ama de verdade e isso é tão raro hoje em dia. Eu sou prova disso… Você deu azar ao me escolher.

Se eu pudesse, voltaria no tempo. Passaria reto por você naquele bar. Não tomaria a cerveja que você me ofereceu. Não teria te passado o meu número nem teria aceito o seu convite para a semana seguinte. Não teria deixado você se apaixonar por mim. Não teria te machucado. Não teria sido eu.

Enquete, Leitor

Pesquisa: O que você quer no Cereja?

Eu gosto muito de conversar com vocês. Quem me manda e-mail sabe disso (apesar de eu demorar um pouco pra responder. Mas não falho!).

Então, que tal vocês me dizerem o que querem no Cereja?

Os textos estão legais? Tem um tema para sugerir? O layout não tá muito prático? Sente falta do blog em alguma rede social (sem esquecer que o Cereja tá no Facebook)? Precisa de mais atualizações? Alguma coisa em vídeo?

Eu preciso do feedback de vocês para o blog a ficar melhor. Então, que tal participar da pesquisa? É rapidinho!

Desde já, obrigada pela colaboração!

Textos

De você, só quero adeus

Não quero nada de você. Não precisa se preocupar em me entregar flores ou me levar para jantar.  Não precisa me enviar músicas e dizer que lembrou de mim. Não precisa dizer que me achou linda. Não quero nem espero nada de você. Aliás… Quero, sim: o seu adeus.

Já que você não decide nunca se vai ou se fica, eu tomo a decisão por nós dois. Vá… Por que, de que adianta, serenatas a noite e sumiço no dia seguinte? Juras de amor a tarde e total silêncio pela manhã seguinte? Não, meu querido. Eu cansei do seu jogo.

A pior parte é que nessa sua de ir ou não, você bloqueia o caminho para eu sair ou para alguém que queira chegar. Então, dá meia volta e vai andando, tá? Porque você teve todas as chances de vir quando bem entendesse, mas optou por ficar pela metade. E eu quero alguém por inteiro.

Sua mão já me serviu de afago, de carinhos, de toques. Mas agora, eu só quero vê-la acenar. É, meu bem. Definitivamente, de você, eu só quero adeus. Não um “até logo” nem “até mais tarde”. Isso, eu já ouvi demais.

Um beijo, se cuida e espero que a gente não se veja por aí.

Textos

Eu vou casar com você

Sonhei com um casamento. Havia flores laranjas pelo salão. Tinha um homem a minha frente e muitas pessoas me olhando. Percebi, então, que eu era o noivo. Era eu quem estava casando! Que desespero me deu… Quer dizer, eu até quero casar um dia, mas ainda não estava pronto para essa imagem.

A gravata começou a apertar meu pescoço e eu não conseguia respirar. Sentia um nervosismo inédito e minhas mãos suavam muito. Senti que eu tentava acordar para sair daquela agonia, mas começou uma música que anunciava a entrada da noiva. Virei e a vontade de despertar foi embora no momento em que você apareceu.

Eu não consegui interromper a sua chegada. Você vinha numa nuvem e eu era o cara sortudo escolhido para ser o destino. Eu! A felicidade não coube mais em mim. Fiquei com vontade de chorar, gritar, sorrir, gargalhar, tudo ao mesmo tempo. Para não dar vexame, consegui reunir tudo num sorriso tonto.

Enfim, consegui entender porque vocês, mulheres, sonham tanto com casamento. Logo eu, que achava isso só um ritual burocrático… Mas vê-la no tão esperado vestido branco me fez acatar ao momento “mágico” e o querer tanto quanto você.

Então, quando nós acordarmos, vou olhar nos seus olhos e dizer: “Eu vou casar com você“. Mesmo sem ainda ter um anel para colocar no seu dedo, eu quero que você case comigo. Eu quero viver o seu – agora, nosso – sonho. E poder te receber em meus braços, de verdade, vestida como anjo.

Eu poderia te fazer um discurso gigante sobre como eu poderei te fazer feliz, mas você já sabe disso. Você sente isso. Então, a única promessa que eu faço agora é: Eu vou casar com você. Basta você acordar para começar a viver o sonho.

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Retrospectiva da Cerejeira

Terminei o ano passado pedindo que 2014 fosse cheio de amor. Consegui o que queria – com alguns extras já conhecidos: Choros, risos, lutas, superação, descobertas e muitas lapidações.

Claro, todo ano tem seus altos e baixos mas, nesse, os baixos foram mais fundos e, por isso, os altos, mais altos do que nunca.

