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Quem é a autora do Blog?

Sou a Leca Lichacovski, Jornalista. Blogueira. Vocalista da Banda Gonzales. Sarcasticamente engraçadinha. Talvez você vá com a minha cara, talvez não.

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Te Carrego

*Texto publicado originalmente no Entre Todas as Coisas!

Para ler ouvindo: My Fight (For you)

Você ainda não sabe, mas… Bom, vou falar sem rodeio: Eu ainda te carrego na mochila. É, é, eu sei que deveria ter te devolvido por inteiro, mas não deu. Desculpa! Eu simplesmente não consegui abrir mão desses seus pequenos fragmentos.

Não uso sempre, só em casos de emergência. Diferente do que fiz quando o tinha por completo, não desperdiço essas pequenas porções. São tudo o que me resta de você: Um pouco do seu jeito de falar, aquela gíria que você usava sempre, a sua mania de morder o dedo quando o sinal está fechado e um gosto inexplicável por aquela banda alemã.

Te carrego seguro. Não quero perder essas doses, até porque não sei quanto tempo elas irão durar. Dias atrás, ainda tinha uma porção de “ordem correta para lavar a louça”. Quando percebi, não comecei pelos talheres – o que era totalmente contra a sua regra. Aquele montante acabou.

Ah, e já que estou aqui confessando, tem mais uma coisa… Aquele nosso sonho também ficou comigo. Está no fundo, para eu não correr o risco de usá-lo na primeira oportunidade, num desespero momentâneo. Ele é único e, portanto, devo ter cautela. Pensar bem antes de tirá-lo do fundo da mochila e trazê-lo à tona.

Desculpa se fiquei com coisas demais e devolvi de menos. Mas, você também ficou com partes de mim. E, na real? Pode ficar, não as quero de volta. Mas também peço que não me desperdice. Não me use mal. Não me use sempre, porque até o pra sempre termina. O nosso acabou… E só nos sobraram pedaços do que, um dia, foi eterno.

 

Textos

Dicas de Leitura da Cerejeira

Já diziam minhas professoras: “Para escrever, tem que ler”. E eu repito esse conselho como mantra. Comecei com os romances do Sidney Sheldon, para os poemas do Carlos Drummond e Elisa Lucinda às crônicas cômicas do Luis Fernando Veríssimo.

E, sendo a era digital, tenho meus sites e blogs literários favoritos também. Então, separei a listinha de sites que me inspiram e servem como exercício diário para mim.

1. Entre Todas as Coisas
De Daniel Bovolento, sou fã do blog antes mesmo de ser colaboradora. Um texto que me marcou muito foi “A Primeira Vez“, talvez o primeiro que eu tenha lido. Mais recentemente, “Quando o Amor Acabou” também foi certeiro. Indico muito mesmo a leitura.

2. Casal Sem Vergonha
Apesar do nome, o site Casal Sem Vergonha bota a gente pra pensar muito sobre relacionamentos e amor. Um dos meus favoritos foi o “Existe Cura para o Romantismo?“.

3. Ivan Martins
Ele é colunista da revista Época. Toda quarta-feira, vou lá conferir o que ele tem de novo. De longe, os textos de que mais gosto são “Os Amores Difusos” e “Trago o Amor de Volta“.

4. Entenda os Homens
Além das crônicas, o pessoal do EOH traz sugestões de filmes, livros e músicas, enquetes, vídeos e mais. Gosto muito do “Dizer eu-te-amo é pouco” e do “Driblando o Efeito Borboleta, ou, Destino“, mas, para mim, o melhor é “Crônica de um Amor Cotidiano“.

 

5. Uma Segunda Qualquer
Não é (só) porque é minha amiga que a Mayara Godoy está nessa lista. Basta acessar o blog para perceber que o lugar nessas minhas indicações é merecido. Recomendo todo, mas eu amei “Monstros” e “Há Vagas“.

6. Garon Piceli
Seguindo o exemplo da Mayara, esse meu amigo também está aqui porque escreve muitíssimo bem. O Garon tem uma delicadeza nos textos que só ele tem. Adoro. De todos os posts, os meus favoritos são “Deus não está sendo sensato contando os segundos quando estamos juntos” e “Quem vai querer um dragão caindo aos pedaços?

7. The Bro Code
Descobri faz poucos dias esse site. Quando li o texto, já imaginei algo totalmente diferente. Talvez algo mais de humor, já que “The Bro Code” é uma das famosas frases de Barney Stinson, do seriado “How I Met Your Mother”. Em todo caso, cliquei e vi que não podia estar mais equivocada. O blog traz textos com uma  extremamente sincera. Gostei bastante. Indico que comecem por “Idas e Vindas“.

8. Revista Bula
Não sei indicar qual dos colunistas é melhor, portanto, indico a seção inteira. Comecei lendo “Conversa à toa sobre o começo, o meio e o fim do amor” e já foi suficiente para adicionar o site à lista de leituras diárias. Outro texto igualmente recomendável é “Crescer é aprender a dizer adeus para certas coisas“.

