Sobre

Quem é a autora do Blog?

Sou a Leca Lichacovski, Jornalista. Blogueira. Vocalista da Banda Gonzales. Sarcasticamente engraçadinha. Talvez você vá com a minha cara, talvez não.

Saiba mais

Escolhidos só pra você

Explore essas categorias

promo image

Leitor

Texto dos leitores
promo image

Listas

Coisas boas listadas
promo image

ETC

Entre Todas as Coisas
promo image

Cultura

O que acontece
promo image

Leca

Minhas coisas
Textos

Quando bate aquela saudade

Para ler ouvindo: Quando bate aquela saudade – Rubel

Quando você diz que precisa ir de novo, a saudade já se apronta para tomar o teu lugar. Se fantasia com teu cheiro. Mas essas pequenas eu consigo manejar, amor. Dessas, eu dou conta de controlar. Difícil mesmo é quando o tempo resolve se arrastar e bate aquela saudade…

Fico na cadeira, jogado, esperando a sua viagem acabar de uma vez. Você já é dona dos meus dias e, isso, ninguém supre. Por mais que eu tenha amigos para conversar e dividir boas risadas com cerveja. É você, mulher, que me faz falta. São os seus ouvidos que eu quero para mim. São os toques dos seus dedos no meu pescoço. Seus lábios… Ah, os seus lábios! Poderia senti-los por horas e horas sem cansar.

Mulher, já decidi que eu te quero pra sempre. E to só esperando você entrar por aquela porta para fazer você saber, de uma vez por todas, que é isso – apesar de eu saber que, durante suas TPMs, você vai me perguntar se eu mudei de ideia. Não mudo. Nem por um segundo. Eu quero te beijar aqui em casa, aqui neste sofá, no altar e nas crises dos dias difíceis.

Você me ensinou esse negócio de amar muito, sem ser, necessariamente, intenso. Mas eu quero te ser sincero e dizer que eu te amo toda, com o seu cabelo ondulado caindo sobre os olhos. Eu te amo mesmo quando você se acha feia, dizendo que está cansada de ser “quatro olhos” – você fica mais sexy do que nunca quando está com óculos. Sério!

Eu te amo mesmo quando você em tira a paciência porque eu não ouvi o celular tocar ou porque você o esqueceu em casa (pela 18ª vez esta semana). Eu te amo quando brigamos por causas diversas… E, mesmo bravo, eu não sei dormir em outro lugar se não ao seu lado. Posso até imaginar uma barreira imaginária entre nós, delimitando espaços que não devem ser invadidos, mas você precisa estar lá, porque… Porque é você. Eu te amo nas desculpas que peço e nos perdões que te dou.

Quando bate aquela saudade, eu vejo que uma vida sem você já não tem graça, mesmo que haja muita risada, vídeo game e bebidas. Eu te quero comigo pra ter sentido. Para ser sentido. Eu te quero comigo. Eu te quero agora. Pode voltar, que eu já estou te esperando faz tempo. É só entrar e ir direto para o quarto e trocar seu casaco por meus abraços e pelas dezenas de beijos que eu não pude te dar nesses dias em que a saudade bateu.

ETC

Eu não deveria deixar você me amar

*Texto publicado originalmente em Entre Todas as Coisas

[Você pode ler este texto ao som de Love, Love, Love]

Talvez eu tenha ido longe demais e eu só posso, talvez em vão, te pedir desculpas. Desculpa porque eu me demorei em você sabendo que eu nunca ia me entregar de verdade. Desculpa porque eu não te recusei e deixei você se acomodar em mim, mesmo tendo a plena noção de que eu não poderia ser seu aconchego. Eu sabia que logo iria embora, mas deixei você se aquecer em meu peito.

Você me fez bem, saiba disso. E isso tornou tudo bem difícil – mas não menos egoísta. Eu me programei para não te amar muito antes de criarmos essa relação que eu sem sei por nome. Não porque era você, mas porque eu não quero amar no momento. Tenho feridas ainda muito recentes e, por mais que você tenha ajudado a sarar algumas delas, ainda é cedo pra mim. Eu deveria ter dito isso.

Quando vi, você já estava se declarando para mim. Dizendo com palavras o que eu sabia só de te olhar. Transformou em vogais e consoantes o que aquele abraço quis dizer. Você ama e seu amor tem gosto bom, mas eu não sei reproduzir algo do tipo. Não ainda. Não de forma tão emergencial.