Em 2014, ganhei uma das minhas maiores alegrias: minha sobrinha, Eliza. E vi minha afilhada, Lavignia, crescer e completar seu primeiro ano de vida.

Gravei minha primeira música em estúdio, toquei na Virada Cultural, e estou aprendendo a me soltar mais no palco (a ponto de os meninos chegarem e dizerem: “Leca, você arrasou!“).

 

Fiquei, por mais ou menos seis meses, ao lado do meu namorado na luta final contra a leucemia. Acompanhei a adaptação da nova medula após o transplante, a recuperação dele e tive que me virar para conseguir cuidar dele em um apartamento alugado na capital. Essa foi a parte em que mais cresci, com certeza.

Me chamem de menina mimada se quiserem, mas cuidar de casa – limpar apartamento, ter que cozinhar todos os dias, lavar roupa diariamente, ainda mais no nível que tinha que ser (ele não podia ter nenhum contato com bactérias, foi um momento bem crítico, então, não era “qualquer limpeza”), foi algo pelo qual eu ainda não havia passado.

Sabe, esse período tempestuoso me fez amadurecer. Fez eu perceber que a gente tem uma força que desconhece. Ela fica ali, num casulo, esperando a hora de sair e ser usada. Eu chorei muito nessa época. E fui colo para choro também. Em ambos os casos, de alegria e de angústia.

Em novembro, voltamos para casa, em Foz do Iguaçu. Em dezembro, recomeçamos a namorar (dessa vez, sem hospitais, máscaras e remédios). Agora, estamos mirando um 2015 cheio de vida, saúde e amor (que nunca nos faltou).

2014 foi o ano em que o Cereja cresceu e ganhou nova cara. E espero que o próximo ano seja de muitas novidades, textos, inspirações, leitores, e-mails.

Que a gente agradeça mais (a Deus e aos outros) e reclame menos. Que a gente ame mais e brigue menos. Que a gente seja melhor. Sempre.

Feliz Ano Novo.
 
ETC

Não sei dizer “Eu te amo”

*Texto publicado originalmente em Entre Todas as Coisas

Eu te vejo aflita quando se trata dos meus sentimentos. Morde os lábios e fica com os olhos cheios de lágrimas porque ainda não me ouviu dizer que te amo. Não se preocupe, pequena. Eu sou fechado mesmo, mas aqui dentro, tudo é seu. Eu só sou sem jeito com as palavras. Prefiro que minhas ações falem por mim, porque tenho medo de morder a língua de novo.

É que o meu tipo de amor é diferente do seu, que cresceu vendo as princesas Disney e, querendo ou não, ainda carrega a inocência dos contos de fada. Não acho isso uma coisa necessariamente ruim, mas te faz esperar o tal príncipe encantado – o que pode me deixar abaixo das expectativas.

Olha, pequena, dentro do meu abraço, eu espero que você perceba que eu sou louco por você. Muito mais além do que qualquer forma verbalizada poderia expressar. E esse sou eu, no meu modo mais intensivo, tentando fazer você feliz. E eu sei que isso é difícil, mas peço que tente perceber a diferença gritante do meu antes e depois de você.

Percebeu? Notou como, com você, eu rio mais para o mundo e que eu não sou mais tão quieto num canto?
É isto que você faz comigo: Uma pessoa melhor, mas eu não saberia falar isso sem gaguejar ou trocar as palavras, me atrapalhar todo. Por isso, deixo meus beijos te mostrarem como eu te quero. E os meus olhos tem a função de te dizer que eles são só seus.

Eu te amo com tudo de mim, pequena. É um amor genuíno, acredite. Concreto. Forte.

Eu só não sei dizê-lo.

Textos

Oi, amor

O primeiro amor a se despedir de mim foi o do Gustavo. Eu tinha 13 anos – os amores infantis não contam nessa lista de despedidas. Ele disse que me achava legal, mas me “amava só como amiga“. Aquelas desculpinhas difíceis de digerir, que a gente fica ruminando por um bom tempo, repetindo as palavras “amiga, amiga, amiga”.

No ano seguinte, foi a vez do amor do Rogério. Aproveitamos um tempo legal, andar de mãos dadas (escondidos) no colégio, burlar as regras, fugir de inspetores. Até que, em um intervalo, ele veio com a suposição: “Você quer algo sério e não estou pronto pra isso“. E lá se foi no meio dos tantos meninos do segundo ano. Nunca mais o vi pelo pátio.

