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Quem é a autora do Blog?

Sou a Leca Lichacovski, Jornalista. Blogueira. Vocalista da Banda Gonzales. Sarcasticamente engraçadinha. Talvez você vá com a minha cara, talvez não.

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Opostos

Ela acorda cedo para dar tempo de alisar o cabelo e se maquiar. Ele enrola o máximo que pode na cama e perde a hora com frequência. Ela toma banho quente. Ele joga água gelada do rosto.

Ela não sai de casa sem ler o horóscopo e prefere cereais integrais com iogurte. Ele não pode deixar de resolver o Sudoku enquanto toma o café preto matinal.

Ela canta em voz alta no carro e mexe no celular quando para nos sinais. Ele ouve as notícias e se concentra no trânsito e nos pedestres.
Ela é comunicativa e trabalha bem em equipe. Ele é tímido e passa horas sozinho na frente do computador. Ela se dispersa facilmente. Ele é super concentrado.
Ela prefere comer a salada por último para a comida não esfriar. Ele come as alfaces e tomates primeiro para não exagerar no macarrão.
Ela gosta de praticar esportes e de brincar com os cachorros. Ele vai a academia e joga video game. Ela toca violão nas horas vagas. Ele lê filosofia.
São tantas diferenças, tantas divergências…
Que poucos acreditam que ambos vivem muito bem juntos, sendo felizes com seus opostos, numa versão cotidiana de Eduardo e Mônica, provando que, quando se trata de amor, o coração é quem tem toda a razão.

 

Leca, Listas, Textos

Os favoritos da Cerejeira

Nem todo texto que eu escrevo, eu amo. E nem tudo que passo para palavras me marca, de fato. No começo da semana, divulguei quais foram os escritos mais lidos no decorrer do ano.

Hoje, vou contar quais eu mais gostei de ter feito.

1. Te carrego
Publicado em 7 de julho 

“Você ainda não sabe, mas… Bom, vou falar sem rodeio: Eu ainda te carrego na mochila. É, é, eu sei que deveria ter te devolvido por inteiro, mas não deu. Desculpa! Eu simplesmente não consegui abrir mão desses seus pequenos fragmentos.”

2. Volta logo
Publicado em 26 de agosto

“Sinto sua falta quando assisto Mad Man, porque sei que é um dos seus seriados favoritos. Sinto sua falta quando a mensagem do celular não é sua e mais ainda quando é. Sinto sua falta quando vejo aqueles programas de culinária gringos.”

3. Não se preocupe
Publicado em 21 de fevereiro

“Não se preocupe com os dramas dela, rapaz. Vai por mim, eles são passageiros e não representam quem ela é de verdade. Eles são apenas um meio de extravasar o excesso de sentimentos que pulsam naquele coração. Boa parte deles é por você.”

4. Quando eu te vejo
Publicado em 24 de setembro

“Quando eu te vejo, me dá vontade de sorrir. Com os lábios, olhos e alma. Um sorriso como se só houvesse eu e você no mundo e que me faz esquecer que ontem foi horrível.”

5. Ela é de Leão
Publicado em 22 de setembro

“Mas, quando ela ama… Se você conseguir chegar no ponto em que ela ama, cara, você é um homem de sorte. Elogie-a sempre. Diga o quanto está bonita e cheirosa – ela sabe retribuir bem, seja com palavras ou ações. Será sua melhor companhia. E vai te proteger de tudo que puder, com garras e dentes.”

6. Meus dias mais bonitos
Publicado em 7 de maio

“Ei, você já vai? Então, me dá mais um abraço inesquecível, um afago na bochecha e um beijo na testa. Faz as malas e brinca que eu não coube nela. Diz que você volta… Que vai ser mais rápido do que a gente imagina. Diz que volta e volta logo, porque meus dias mais bonitos estão indo com você.”

7. Sonic Youth e saia rodada
Publicado em 6 de outubro

“Quando você chegou – aliás, eu adoro toda vez que você chega – minha felicidade veio junto, de mãos dadas com a garota da saia rodada e camiseta do Sonic Youth. Fiquei te olhando, extasiado, sentindo meu coração gritar: “É ela! É ela!”.”