Eu queria que você viesse mais tarde e me amasse como agora. Te devolveria na mesma intensidade, vontade, mordidas, carinho na mão com os dedos. Te devolveria em sonhos, planos e planejamento. Te retribuiria em risadas, chocolates e elogios. Em sopro no pescoço, em mensagens de madrugada sobre nada importante, em músicas que, ao escutar, me fizeram lembrar de você.

Você ama e eu não deveria ter deixado isso acontecer, porque eu vou partir seu coração – seu bom coração – ao meio. Me desculpa, desde já, por não ter dito que eu não posso amar nesse momento. Seria bom e eu sei que você me cuidaria, mas meu corpo ainda pede repouso. Eu não deveria deixar você me amar, mas eu não soube o que fazer com teu sentimento roubado. Te devolvo, o mais inteiro que consigo, e espero que ache alguém que saiba levá-lo adiante.

Mas esse alguém não sou eu.

Textos

Me apaixonei por você

Você conseguiu. Me conquistou. Me despiu das tormentas dos amores passados e se chegou juntinho. Ah, moço… Leia isto imaginando a minha voz mais doce e feliz: eu me apaixonei por você. E isso tá me fazendo um bem que você nem imagina.

Me apaixonei por você sem saber que estava acontecendo. Me apaixonei por você nos detalhes dos dias, nos miúdos do cotidiano. Foi de pouquinho em pouquinho, de paixonite em paixonite. E agora eu tô aqui, pensando em você e sorrindo.

Me apaixonei por você quando perguntou qual cor eu preferia para o edredom. Quando dividimos longas gargalhadas, chegando a chorar de tanto rir. Quando você me mostrou sua música favorita.

Me apaixonei por você quando, ainda em junho, você já planejava: “Ali naquele cantinho podemos colocar nossa árvore de Natal”. Quando me roubou um beijo antes da foto, para o meu sorriso ser o mais bobo e espontâneo possível.

Me apaixonei por você quando a conversa se estendia até a madrugada e eu nem percebia. Tinha que segurar a risada para não acordar a casa inteira. Quando me abraçou depois daquela comédia romântica que me fez chorar.

Me apaixonei por você nos toques das mãos dadas e nos cafunés. Nas tardes preguiçosas de domingo e nas sonecas de pernas entrelaçadas. Me apaixonei quando você disse que não me queria mais longe de você por nada nessa vida.

Me apaixonei e me apaixono todos os dias, ao mesmo tempo que já te amo. Na verdade, eu me apaixonei no momento em que você surgiu… Eu só demorei para perceber que, desde o primeiro momento, eu estava apaixonada por você.

Entretenimento, Listas

3 músicas para se apaixonar por Anavitória

Esses dias, brincando no Spotify, encontrei um álbum de um dueto feminino coisa mais linda: Anavitória. Depois fui notar que as duas já estavam pipocando na minha Timeline também.

Violãozinho delicioso, letra gostosa, um par de vozes que fazem cócegas no coração. O conjunto todo é um som apaixonante. As meninas são de Tocantins e entraram há pouco tempo na casa dos 20 anos. Se você ainda não conhece, vou deixar aqui as minhas três canções favoritas, para você já pegar gosto pelo álbum recém lançado.

1. Singular

Essa música é uma serenata todinha, mas este trechinho:

“Eu te enlaço e não me permito soltar
Pro nosso nós não deixar de ser assim
Tão singular”

2. Chamego meu

Chamego meu” tem até direito a viola! Mistura aquela pegada da música “caipira” tradicional (não entendam pelo modo pejorativo da palavra, ok? Ok) com a meiguice do pop atual à lá Tiago Iorc.

3. Dengo

“Deixa eu lhe convencer
Que tu é o ser mais bonito
Que eu tive a sorte de conhecer”

EXTRA

Aí essas duas, que sabem que arrasam, resolvem fazer um arranjo em “Tocando em Frente“, de Almir Sater. O resultado não podia ser outro a não ser: “lindeza pura”.

E aí, gostaram? Qual é a música favorita de vocês?

Textos

Não se preocupe: você ama bem

Esquece o que você já ouviu sobre o seu jeito de amar. De que não deve ligar, porque ele pode se sentir sufocado. De que não deve mandar flores, porque você pode parecer desesperado. De que não pode mandar a mensagem primeiro. Isso tudo é jogo. E você quer amor.

