Hoje começou o mês. Não sei, mas parece que todo início é uma nova chance para assumirmos mudanças e ajeitarmos aquilo que não deu certo. Pois bem, eu vou abraçar essa causa: Decidi que você vai ficar para trás, bem como junho. E dessa vez é definitivo.

Vai pra lá e eu vou pra cá, tudo bem? Se eu perceber que você vem nesta direção, ainda que sem querer, eu mudo o caminho de novo porque não quero ver nem a sua sombra. E assim seguiremos. Cada um para um lado, para sempre.

Sim, é essa a minha escolha.

Sei que a minha felicidade está na extremidade oposta à sua. É um ou outro, já descobri. Quero me desapegar de tudo que envolva você, ainda que parcialmente. Vai ficar tudo na página virada – que vou deixar empoeirar, mofar e embolorar.

Será a folha arrancada do meu diário. Aquela em que deixei marcas de batom a noite e de lágrimas no dia seguinte. Cheguei a decorar cada linha escrita e agora vou ler outros textos só para esquecer o que escrevi. Quero e vou fazer isso.

Vou conhecer outros rostos até que o seu se apague da minha memória. Ouvir outras vozes até eu não lembrar qual é o timbre da sua. Me perder em outros beijos, abraços e perfumes até me esquecer dos seus.

E tudo isso começa hoje, 1º de julho. Pri-mei-ro, como se não houvesse passado ou antecedentes.

Julho é inverno. É frio. Mas, com toda certeza, não tão frio quanto eu na minha vida pós-você.

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