O terceiro amor foi sério e com duas despedidas. A primeira delas, depois de alguns anos juntos, o Marcelo disse: “Eu fiquei com outra garota”. Meu coração partiu em dor e ódio. Voltamos um mês depois, mas eu ainda não havia aceitado bem a situação. As palavras começaram a se misturar na minha cabeça: “amiga, fiquei com outra, amiga, amiga, outra“. Resolvi que era a primeira vez de me despedir, sem voltar atrás dessa vez.

A despedida seguinte foi a mais dolorida, com certeza. Novamente, por iniciativa minha… Às vezes me pergunto se tomei a decisão certa, porque não sinto totalmente a sensação de “caso encerrado” como nas outras vezes. E, mesmo sem ter mais contato, acho que o Felipe pensa o mesmo. Talvez alguns “adeus” não deixem essa estranheza de “nunca mais vamos nos ver”. Algo meio Rachel e Ross ou Ted e Robin..

Mas aí veio você que, seguindo o sentido contrário dos outros, me diz “Oi, amor” todos os dias. E, quando chega a hora de ir embora, logo complementa: “Não é adeus, é só até logo. Até amanhã. Até eu dormir, porque vou te encontrar nos sonhos“.

Você é o amor que não se despede. É aquele que diz que vai ficar – e fica.

Textos

Vamos voltar

Tudo que eu queria era você. E ainda quero (muito), mas cheguei ao ponto de querer voltar, amor. Retornar ao início, antes das feridas mais fundas acontecerem. Antes dos erros idiotas e doloridos. Vem comigo? Me segue até lá e a gente recomeça.

Vamos voltar às tardes em que dormíamos no sofá durante um filme e, ao acordar, trocávamos carícias e malícias. Aos dias em que você me roubava beijos enquanto eu tocava violão. Às conversas de madrugadas que nos faziam esquecer de dormir. Vamos demorar nessas partes favoritas.

Eu sei que é impossível manter a paixão inicial para sempre – ou mesmo por um período não tão longo. Mas deixar tudo sucumbir assim, sem tentar recuperar uma parcela do que um dia já foi? Eu me nego a desistir tão fácil. Mas não dá pra fazer sozinha. Por isso, pergunto de novo: Vem comigo ao recomeço?

Ao tempo em que você me dava flores ao invés de desculpas. Ao tempo em que eu me importava se você fosse atrasar para o cinema. Ao tempo em que não tirávamos as mãos um do outro. Ao tempo que sinto saudade…

Vem comigo e vamos reviver. Recomeçar. Reencontrar o que perdemos no caminho – e segurar com as mãos bem firmes para não escapar outra vez. Vamos voltar e refazer a estrada para que, desta vez, não termine em uma bifurcação.

 

Textos

Quanto tempo faz

Você pediu para esperar e eu acatei ao seu pedido. Disse que não iria demorar e eu acreditei. E eu já perdi a conta de quanto tempo faz que continuo aguardando. Às vezes eu odeio esse amor que me faz esperar não sei bem pelo quê.

Se já pensei em sair e seguir a vida? Claro que sim. Mas os pés não respondem aos meus comandos. E, se respondem, o coração fica. Nunca consigo sair por inteiro, sempre fica uma parte para trás, ainda alimentando a expectativa de que, logo, a espera irá terminar.

Talvez seja a curiosidade: O que te fez atrasar tanto? Deve ser grande, pesado e soltar fogos de artifícios. Ou, ainda que seja algo mais singelo, talvez você venha com uma história fantástica de uma jornada cheia de batalhas, confrontos e lutas, mas que você persistiu incansável para chegar até aqui.

Em contra partida, o outro lado de mim está morrendo de medo de que, quando chegar, você vai dizer que demorou porque não tinha certeza se queria mesmo vir. Ficou perambulando um pouco pelo caminho, cogitando a hipótese de voltar de onde veio, mas continuou porque… Bem, você ainda não tem essa resposta.

Queria que eu tivesse um meio de saber a sua atual localização e velocidade – apesar de saber que eu quero que você venha mais ligeiro do que o seu passo, não importa quão rápido ele já esteja. Essa é a minha ânsia por você.

Ei… Não precisa chegar com nada, não. Nem uma flor que você arrancou da trilha. Não precisa se desculpar nem se justificar. Venha só com a sua vontade de ficar pra sempre.

Você pediu para esperar e eu tô aqui, esperando. E já não sei quanto tempo faz.

 

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