Deixa tudo isso pra lá e não se preocupe: você ama bem. Porque eu ainda não consigo entender essa história de que perde quem cede primeiro. Amor é ceder mesmo, fazer sacrifícios – e nem sempre com cara feia.

A quantidade de carinho que você cede é algo que precisa ser acertado entre quem o recebe. A quantidade de tempo que você cede é algo que precisa ser conversado com quem o recebe. Sempre será só entre você e o destinatário. Os demais, que se explodam de tantos comentários e palpites não requisitados.

Sabe o que eu acho de verdade? As pessoas se escondem atrás desses jogos por medo de se relacionarem. De se machucarem outra vez. Querem, mas só querem se for com certeza. E isso me admira em você, que se joga nas oportunidades de ser feliz, sem enrolações. Sabe o que quer e faz acontecer. Isso te torna mais valente que muita gente.

Então, vai com os ouvidos tapados para o que dizem e lembre-se só disso: não tem nada de errado em gostar, demonstrar, mandar beijos e dizer que sente saudade. Nesse mundo corriqueiro, esquecemos que precisamos disso para seguir os dias difíceis. E você, com esse seu jeito, ainda mantém o dom de fazer alguém sorrir.

Textos

O amor que ainda não estava pronto

Ela estava lá.
Ele também.
Divertiam-se, separadamente.
Esbarraram na bandeja do garçom,
deixaram seus copos,
e voltaram a dançar.
O amor ainda não estava pronto.
Se guardou, tímido,
com medo de sair precocemente da toca.

Engraçado como o mundo dá voltas
e tornaram a se encontrar anos depois.
Conversavam todo dia.
Riam das mesmas piadas.
Mas o amor, ah, esse ainda não estava pronto.
Fingiu estar ausente.
E deixou manifestar apenas
a afinidade pelo gosto musical.
Ele já se embalava nas baladas inglesas,
Mas amor, amor mesmo,
não saiu para dançar.

Até que veio o primeiro beijo
E o amor, que ainda não estava pronto,
Já não tinha mais tanta certeza de que queria esperar.
Passeou pelos toques,
Pelos arrepios,
Pelos lábios,
Para saber se já era hora.
E, quando decidiu,
Já haviam se separado.

Foi aí que ele começou a agir.
Mexeu nos sonhos,
Invadiu composições,
Textos e poemas.
Veio em forma de saudade
e desejo.

No outro encontro,
já não teve dúvidas: “É aqui que vou ficar”,
e saltou no ar até abraçar os dois corpos.
Segurou firme, juntos os dedos para
que não se desatasse.
Fechou os olhos em esforço.
E, quando percebeu,
já não precisava mais de tanta força.
Eles permaneceram juntos,
sem dificuldades ou luta.
E o amor, que se julgava não estar pronto,
viu que queria aquilo já fazia muito tempo.

ETC

Não é amor

*Texto publicado originalmente em Entre Todas as Coisas

É amor. Quer dizer… Tem que ser, não é? Caso contrário não mexeria tanto comigo. Não ia me deixar assim, como se fosse numa abstinência de você. Amor deve ter dessas coisas. Não sei… Mas eu leio e ouço que amor é meio louco. Mas é meio razão também. Deve ser por isso que sempre te perdoo. E por isso que você sempre volta. Não é? Só pode ser.

Não vejo outro motivo para nossas idas e vindas. É, você me machucou muito. E, tudo bem: eu também sei ser cruel quando quero. Mas quando tudo passa, a gente se dá tão bem. E, quando é assim, é porque está certo. Certo?

Não é assim que deveria ser? Essa coisa intensa – às vezes até demais, tanto no bom quando no ruim? Eu não sei porque o seu é tudo que eu conheço a respeito de amor. E, quando eu vejo um filme ou ouço relatos de outras pessoas, eu chego a conclusão de que não é nada parecido com o que temos. E olha… O deles parece ser melhor.

Sabe, talvez eu precise de algo mais tranqüilo agora. De menos erros. De menos traições e brigas. Talvez eu não deva mais te perdoar tanto. Porque eu ainda sinto as dores. Não é porque se tornou cotidiano que parou de doer. Não é porque você diz que me ama que eu realmente sinta o seu amor. Não é mais aquela coisa certa e palpitante que me faz querer ficar para sempre. Não é mais bom suficiente, é? Não é amor, né?

Não.
Não é.

