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Quem é a autora do Blog?

Sou a Leca Lichacovski, Jornalista. Blogueira. Vocalista da Banda Gonzales. Sarcasticamente engraçadinha. Talvez você vá com a minha cara, talvez não.

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Curtinho

“Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar o coração… ”
(O Pequeno Príncipe)
E é por isso que eu tô sempre olhando por cima do ombro… Pra ver se aquele vulto é o seu. Pra garantir que é você abrindo a porta. Pra ter certeza de que foi sua risada que ouvi. 
Minha ansiedade fica a flor da pele e meus reflexos, fantasiosos. Viro ligeiro a qualquer menção do seu nome.  A qualquer possível batida na porta. A qualquer apertar da campainha.
E te quero tão logo, tão rápido, que até escrevo curtinho, só pra não perder a sua chegada.
Entretenimento, Leca

Convite: Rock’n’Roll Solidário

Pra fechar o ano, a Banda Gonzales se despede de 2013 de forma linda: com um show solidário. Juntamente com a Dr. Roque, vamos fazer barulho lá no Ballinas Pub, dia 20 de dezembro.

O ingresso antecipado custa nada mais, nada menos, que um brinquedo – pode ser novo ou usado. Vamos lá curtir boa música e, ainda, garantir um presente de Natal das crianças da Instituição Nosso Canto de Adaptação Neurológica em Foz do Iguaçu.

As doações podem ser entregues nos seguintes locais: Casa das Piscinas (Rua Marechal Floriano Peixoto, 1762. Telefone: 3523-4904) e O Trem Bala –  Instrumentos Musicais (Rua Engenheiro Rebouças, 686. Telefone: 3028-8600).

Esperamos vocês lá!

Textos

Resumão do Cereja

O que rolou nesta semana aqui no Cereja no Ombro:


02/12 – Histórias da Tia: Árvore de Natal


“Mas, o que eu tenho a falar é que você está começando a mostrar pra todo mundo que está ali, crescendo e se preparando para mudar as nossas vidas. Por falar em mudanças, tenho algo pra te avisar: essa calmaria toda vai passar, bebê. O final de ano está chegando e, com ele, vai surgir um monte de barulho. Não estranhe. É festa.”

03/12 – Você quer?

“Cabelos longos e loiros? Esqueça. Meu cabelo é curto, quase joãozinho. E castanho. Barriga sarada e pernas torneadas? Não, sinto muito. Sou normal. Nem magra, nem gorda. Pezinho de princesa? O meu ultrapassou essa numeração há alguns anos.”

04/12 – A você que vem…

“Eu sei que você está vindo. E entendo que a sua chegada pode demorar um pouco por causa das tempestades que enfrenta no caminho. Devagar e sempre. Não pare e não olhe pra trás. Aquilo que ficou já não importa. Foque no que está por vir. Tente enxergar através do mau tempo: Aqui, o sol brilha forte. E eu quero tanto mostrá-lo para você.”

05/12 – Silêncio dos Inocentes

“Não é só a morte que separa. Há outros fatores que enterram precocemente a vida em conjunto. Nós fomos mais um par de vítimas desses capangas. Acredite: Te amei até o último adeus e além. Eu só não queria mais estar ali.”

Bom final de semana!

Textos

Silêncio dos Inocentes

Para ler ouvindo: 505 – Arctic Monkeys
“I probably still adore you with your hands around my neck. 
Or I did last time I checked”

Ficar calados um do lado do outro não foi o problema. Por vezes, era permissivo e proposital. Trocávamos as palavras por sons quase inaudíveis e estes, por sua vez, é que quebravam o silêncio total. O roçar dos dedos nos cabelos. O atrito sutil da pele com pele. Os suspiros e os beijos intermináveis.

Não foi o silêncio que nos matou.  Não é ele o réu deste julgamento. Foi passar horas a fio sem nem os olhos se comunicarem. Os verdadeiros culpados somos eu, você e a nossa distorção. A nossa falta de preenchimento. O cansaço que se instalou nos nossos travesseiros.