8. Entre sem bater
Publicado em 17 de junho

“Estilhaça em mil pedaços essa camada de saudade que se afixou no meu coração. Retoma o seu espaço no meu peito e não sai nunca mais. Deixa ele aquecido de novo. Você já descobriu o mundo, conheceu novos horizontes, mas faz de mim o seu destino final. Seu porto seguro. Seu lar. Meu colo é seu.”

9. Acostume-se
Publicado em 30 de junho


“Acostume-se que tenho preguiça de tirar a maquiagem a noite e que prefiro andar descalça pela casa. Acostume-se que falo com cachorros na rua e, se eu puder, vou fazer carinho neles. Acostume-se que sempre vou deixar um espaço para a sobremesa.”

 

10. Brincando com tinta

Publicado em 29 de julho


“Por exemplo, acho que você deve parar de esconder suas sardinhas com maquiagem. Elas te dão um ar de menina sapeca que me deixavam louco. Sem contar que servem como moldura para seus olhos verdes. Como se alguém tivesse brincado com tinta sobre o seu rosto e feito dele uma obra de arte.”

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Retrospectiva do Cereja – Os mais lidos

Chegou dezembro, o mês de relembrar o melhor e pior do ano. Então, vamos começar listando os dez textos mais lidos por aqui.

 

1. Sem querer
Publicado em 8 de agosto.

“Vou dizer bem a verdade: eu já tinha aposentado a ideia de me apaixonar novamente. Até mesmo porque sempre parecia ser cedo demais. Não importa quanto tempo já havia passado desde a última vez. A dor causada fazia parecer tão recente… Por isso, eu abri mão dessa história de paixões e amores. Pelo menos por um (bom) tempo, não queria nada disso pra mim.”

2. Porque eu gosto de você
Publicado em 24 de fevereiro.



“Moço, tô aqui pra dizer que eu gosto de você.

E se eu tô assumindo isso é porque é coisa séria. Se eu tô correndo o risco de passar por ridícula, é porque meu gostar já é maior que meu medo – e eu sei como isso é coisa rara.”

 

3. Volta logo
Publicado em 26 de agosto.

“Sinto sua falta quando sento no sofá e não tenho sua mão para segurar. Ou nas tardes mais preguiçosas, quando minhas pernas não servem de travesseiro para sua cabeça. Sinto sua falta quando meu dia foi péssimo e quando tive o melhor dia de todos.”

 

4. Se é pra ser 
Publicado em 20 de junho.


“Não sei se esse trem é irreversível. Mas, pra falar bem a verdade, tô com uma vontade tamanha de me jogar nisso apesar de todos os efeitos colaterais que pode causar… Porque eu não sei nem se quero voltar a ser como antes. Então, se é pra ser assim, então que seja. Se é pra ser, que seja um daqueles amores inspiradores. Se é pra ser, que não seja em vão.”

5. Piscar de olhos
Publicado em 11 de julho

“Tudo bem que minha memória não é das melhores, mas desta vez eu falo sério: Não sei dizer mesmo quando foi. Em que dia da semana nem do mês… Sei lá se chovia ou se era um dia ensolarado. Aliás, nem sei se era dia ou noite!… A verdade é que não faço nem ideia de qual momento, qual decisivo momento, fez eu me apaixonar por você.”

 

6. Acostume-se
Publicado em 30 de junho

“Não estranhe as minhas manias, não. Aliás, acostume-se com elas para a minha estadia ser mais longa e confortável.

Acostume-se que tenho preguiça de tirar a maquiagem a noite e que prefiro andar descalça pela casa. Acostume-se que falo com cachorros na rua e, se eu puder, vou fazer carinho neles. Acostume-se que sempre vou deixar um espaço para a sobremesa.”

 

7. Um olhar sobre as coisas
Publicado em 15 de julho

“Eu gosto do conjunto All Star, calça jeans, camiseta e jaqueta de couro. Gosto do tempero que minha avó usa no molho do frango, de assistir TV com dois travesseiros e de delineador estilo gatinho.”

 

8. Meus dias mais bonitos
Publicado em 7 de maio

“Ei, você já vai? Então, me dá mais um abraço inesquecível, um afago na bochecha e um beijo na testa. Faz as malas e brinca que eu não coube nela. Diz que você volta… Que vai ser mais rápido do que a gente imagina. Diz que volta e volta logo, porque meus dias mais bonitos estão indo com você.”