É isso! E vocês? Tem algum site para indicar?

Textos

Erosão

Quando anunciei a partida, você aceitou sem pestanejar. Sem insistir para que eu ficasse um pouco mais. Sem implorar por mais cinco minutos… Você só disse “tudo bem” e me acompanhou até a porta. Abriu-a para mim e me viu sair. Escorri pelos seus dedos e você apenas observou.

Parasse em frente a saída e não me deixasse ir. Gritasse que não. Agarrasse o meu braço e dissesse: “Não, seu lugar é aqui”. Trouxesse o meu corpo para dentro de um abraço-cadeado. Ou, ao menos, me desse um beijo de despedida capaz de me fazer mudar de ideia…

Mas você permitiu que eu fosse. Não relutou. Não chorou. Não questionou. Não se impôs entre meus passos ante a porta. Não perguntou se eu queria companhia. Apenas deu passagem para que eu seguisse o meu caminho e sequer acenou um adeus.

Então, eu fui. Sob a sua espécie de bênção, eu simplesmente fui. Talvez você pensasse que fosse um blefe. Ou que eu voltaria logo. Ou, quiçá, estivesse tão cansado quanto eu para insistir… Para ficar. E, sabe de uma coisa? Acho que se fosse o contrário, eu também não te impediria.

O que resta, então? Poças de nós dois, buscando uma nova foz, desimpedidos. Vítimas e agentes de erosão do e no outro. Quando estivermos distantes, veremos a paisagem que resultou. Mas, por ora, somos apenas um buraco no solo, destoando a beleza natural.

Textos

Os favoritos da Cerejeira

É difícil definir, mas eu tenho os meus textos favoritos aqui. Na falta de tempo em escrever algo novo, pensei em dividir com vocês os rabiscos que mais gosto – não necessariamente nesta ordem.

Vamos lá!

Chinelos 

Fazendo uma limpa no armário ontem encontrei seu par de chinelos. É, aqueles azuis parecidos com os meus. Nem me lembrava mais deles e, agora que os vejo, todas as memórias da gente vieram à tona… Como se eles fossem um gatilho para o baú de lembranças enterradas.

Olha pra Ela

Aproveita o agora e olha bem pra ela, rapaz. Guarda com carinho os detalhes que mais te agradam, porque eles vão desaparecer. Ela vai mudar. Vai se transformar a noite, enquanto você não vê. E eu não sei dizer se você vai gostar dela depois que a metamorfose terminar.

Silêncio dos Inocentes

O corpo não queria mais. Os lábios queriam ficar soltos ao invés de grudados aos seus. Não é só a morte que separa. Há outros fatores que enterram precocemente a vida em conjunto. Nós fomos mais um par de vítimas desses capangas. Acredite: Te amei até o último adeus e além. Eu só não queria mais estar ali.

Pra você me entender

Aos poucos vou te entregando as minhas verdades. O meu lado não tão bonito. A minha face oculta. Aquela parte que lutamos com todas as forças para esconder e deixar cair no esquecimento – se é que isso é possível. Vou te confessando os meus pecados como se você fosse o responsável por me dar o perdão de que preciso.

Café Preto

Olhei ao redor e o resto do apartamento ainda mostrava você, mesmo na sua ausência. O sofá, que você tanto insistiu para ficar de frente para a janela, continuava lá. A cama vestia o jogo de lençóis que você escolheu. E minhas roupas continuavam ocupando só o lado esquerdo e as duas gavetas de baixo.

 

Fica

Esquece os outros compromissos. E, se tiver outro lugar para ir, me leva junto. Vamos chegar de mãos dadas e sentar lado a lado. Vamos ficar nos olhando com aquele olhar bobo e ficar vermelhos. Em seguida, me beija na bochecha e me vê sorrir encabulada. Me vê sorrir com os olhos. Me vê sorrir com você.

Não Goste de Mim

Vou reforçar esse aviso quantas vezes for necessário para que não haja nenhum tipo de ilusão ou expectativa. E, a cada anúncio, sentirei o gelo do coração subindo pelo meu peito. Acho que a frieza é a forma de me cuidar agora. (…) Eu não posso gostar ainda. De você, nem de ninguém. Então, não goste de mim, porque sentimentos são duradouros e eu não vim para ficar.

Tá Tudo bem

Menina, olhe-se no espelho como se fosse a primeira vez. Esquece todos os defeitos que você se atribuiu. Deixa pra lá todos os conceitos que você tinha de si mesma e se veja como realmente é. Permita-se esse encontro. E, ó… Tá tudo bem se achar bonita. Já notou que seus olhos tem um fundo esverdeado? Já reparou como seu sorriso é cativante?

 

 

 

Sinais 

Diz que eu não tô ficando maluca. Diz que aquele olhar que te permitiu ver minha alma não foi fruto da minha imaginação. Diz que eu vejo esses sinais porque eles existem, e não porque eu quero que estejam lá. Me diz alguma coisa, porque não sei mais se dá pra confiar na minha cabeça. Eu tô no escuro.

