Moço, tô aqui pra dizer que eu gosto de você.

E se eu tô assumindo isso é porque é coisa séria. Se eu tô correndo o risco de passar por ridícula, é porque meu gostar já é maior que meu medo – e eu sei como isso é coisa rara. Eu sempre fui assombrada por temores gigantes, mas eles parecem tão insignificantes agora pelo simples fato de eu gostar de você.

(Simples é maneira de dizer, tá?)

Eu poderia até listar as coisas que me despertaram esse sentimento, mas isso seria limitar e eu não sei definir os pontos inicial e final do meu gostar.

Você me apetece.

Me agrada aos olhos, aos ouvidos, aos papos e aos toques. E eu gosto de como ficamos bem juntos. Confortáveis, sabe? Sem aquele olhar perdido, olhando para o teto, pensando no que dizer a seguir. Gosto de como tudo rola fácil com você.

Já me machuquei feio nessa história de gostar. E isso me deixou com sequelas – sei lá se com alguma chance de recuperação. Depois dessas experiências dramáticas, só de falar em “amor” ou algum sentimento que pudesse evoluir a isso, eu já tremia. Mas eu gosto de gostar de você.

Depois de tanto tempo, reaprendi a andar em nuvens e a ser lar de borboletas.

E não dá pra deixar pra lá. Não dá pra engolir, seja a seco ou com goles de vinho, o fato de que eu gosto mesmo você. Verdadeiramente gosto de você…

Eu sei que não precisava te dizer isso, porque meus olhos já me denunciam à distância. Esse meu sorriso me entrega a qualquer estranho que passe por mim na rua.

Mas eu quero te falar, mesmo que você já saiba. E vou repetir para que você nunca esqueça. Moço… Eu gosto de você.

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