 

9. Ela está
Publicado em 17 de julho

“Ela está a espera… Segurando as mãos, ansiosa, mordendo os lábios de preocupação. Será que a porta vai abrir, enfim? Será que o convite será feito? Dê a passagem e ela trará cor às tuas paredes brancas e música ao silêncio que te cerca. Deixa ela abrir as janelas e arejar o teu lar.”

 

10. Você também perdeu
Publicado em 31 de julho

 

“Depois da cara desinchar de tanto choro, tô me achando mais bonita. Até mudei o visual e aprendi a fazer umas maquiagens mais decentes para as ocasiões especiais. E achei ânimo para começar uma atividade física. Já percebi umas diferenças no corpo e tô curtindo o resultado. (Falando em palavras francas? Eu tô gostosa!)

Textos

Mutante

Amor nunca foi muito a minha praia. Se eu parasse para contar as minhas histórias, você – provavelmente – prepararia suas melhores palavras de conforto. Certa vez, ao desabafar em um ombro amigo, ouvi: “Olha… Acho melhor você esperar um pouco. Não insiste nisso por um tempo”.

Eu realmente poderia desistir temporariamente. Largar mão dessa busca pela “cara metade” (se é que isso existe mesmo). Deixar a vida me levar e, em uma esquina, topar sem querer com o cara menos errado, porque encontrar o “certo” é querer demais. Mas, sabe como é, “sou brasileira”…

Persisti nessa história por mais de uma vez. Às vezes, errei feio logo de cara. Noutras, durou um pouco, mas não demorou para perceber que, de novo, não era aquilo. Umas foram mais especiais e, portanto, mais doídas que outras. Vivi de altos e baixos, mas nunca atingi o ponto máximo de uma paixão, paixonite ou amor. Até que, um dia, ele chegou de mansinho.

Vai ser clichê, mas vou dizer mesmo assim: Ele estava ali o tempo todo, embaixo do meu nariz, e eu não percebi.

Acredito que o amor seja tímido – pelo menos o meu. Sei de casos em que o amor chegava com todas as extravagâncias possíveis, tapete vermelho e cornetas entoando “Your Song“, do Elton John. Mas o meu… Ah, ele é mais discreto.  Sensível. Medroso. Ele se camufla em amizades, o danado. Fica por trás de gentilezas. Vira sombra de palavras doces. Sempre em segundo plano, esperando ansiosamente pelo momento ideal para vir à tona.

Quando ele chegou, veio em forma de abraço. Hoje é um mutante, que se transforma em risadas, silêncios, canções, danças atrapalhadas, olhares e piscadelas. Aí eu vejo que eu estava errada: Não é que “amor não fosse a minha praia”. Eu é que estava, todo esse tempo, na praia errada.

 

Textos

Mergulho

Me dói admitir, mas você tinha razão: Eu não poderia ter me apaixonado. Não naquele tempo. Não por você. Mas ninguém me ensinou a programar o coração para o timing ideal. E, até onde eu sei, não existe um manual mostrando o passo-a-passo do desapaixonar.

Dizem que a vida segue, mas esquecem de dizer como ela segue. Não vou usar termos como “melhor” nem “pior”, mas “diferente” e, talvez, “improvisada”. Um monte de planos de última hora para compensar os desfeitos – ainda que sem querer e em segredo.

Quem sabe, se tivéssemos ficado juntos, agora, estaríamos planejando onde passar a virada do ano. Ou, se muito apaixonados, onde seria o nosso casamento e quem seriam os padrinhos. Em contra partida, caso tivesse sido esse o nosso destino, eu não teria viajado para o leste europeu nem ido àquele festival de rock.

À época, sua reação foi um golpe. Hoje, percebo que foi apenas uma reorientação de caminho. E que, realmente, a vida continua fluindo… Como um rio. Estou apenas à deriva, deixando ela me levar até sua foz. E quando encontrar um mar, o meu mar, quero mergulhar fundo na imensidão. Na nova água, minha nova fonte, sem medo de me afogar.

Textos

Você feliz

Assisti pela “seiláquésima” vez o “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” esses dias e parei para analisar como aquela francesinha peculiar me fez abrir os olhos aos pequenos prazeres da vida.

O filme já começa falando deles. Ela gosta de ver a reação das pessoas no cinema e de enfiar a mão em sacos de feijão. O pai gosta de limpar a caixa de ferramentas.  Não sei quem gosta de estourar plástico bolha. E um outro, assim como eu, gosta de estalar os dedos.

