Estou em Cascavel. Se vocês já ouviram a expressão “um parto de viagem”, eu estou vivenciando esse ditado. Tudo porque eu esqueci o celular em Foz do Iguaçu. Algo bem possível da minha parte… Desde pequena ouvi que “só não esqueço a cabeça porque está grudada”. E é bem verdade. Na real, acredito que, no meu caso, foram duas demãos de super bonder.

Percebi que o celular tinha ficado no carro assim que entrei no ônibus. Mas, paciência… “Eu me viro”, falei. Mas parece que foi uma junção de pegadinhas do universo para me atazanar.

Primeiro, as crianças a bordo. Adoro crianças, mas não quando elas estão berrando de um lado e batendo no meu banco. E cadê as músicas para fazer eu esquecer desse infortúnio? No celular… Em Foz. 


No posto da PRF, ficamos parados por uma hora. E cadê o celular para ficar mandando mensagensinhas ao digníssimo a fim de ver o tempo passar mais rápido?!

Depois disso, seguimos viagem. Por milagre, consegui dormir. Chegamos em cima do laço para a aula, mas deu tudo certo. A questão é que, depois, a turma ia sair para a confraternização, já que este seria o último módulo (é, seria… não vai ser mais. Tem mais um). Eu precisava avisar a minha amiga que ia chegar mais tarde, pois fico na casa dela… E quem disse que eu sei o número de cabeça? Deixo o recado por Facebook mesmo, torcendo pra que ela veja a tempo.

Aí eu precisava avisar o excelentíssimo da minha proeza. Ele está em Curitiba fazendo curso e trocou recentemente o número do telefone – que eu ainda não tive a capacidade de decorar. Rá! Mais essa… Outro recado por Facebook, sem ter a certeza de que ele veria a tempo.

Ok. Todos “devidamente” avisados, fiquei tranquila. Terminada a aula, fomos comer pizza, faceiros da vida. Só lá, na pizzaria, eu pensei: “Como é que eu vou acordar amanhã?! Não tenho despertador, muito menos relógio para controlar o horário!”. Aí é que (re)começou o drama.

Cheguei na casa da minha amiga, com a esperança de que ela me emprestasse o celular dela, mas… ela não estava em casa, foi dormir fora. E agora, José?! Se vira, minha filha… Rearrumei a disposição da cama, puxei a cadeira ao lado dela e pus o netbook ali para servir como relógio (tinha que ficar bem perto devido à minha miopia).

Dormi, sem ter a certeza de que teria carona na manhã. Por que? Porque eu não tinha como ligar para o colega e saber se ele viria a aula. Enfim… Acordei às 6h 33min. “Dá pra dormir mais uma meia horinha…”. Acordei novamente era 7h 35min. A aula começa às 8h, do outro lado da cidade.

Lá vai Letícia, correndo tomar um banho, ajeitar as coisas e torcer para que o carro do coleguinha estivesse lá na frente, me esperando. Não estava. Corre Letícia, com mala, até o terminal e vejo o ônibus que eu deveria pegar saindo. É, não tá fácil… Ah, já comentei que estava 10º C?

Ainda bem que não demorou muito para o ônibus seguinte chegar. Meia hora até o outro terminal… 8h 30min. O vento gelado de Cascavel anestesiou meu rosto, sem exageros. Se eu ao menos tivesse meu celular para ligar para alguém… às 8h 50min, vem o ônibus para a faculdade, mas o infeliz não para, passa direto, e eu fiquei a ver “navios”.

Levou mais 15min até que o outro passasse e, dessa vez, parasse. Mais 20min até chegar a FAG. “Já que estou atrasada mesmo, vou pegar um capuccino…”. E, enfim, consegui chegar. Quando entrei, meus caros colegas, já prevendo o meu drama, começam a rir.

Fazer o que se é tragicômico mesmo? Murphy, favor pegar no pé de outra pessoa a partir de agora, tá?! Me dá um tempo!

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