A consequência disso foi o silêncio ininterrupto. Pesado e soberano. O único som que eu ouvia era dos meus pensamentos, que gritavam para que eu agisse. Mas a mão não se movia. O corpo não queria mais. Os lábios queriam ficar soltos ao invés de grudados aos seus.

Não é só a morte que separa. Há outros fatores que enterram precocemente a vida em conjunto. Nós fomos mais um par de vítimas desses capangas. Acredite: Te amei até o último adeus e além. Eu só não queria mais estar ali.

Estrangularam o nosso desejo um pelo outro. E isso é tão grave quanto matar o próprio amor, senão pior. Porque, sem este componente fundamental, somos inatingíveis um ao outro. Ficamos sozinhos, mesmo na companhia de quem mais tentou nos afastar da solidão.

Textos

A você que vem…

Não se preocupe, eu não vou sair daqui. Os dias aqui são mais bonitos. Talvez seja a Pasárgada de Manuel Bandeira. Tem mais cor mesmo nas horas mais cinzentas. Aqui é bom, aconchegante, ameno, mas solitário.  Preciso de companhia. Da sua companhia.

Eu sei que você está vindo. E entendo que a sua chegada pode demorar um pouco por causa das tempestades que enfrenta no caminho. Devagar e sempre. Não pare e não olhe pra trás. Aquilo que ficou já não importa. Foque no que está por vir. Tente enxergar através do mau tempo: Aqui, o sol brilha forte. E eu quero tanto mostrá-lo para você.

Queria poder ir te buscar e trazê-lo correndo para cá, onde a grama é mais verde. Queria pode te estender a mão e arrancar você do temporal. Do olho do furacão. Mas a única coisa que posso fazer é esperar – com os braços abertos. Vem no seu tempo. No seu ritmo. Eu não vou a lugar algum.

E quando você finalmente pisar aqui, ah, como farei festa. Poder te abraçar, enfim. Poder compartilhar com você as coisas boas que esta terra mana. Poder me aventurar nos locais inexplorados com você.

Falta pouco. Acho que já vejo sua silhueta no horizonte. Cruze a linha de chegada e descansa, porque eu sei que a maratona foi difícil. Aqui será o seu repouso. O seu paraíso. O nosso lugar.

Textos

Você quer?

Lamento, mas não tenho muito a te oferecer.

Não tenho nada em meu nome, sequer um cadastro na Casas Bahia. Minha casa, além de pequena, é alugada. Não sou chefe na empresa onde trabalho. Meu carro é um daqueles “popular-um-ponto-zero”.  Acho que, meu mesmo, só um violão e uma beagle gordinha.

Ah, e também não sou uma lady. Não espere uma etiqueta à la Audrey Hepburn da minha parte. Calma, não sou nenhuma ogra também! Mas sou menina-moleca. Troco sapatos de salto alto por um par de tênis ou sapatilhas.

Cabelos longos e loiros? Esqueça. Meu cabelo é curto, quase joãozinho. E castanho. Barriga sarada e pernas torneadas? Não, sinto muito. Sou normal. Nem magra, nem gorda. Pezinho de princesa? O meu ultrapassou essa numeração há alguns anos.

Sou cheia de imperfeições – como qualquer ser humano. Umas manias insuportáveis e inexplicáveis, como deixar o volume da televisão sempre num múltiplo de cinco. E, seguindo os costumes da humanidade, tenho uns gostos gastronômicos peculiares.

Em suma, essa sou eu: Não tenho muito, não sou nenhuma boneca Barbie e sou complicada. Mas, ofereço o meu colo pra você. Não, ele não é o melhor do mundo, mas talvez seja o que você precisa. E um coração, cheio de remendos, mas disposto a ser seu por completo.

Você quer?

Textos

Histórias da Tia: Árvore de Natal

O post de hoje está lá no Histórias da Tia.

Vem ler “Árvore de Natal“.

“Mas, o que eu tenho a falar é que você está começando a mostrar pra todo mundo que está ali, crescendo e se preparando para mudar as nossas vidas. Por falar em mudanças, tenho algo pra te avisar: essa calmaria toda vai passar, bebê. O final de ano está chegando e, com ele, vai surgir um monte de barulho. Não estranhe. É festa.”