Caixa de Memórias

Em silêncio, te dediquei sonhos, canções, pensamentos. Foram lindos – só para você saber – mas os guardarei para mim, no cantinho dos outros amores gastos. Talvez um dia, quando a caixa com as memórias de você estiver empoeirada, eu consiga revê-las sem sentir o frio na barriga. Sem as pernas tremerem. Sem o coração ficar pequeno.

Textos

Muralhas

Peguei uma marreta e pus abaixo a muralha dos meus valores e conceitos. Aquela fortaleza não existe mais. Foi doído, mas necessário. Cada pancada era um novo modo de ver o mundo. Os buracos se tornaram janelas, até não haver mais nenhum obstáculo. Até tudo ter virado pó.

Antes, eu não permitia que os impuros chegassem. Que os culpados sequer se aproximassem. Até que me vi num patamar igualmente pecador. Cansei da hipocrisia e derrubei os tijolos, um a um. E meu castelo agora está acessível ao que for. A quem chegar.

É uma manobra arriscada, eu sei. Mas, aos poucos, conforme as idas e vindas forem acontecendo, saberei definir quem eu quero dentro e quem deverá ser banido para sempre. E assim uma nova brigada se forma. Mais baixa e com mais pontes, mas ainda assim, defensiva. E, mais importante, sob o meu comando.

Agora, eu quem decido como será a construção. Eu que ditarei as ordens enquanto o novo muro é erguido. 

Eu sou o senhor do meu destino. Eu sou o capitão da minha alma“.

Eu. E ninguém mais.

Textos

Saudade é…

Amor não acaba nem morre.
Vira saudade.
Saudade é aquele eterno “querer e não poder”.
É o “E se…?” que permanece na cabeça tempos depois de ela ter ido embora.
Saudade é aquilo que não dá pra definir se é dor ou conforto
É aquele espaço no coração que ainda ama os velhos hábitos.
Saudade é a aliada do apego.
É aquele abraço longo que não deixa ele ir de uma vez por todas.
Saudade não é a ausência, mas a falta.
É aquele rosto que não pode mais ser tocado.
Saudade é aquele perfume impregnado, 
mesmo sem senti-lo há anos.
Saudade é uma porta a um passado bom
quando o presente já não supre mais as expectativas.
Saudade é…
quando as palavras acabam,
mas o pensamento se perpetua.
Saudade é ruim, mas é bom.
É uma contradição
É o coração se curando e mantendo a ferida.
Saudade é universal, 
mas de cada um.
Saudade é aquilo que não morre nem acaba.
Vira amor eterno.
Textos

Ressucitado

Tá vendo esse sorriso que ela sustenta, rapaz? Tem o seu nome nas entrelinhas. E você achando que era apenas um sorriso tímido… Não, rapaz. Ele é baú de um tesouro perdido.

Fazia tempo que eu não a via esticar os lábios num riso tão puro. De
todos os sorrisos que ela tem, esse foi do que mais senti falta. É o meu
favorito, porque ela se ilumina quando o veste. Já reparou nisso?

Confesso que já havia perdido as esperanças de tornar a vê-lo.

Até que, naquele dia, um esboço dele atingiu a boca dela. E aí, meu amigo… Eu sabia que seria só uma questão de tempo até que ele viesse na forma completa de obra-prima.

Ele irradia, esse sorriso. Vira luz em torno do rosto. Se hospeda também nos olhos. Toma conta do corpo todo. Torna-se música lenta de romance que só o coração escuta. É poema silencioso aos apaixonados. É seu.

Textos

Gravidade

Na época de escola, tinha um amigo super apaixonado pela namorada – não que ela merecesse um terço daquele sentimento. Quando ele não estava por perto, nossa conversa era sobre o casalzinho, porque não aceitávamos que nosso amigo estivesse tão perdidamente cego por essa menina que aprontava poucas e boas – e ele sabia.

Até que eles terminaram. E voltaram. Terminaram. E voltaram. Aquele típico relacionamento ioiô. Em um dos términos, ele conseguiu se interessar por outra moça e até tentou sentir por ela o que sentia pela ex. Mas vi que era em vão, principalmente quando ele me ligou e disse: “Ela é ótima, mas não é a Carol“.

Hoje, eu o entendo. Todos temos uma “Carol” no histórico amoroso. Algo que não se explica, só é sentido (muito intensamente). E é essa intensidade que sempre nos leva de volta à gravidade daqueles seres. Ela é viciante e sempre queremos mais uma dose. Mas não se engane: Cada gole dessa união é tão delicioso quanto corrosivo.

Meu conselho? Negue a próxima rodada e todas as seguintes. Vai doer. Provavelmente, este será o “não” mais difícil de dizer. E, sim, haverá a fase de abstinência. Você vai querer ligar, mandar mensagem, puxar conversa sobre o tempo só para ouvir aquela voz novamente.

Não seja puxado novamente ao buraco negro. Liberte-se. Voe para longe, como estrela cadente, e conheça outras galáxias. Em uma delas estará o seu sol.

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