 

Textos

Eu te amo, mas eu tô desistindo de você

Eu te amei. Eu te amo. E sei que é recíproco. Mas quando dizem que amor é tudo, estão mentindo. É uma lástima quando duas pessoas se amam de verdade e, ainda assim, não dá certo. Essa é a nossa tragédia.

Nem sempre o amor é suficiente. Nem sempre ele salva a gente de um relacionamento fadado ao fracasso. Nem sempre ele nos resgata das forças do mal. E, por mal, entenda “realidade”. Ela é que transforma toda a magia em fantasia de criança.

Eu queria que amor me fizesse entender alguns de seus comportamentos. Algumas de suas escolhas. Mas a lógica fala mais alto nessas horas e, apesar de ainda te amar, eu não queria te ver mais na minha frente. Nem sempre eu gosto de você, apesar de te amar constantemente.

O amor precisa de outros incentivos. Ele, por si só, perde a força com o tempo. É fogo (que arde sem se ver, lembra?). Falta lenha na nossa fogueira e a chama está apagando, virando cinzas.

Eu te amo, mas tô desistindo de você, porque eu não quero virar matéria morta. Não é falta de amor, é não tê-lo na lista de prioridades. É estarmos em velocidades diferentes e, por vezes, em sentidos contrários. E eu quero andar sempre em frente, acompanhada, andar de mãos dadas, em direção ao que nos fará felizes.

Textos

Não posso mais te querer

Eu não vi em que momento você se instalou no meu desejo. Se foi na calada da noite, durante o banho, enquanto eu assistia seriado ou depois daquela terceira taça de vinho. Mas, quando dei por mim, você estava aqui, absoluto.

A questão é que esse lugar é de outra pessoa e você tem que ceder. Eu não posso mais te querer, mas você insiste em se fazer presente. Quão egoísta você é? Porque você vê de camarote a minha angústia e segue sem se mover.

O que eu faço? O que eu preciso fazer para tirar você daí? Ordem de despejo? Tomar remédio ou umas doses de Whisky? Não é mais uma questão de apenas querer que você vá. Eu preciso arrancar você daí.

Sabe o que é pior? É que eu não sei por quanto tempo mais vou resistir às suas artimanhas. Às suas mensagens. Aos seus convites e insinuações. E eu tenho certeza de que, se eu ceder, vou gostar. E isso vai me destruir.

Me irrita o seu egoísmo e sua insistência. Me enerva o fato de você me fazer marionete, dançando conforme a sua música e vontade. E me dá raiva ao ver o quanto você se diverte comigo em suas mãos.

Eu não posso mais te querer porque meu coração não sabe lidar com o desejo e ter que viver com a ausência. É horrível a sensação de que tenho que me acostumar a um rosto já familiar ao meu lado quando acordo, porque estava sonhando com o seu.

Sai de mim como quem deixa a festa por último, com a bagunça toda no chão para outro alguém limpar. Sai de mim depois de ter me feito parque de diversões do seu sadismo. Sai de mim e devolve minha paz, que você segura como um balão – e se diverte em vê-lo voar.

ETC

Chega

*Texto publicado originalmente em Entre Todas as Coisas

Não dá mais.

A dor consumiu tudo o que eu tinha em mim. Se havia algo bom, foi engolido há muito tempo e, agora, só tem escuridão aqui dentro. E eu não aguento mais.Ao mesmo tempo que sei que não dá pra apontar um culpado, eu tenho vontade de gritar que foram todos vocês.

Aos que pensarem “mas eu nem fiz nada”, digo que é justamente esse fato que assina a sua sentença: Não fazer nada. Não escutar. Não ver – ou pior, fingir que não viu. Não dar um ombro amigo. Não oferecer um abraço. Foi achar que o tempo resolveria. Não resolveu. Não passou. Nada passou, a não ser a vontade de seguir tentando.

Tentar para quê? Por quem? Essa vida é sozinha e essa realidade fica cada vez mais forte. É muita porrada que a gente leva sem ter quem nos ampare. E, quando achamos que a próxima mão vem nos dar carinho, é mais um soco. Eu já to no chão e continuam chutando. E não vai parar nem quando eu for.

Não dá mais.

Sou fraco. Cada vez mais fraco. Nem pra chorar eu sirvo mais…

Faz tempo que penso em como parar essa dor ardente e não vejo outra opção. Tem que ser assim. Talvez seja uma surpresa para alguns… E, para esses, eu digo: desculpem por decepcioná-los.  

Essa vai ser a última vez, eu prometo.  

Continue lendo

Close