Essas pequenas felicidades compõem o nosso dia com tanta frequência que já não notamos mais. Por vezes, fazemos automaticamente. E a satisfação, apesar de sempre presente, nos passa despercebida. Aliás… A verdade verdadeira é que nós a ignoramos.

O principal motivo, talvez, seja porque queremos sempre prazeres maiores. Reconhecimento. Sexo. Dinheiro. Amor. Colocamos na frente os prazeres que nos tornam dependentes de terceiros e a margem que se abre à frustração é gigante.

Outro questionamento que me fiz: Por que ficamos inertes, esperando algo louvável chegar até nós? Nos acostumamos com o que nos é cômodo e isso, sem nos darmos conta, atrasa a nossa vida. Amélie cria as próprias próprias oportunidades e realizações. Além de mexer os pauzinhos para que as pessoas próximas à ela também percebam que mudar é uma questão de atitude.

Não sei vocês, mas isso me fez querer mais pequenos prazeres. Amor e afins a gente acha pelo caminho – como acontece no (fabuloso) destino de Poulain. E aí, pensando em tudo isso, me lembrei daquela musiquinha de supermercado, a princípio boba mas que é uma constatação certeira: “O que faz você feliz, você que faz”.

E é mesmo.

Textos

Boas-vindas

Assim que você chegar, amor, me procure. Venha à minha casa, bata na porta da frente e diga: “Cheguei pra sempre”.

Me conte como passou cada dia da (longa) viagem que te atrasou até mim. Fala dos teus piores e melhores momentos. Dos mais engraçados e dos mais sombrios. Serei toda ouvidos. E olhos também, porque gosto de focar nos teus lábios. Adoro presenciar o nascimento dos teus sorrisos.

Faz tempo que eu espero este momento: o que você anuncia que não tem mais motivos para se ausentar. Agora, eu posso grudar em você e você em mim.

Quando a noite chegar e estiver cansado demais para conversar, ficamos no escuro sentindo a respiração um do outro. A pele. O coração.

Você demorou, amor. Por alguns dias, pensei que desistira de mim… Que havia encontrado alguém na estrada e que ira de carona por alguma rodovia no sentido oposto ao meu.

Mas você está na minha sala, olhando para mim com saudade. E eu me vejo mais apaixonada ao encontrar seus olhos dessa maneira.

Assim que puder, meu bem, apague a luz e vamos deitar. Feche os olhos comigo e vamos sonhar com o futuro, que começa assim que o sol nascer.

Textos

#CataratasDay

Para quem não sabe, sou nascida e criada na cidade paranaense de Foz do Iguaçu, na divisa com Paraguai e Argentina. Não é uma cidade perfeita, mas Deus deixou uma perfeição aqui pra gente: as Cataratas do Iguaçu.

Não consigo lembrar de uma vez sequer que eu neguei um passeio até lá. Não me canso. Acho que é impossível alguém enjoar disto:

Foto que tirei em agosto (se não me falha a memória), numa época em que a vazão estava abaixo do normal
(1,5 milhão de metros cúbicos de água por segundo)

Há exatos três anos, esse meu quintal de casa ganhou o título oficial de uma das novas sete maravilhas da natureza e, por isso, hoje comemoramos o #CataratasDay. A ideia é fazer essa hashtag pipocar por aí! Então, se você tem uma foto (atual ou não, colorida ou não, selfie ou não….) nesse lugar espetacular, compartilhe! Vamos comemorar esse aniversário.

Hoje, passamos uma manhã deliciosa (apesar da chuva) no Parque Nacional do Iguaçu, onde estão as cataratas. Com a presença especial do Luba TV, reunimos um grupo de blogueiros aqui da cidade para curtir a data. Começamos com um belo café da manhã no Hotel Bella Italia e encerramos com um almoço delicioso no Restaurante Porto Canoas, no PNI.

Não adianta nada vir até aqui e não se molhar! 

E ganhamos presentinho lindo da Cataratas S.A! O Quati e a Onça Pintada são animais símbolos do Parque Nacional. E esse livro tem umas fotos antigas incríveis! Já imaginou ir a pé até a beirada das cachoeiras? Pois é… Antigamente era assim. Fico com inveja, confesso, porque devia ser bom demais!