Textos

Aniversário do Cereja!

Quatro anos de Cereja no Ombro! ♥

Foram quatro anos nesse espacinho que me faz um bem danado. É meu cantinho especial, onde posso jogar uns pensamentos e, por sorte, há vocês para me aguentarem.

O Cereja já andou por tudo. Já falou de filmes, tecnologia, política, maquiagem, música. Já teve títulos longos e monossilábicos. Já tentei mostrar um pouco mais de mim através de tutoriais em vídeo e pelos posts “Instagram da Cerejeira“.

Foram quatro anos buscando e formando uma identidade. E, nesta manhã, revendo os primeiros posts, vejo que hoje, voltei à essência do blog: A escrita.

E foi nos textos, que surgiram ao acaso – como todo o Blog em si – que me senti aproximar de vocês e crescer. Como presente de aniversário, a Cerejeira ganhou (graças à vocês!) uma das vagas de colaboradora do site Entre Todas as Coisas.

Um super obrigada a todos! Feliz quatro anos pra gente, cerejeiros.

Textos

De você

De você, quero o último boa noite e o primeiro bom dia.
Quero os lábios, os braços, as pernas, o corpo inteiro.
Quero os invernos, os outonos, os verões e as primaveras.
De você, quero os cafunés durante o filme.
Quero as melhores risadas e os melhores beijos.
As mais sinceras conversas. As mais difíceis.
De você, quero o cuidado completo.
Quero competições de videogame e vinho.
Quero disputas para contar primeiro como tudo começou.
De você, quero o coração, a alma e a dedicação.
Quero os comentários sarcásticos durante os seriados.
Quero os versos de Vinícius de Moraes.
De você, quero você.
Quero a entrega diária. 
Quero a orientação para quem andava perdida.
De você, eu quero o tempo e os detalhes.
Quero o abraço silencioso depois de um dia difícil.
Quero os sonhos acordados.
E, se não for pedir muito,
De você, eu quero o todo.

Textos

Incêndio

Eu nunca quis me apaixonar por você. Porque sabia que seria complicado. Porque sabia que eu iria terminar assim: desistindo. 
Deus sabe como eu tentei evitar. Te negar. Mas o “não” ficava na garganta e me rendia aos seus prazeres. Aos nossos beijos. Às minhas fraquezas.

Será que você sabe o quanto esse tipo de sentimento faz a gente viver em contradição? Eu me odiava por amar você. Mas aquilo me consumia como fogo e eu queimava meio às suas chamas. Fui morrendo aos poucos e você ardia e aumentava conforme sugava o meu oxigênio. Você é incêndio mesmo. Silencioso e destruidor. Belo e perigoso. E eu sou mais uma de suas vítimas, que inalou sua fumaça tóxica…

Foram tantas perguntas não feitas… E me faltaram tantas respostas suas, nos seus gestos, nos seus olhos. Onde estava a sua reação quando me via encolher?

Pra mim, chega. Não aguento mais essa condição de ser cada vez menor. Eu amo você, mas não posso nem quero mais te amar. Por isso, eu vou. Que Deus me dê forças, porque eu falo sério.

Poderia ter sido diferente. Eu estava aqui pra você, meu amor. Você não percebeu a minha presença e a disponibilidade do meu coração para ser só seu. Eu teria ido com você para o mundo, mas eu desisto de tentar chegar até você.

Você continua calado. Será que me vê tão insignificante que é só o seu silêncio que me sobra?

Sair dessa casa nunca foi tão difícil, mas saiba que, ao fechar aquela porta, será pra sempre.

Diz alguma coisa! Reage! Pede pra eu ficar. Grita que precisa de mim. Me segura e não me deixa ir adiante com essa ideia de te deixar pra trás. Você continua imóvel. Frio, como sempre e mais distante do que nunca.
Diz alguma coisa. Um adeus, pelo menos… Só para eu guardar o timbre da sua voz, nem que isso me rasgue o coração novamente.

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