A campanha – A campanha para tornar as Cataratas do Iguaçu uma das novas sete maravilhas começou em 2007. Organizado pela Fundação New 7 Wonder, o concurso começou com  440 atrações de mais de 200 países. Após duas etapas, que envolveram o voto popular e a seleção de especialistas, as Cataratas do Iguaçu conquistaram uma vaga entre as 28 finalistas.

Para ajudar, aqui em Foz rolou uma campanha chamada “Vote Cataratas” e deu super certo! Foi bonito de ver a comunidade envolvida na ação. E valeu até umas loucuras para divulgar a ação, como a tirolesa do Waldemar Niclevicz sobre a maior cachoeira do atrativo, a Garganta do Diabo.

É, a gente levou a sério – Ainda bem!

Ao final, os sete vencedores, anunciados em 11 de novembro de 2011, foram: Cataratas do Iguaçu, Brasil e Argentina; Baía Ha Long, Vietnã; Jeju-do, Coreia do Sul; Komodo, Indonésia; Rio Subterrâneo de Porto Princesa, Filipinas; e Table Mountain (Montanha da Vida), África do Sul.

Entretenimento, Leca

Cerejeira convida: Gonzales na Virada Cultural

Olha só quem voltei! Tô vivinha, gente. Sumi por uns dias para ir cuidar do amado (que, por sinal, já está praticamente 100%!)

E como tenho que por as coisas em ordem no trabalho, o tempo para escrever ainda não surgiu.

Entretanto, porém, todavia: Dá tempo de convidá-los à Virada Cultural em Foz do Iguaçu – mais especificamente para o show da Gonzales, no sábado, dia 15, às 19h30, na Praça da Bíblia. Entrada franca.

Foto: Paulo Falcão



A Gonza vai tocar no mesmo palco que Karol Conká (show às 21h, logo depois do nosso); Denorex 80 (22h30 ) e Arnaldo Antunes (00h).

Estamos super felizes com a oportunidade. A Virada Cultural é um evento organizado pela Secretaria Estadual de Cultura que acontece em várias cidades do Paraná, como Toledo, São José dos Pinhais, Umuarama e Francisco Beltrão.

Leitor

Nessa estrada

*Texto da leitora Luciana Ferreira, do blog Essa Vida Linda

Vem, entra. No carro da minha vida, o porta malas é grande. Cabe seus anseios e medos que descarregaremos no percurso.

Vem, entra. Estou levando minha bagagem de sede de experiências. Quando faltar em você, não se preocupa, empresto uma peça minha.

Vem, senta. Passa o cinto e entenda: não sei ser o tempo todo passageira nesse veículo. Aceita um pouco minha E.P., com componente masculino, como aceito a sua mulher. Que cuida, adota, planta.

Vem, aprecia a paisagem. Esta estrada é tão linda… Tem esquilos serelepes, borboletas que entram pela janela. Sim, nada de ar condicionado. Se integra no Universo comigo. Abre o teto solar, pro astro-rei nos acompanhar.

Ei, relaxa. Inclina o banco, recosta essa cabeça exaurida. Tira um cochilo gostoso ao som de “O que eu também não entendo” e vamos chamá-la “nossa música”.

Vem comigo nessa estrada, onde sou banho de cachoeira no dia tórrido de sol. Chalé charmoso com lareira no rigor do inverno. Varanda repleta de flores por toda a primavera. Fruta suculenta de outono. Varal permanente de poesia e pintura surrealista.

Vem, deixa pra trás o carregador de fardos. Para ser viajante merecedor, aceita não ter resposta sempre. Para e pede informação. A matemática da vida inclui divisão.

Vem, embora eu não venda ilusões. O tempo pode virar, chover forte, nevar. Nada demais, é só irmos devagar. Meu mapa de chegada traz manias e expectativas, contudo estou sempre aberta para trilhar outras vias que deem no mesmo destino. E este, a qualquer momento, pode ser consensualmente revisto.

Vem, racha comigo o pedágio da coragem. Acompanha as placas para não nos perdermos. Me adverte, porque gosto de correr. Porém, fique seguro, querido. Jamais nos colocaria em perigo.
Mas não está livre, essa sagitariana desastrada, de amassar um retrovisor na baliza.

Vem, que na estrada da vida sou co-piloto. Aventureira prudente. Turista do campo, praia, montanha
e demais paisagens, onde queira levar nossa intimidade.

Vem, meu lindo. Antes que seja tarde.

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